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Indy admite que Copa do Mundo é “desafio a resolver” para definir calendário 2026
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Indy admite que Copa do Mundo é “desafio a resolver” para definir calendário 2026

Apesar de Copa do Mundo, Mark Miles reforçou objetivo de manter 17 corridas em 2026 e destacou possibilidade da categoria voltar ao México

Daniel Balsa

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A Indy está diante de um cenário desafiador para definir o calendário da temporada 2026. No próximo ano, a Copa do Mundo será realizada nos Estados Unidos, México e Canadá entre os dias 11 de junho e 19 de julho, período em que a categoria tem enorme volume de corridas. Para completar, a FOX, que exibe o campeonato de monopostos norte-americano, também é a detentora do maior torneio de futebol do mundo. Mark Miles, CEO da Penske Entertainment, proprietária da Indy, reconheceu que este tem sido um tema recorrente para definir a programação de 2026.

Para fugir da concorrência do futebol americano, que derruba a audiência dos demais esportes durante a temporada, a Indy aloca, costumeiramente, seu calendário entre março e setembro. Para o ano que vem, o desafio vai ser definir cerca de 17 corridas nesse espaço de tempo reduzido e com uma Copa do Mundo realizada no mesmo território em que a categoria compete.

“É o objetivo [17 corridas]. É o mais provável que aconteça, mas sempre disse que é razoável algo entre 16 e 18 provas. Depende das oportunidades”, disse Miles à revista norte-americana Racer.

“Obviamente, [a Copa do Mundo] é um evento esportivo enorme e a FOX é a detentora dos direitos para os Estados Unidos. Começamos as conversas sobre o calendário de 2026, e esse é um desafio para resolver. Tivemos uma reunião sobre isso para identificar as coisas que precisamos analisar e trabalhar. Mas eles estão confiantes de que a Copa do Mundo pode ser uma oportunidade para promover a Indy para um público de um esporte diferente”, prosseguiu.

Mark Miles, CEO da Penske Entertainment (Foto: IndyCar)

O objetivo da Indy é diminuir o intervalo entre as corridas, principalmente no início da temporada. Neste ano, as quatro primeiras corridas serão espaçadas por três semanas entre elas — depois, a categoria entra em um modo frenético de eventos a partir de maio, quando realiza 14 etapas e a classificação das 500 Milhas de Indianápolis em 18 finais de semana.

Miles acredita que isso vai ser possível, mesmo com a concorrência da Copa do Mundo e de outros eventos esportivos dentro dos Estados Unidos. O dirigente da Indy destacou a confirmação do GP de Arlington, marcado para 15 de março, e a chance da categoria voltar a correr no México.

“St. Pete deve ser no começo de março, então não deveremos ter um espaço de três semanas entre as etapas. Será menos do que isso até a próxima corrida. O calendário até maio, com Indianápolis, vai agradar aos fãs, pois teremos oportunidades de reduzir o hiato, mas vai ser um desafio. Temos o Players [Championship], Augusta – The Masters [torneios de primeira linha do golfe], o March Madness e o Final Four [séries de jogos do basquete universitário], além de algumas corridas da Nascar e a Páscoa, mas acho que vamos melhorar o cronograma de provas”, comentou o dirigente da Indy.

“Estamos fazendo bons progressos [com o GP do México]. Acho que vai se tornar algo importante e tem potencial para nos ajudar nessa época do ano. Seria como é em Toronto, uma corrida que valeria pontos ao campeonato”, continuou.

Largada do contestado GP de Thermal da Indy (Foto: Indycar)

Quem pode deixar o calendário da Indy é o Thermal Club, palco da última etapa que foi realizada nesta temporada. As partes negociaram a extensão do contrato durante o fim de semana da segunda corrida da Indy em 2025, mas optaram por esperar a corrida findar-se e definir pelo futuro mais à frente. Miles revelou que quer manter a parceria com o clube privado da Califórnia, mesmo que seja como palco de testes da categoria.

“Estamos conversando [com Thermal], mas não está decidido. Acho que foi o esperado — ou até superamos as expectativas. São pessoas excelentes para fazer negócio. Eles são muito bons em cuidar dos clientes, seja quem for. O paddock, certamente, gosta de estar lá, eles são bem tratados. As corridas foram boas e existem ideias sobre como melhorá-las, apenas com algumas mudanças de traçado”, destacou Miles.

“Não amamos a audiência que tivemos e ficamos chateados com a perda do sinal pelo período em que aconteceu, o que é uma droga para nós, mas eles [FOX] são bons. Mas é diferente ter uma corrida para cerca de 3 mil torcedores. Isso é algo que se adapta com o tempo — ou não. É uma das razões pelas quais ainda estamos pensando sobre o GP de Thermal”, continuou o dirigente da Indy.

“Isso é definitivamente possível [manter Thermal como palco para testes]. Temos um relacionamento valioso com Tim Rogers [administrador do circuito] e sua equipe. Queremos encontrar um caminho para continuarmos juntos”, encerrou.

Indy retorna no dia 13 de abril com o GP de Long Beach, que acontece no circuito de rua montado na cidade californiana, com cobertura completa do GRANDE PRÊMIO.

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