A Dreyer & Reinbold anunciou a compra de um dos charters da Rahal Letterman Laningan (RLL) nesta quarta-feira (22). A equipe ainda não definiu o piloto para a temporada 2027 da Indy — tampouco a montadora, Chevrolet ou Honda. Em coletiva acompanhada pelo GRANDE PRÊMIO, Brett DeBord, presidente do time, destacou que ainda podem falar sobre o assunto. O dirigente também revelou interesse em alinhar dois carros nas 500 Milhas de Indianápolis, mas reconheceu que ainda não estão prontos para esta decisão.

A RLL ​​recebeu três dos 25 charters que a Indy distribuiu para as equipes da temporada completa no final de 2024. Uma das intenções da modalidade em introduzir o sistema de franquias é criar valor agregado à vaga na categoria, já que não existia um preço para entrar na competição — o formato é muito próximo ao que a Nascar adotou em 2016. Se você tivesse uma estrutura, bastava pagar a inscrição da corrida ou campeonato que não havia nenhum impeditivo para competir.

Como o terceiro carro da RLL frequentemente se encontrava em uma situação pouco competitiva ou com financiamento insuficiente, a solução foi buscar o comprador ideal para assumir o charter. A venda para a DRR também marca a primeira aquisição de uma franquia da Indy, mas ainda está sujeita à aprovação da categoria.

A equipe ainda não divulgou qual montadora vai representar na temporada 2027. Desde 2012, o time utilizou os motores da Chevrolet. DeBord evitou entrar em maiores detalhes se vai seguir com a fabricante estadunidense ou passar a usar o propulsor da Honda.


DRR não definiu montadora para 2027, apesar de defender a Chevrolet nos últimos anos (Foto: Indycar)

“Quanto à parceria com uma montadora, ainda não estamos prontos para falar sobre esses detalhes. Tivemos conversas importantes, e essas informações serão divulgadas mais adiante, quando estivermos prontos para fazer os anúncios”, admitiu o presidente da DRR em entrevista acompanhada pelo GRANDE PRÊMIO.

Nos últimos anos, a DRR só participou da Indy 500, conseguindo se classificar para a prova em todas as oportunidades com ambos os carros e até chegando a liderar algumas voltas, como em 2026 e 2025. DeBord falou sobre a importância da etapa para a equipe, mas não garantiu se vai participar com dois pilotos, agora que deve disputar a temporada completa, com os custos significativamente maiores.

“Nosso objetivo é manter dois carros em Indianápolis — já faz um bom tempo que fazemos isso. Acredito que a última vez que competimos com apenas um carro foi em 2017, com Sage [Karam]. Gostamos de ter dois carros no Indianapolis Motor Speedway. Creio que parte da nossa força e do valor que agregamos à categoria — e a nós mesmos — reside no fato de nossos carros serem muito competitivos lá”, salientou.

“Chegamos muito perto da vitória há dois anos com Ryan [Hunter-Reay] e estivemos realmente na disputa com Conor este ano. Ele fez um excelente trabalho para nós. Gostaríamos de contar com dois carros no ano que vem, mas precisamos ter as conversas certas e garantir que isso seja adequado para todos os envolvidos. Ainda não estamos prontos para tomar essa decisão”, reconheceu.

Conor Daly chegou a liderar algumas voltas pela DRR na edição de 2026 da Indy 500 (Foto: IndyCar)

Apesar de ter apenas um carro na temporada completa da Indy em 2027, o presidente da DRR reforçou que o objetivo é ampliar a operação. No entanto, reforçou que não vai subestimar o nível de comprometimento que a categoria exige e que só terá outro bólido caso tenha condições.

“Estamos com a mente aberta quanto aos próximos passos. Temos muito trabalho pela frente com este único carro e esta primeira franquia — portanto, não estamos subestimando o comprometimento necessário para gerir isso e fazê-lo no mais alto nível. Isso envolve tudo, desde estabelecer as parcerias comerciais certas até definir fornecedores e todos os demais elementos e ingredientes necessários para um projeto vencedor. Temos muito trabalho à nossa frente”, enfatizou.

“Para o futuro — e não vamos esconder isso —, queremos sim operar com mais de um carro. Mas, novamente, a oportunidade certa precisa surgir, o encaixe deve ser adequado e precisamos ter condições de fazer isso da maneira correta. Não queremos adicionar carros e ampliar as operações da organização se não pudermos fazer isso da forma certa. Se essas oportunidades surgirem, vamos discuti-las, analisá-las e tomar a decisão mais acertada para a organização”, finalizou.

A Indy terá pela frente os últimos dois fins de semana de folga antes do encerramento da temporada 2026 e retorna somente entre os dias 7 e 9 de agosto, com o GP de Portland, que abre a sequência de seis corridas até o desfecho do campeonato.

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