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Rasmussen recorda dificuldade financeira e exalta base da Indy: “Vim de família comum”

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Rasmussen recorda dificuldade financeira e exalta base da Indy: “Vim de família comum”

Em entrevista exclusiva ao GRANDE PRÊMIO, Christian Rasmussen destacou aposta por Estados Unidos em decorrência de altos orçamentos do automobilismo na Europa

Daniel Balsa

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Em um primeiro momento, a vitória de Christian Rasmussen no GP de Milwaukee pode chocar, mas é a coroação de um piloto de extremo sucesso nas categorias de base da Indy — foi campeão da USF2000, Pro 2000 e Indy NXT. Em entrevista exclusiva ao GRANDE PRÊMIO, o dinamarquês exaltou as premiações desses campeonatos, que promovem o ganhador para a etapa seguinte — algo que foi vital para a continuidade da carreira do atual piloto da Carpenter.

Nascido em Copenhagen, Rasmussen iniciou no automobilismo em seu país natal, disputando a Fórmula 4 Dinamarquesa em 2016. No entanto, o cenário era desafiador pensando em sequência de carreira, pois o orçamento para competir na Europa era alto para uma família sustentada pelo pai, dono de uma concessionária de veículos, e a mãe, cabelereira.

A opção foi migrar aos Estados Unidos, onde os custos são mais enxutos e as competições dão para o campeão o orçamento para competir na categoria de cima. “Bom, funcionou muito bem — estou na Indy agora”, disse Rasmussen com exclusividade ao GRANDE PRÊMIO.

“O jeito que a gente via a situação era a seguinte: tinha feito um ano na F4 na Dinamarca e nos perguntamos sobre o próximo passo. Provavelmente seria a F4 Alemã ou a F4 Italiana, que eram as de mais prestigio do mundo naquela época”, continuou Rasmussen.

Christian Rasmussen (Foto: IndyCar)

“Depois disso, qual seria o passo seguinte? Provavelmente a F3 da FIA (Federação Internacional de Automobilismo) — e aí você começa a gastar, provavelmente, mais de US$ 1 milhão [aproximadamente R$ 5,4 milhões na cotação atual] por ano com corridas. Venho de uma família totalmente comum: minha mãe é cabeleireira e meu pai tem uma pequena concessionária, então nunca esteve nos nossos planos correr na Europa, simplesmente porque não podíamos bancar”, completou.

Rasmussen foi somente o segundo piloto na história a vencer a USF2000, Pro 2000 e Indy NXT — antes dele, somente Kyle Kirkwood atingiu o feito. Uma sequência de sucessos que colocou o dinamarquês na Indy.

“Olhamos para os Estados Unidos e encontramos todos esses sistemas de bolsas que existem aqui. E foi por isso que viemos para cá, visando buscar essas bolsas, tentar avançar na carreira, subir os degraus sem ter que pagar orçamentos completos todo ano. Foi isso o que fizemos e me tornei um dos dois únicos pilotos na história a vencer os três níveis do Road to Indy. Com esses três campeonatos e três bolsas, consegui subir na carreira”, finalizou Rasmussen.

A Indy encerra a temporada 2025 neste domingo (31), com o GP de Nashville, marcado para as 15h [de Brasília, GMT -3]. O GRANDE PRÊMIO faz cobertura completa do evento.

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