Às vésperas do início da temporada 2026, com o GP de St. Pete marcado para o dia 1º de março, a Indy convive com um dilema: a Prema vai correr ou não? Enquanto a equipe corre contra o tempo para levantar os recursos necessários para seguir a jornada nos Estados Unidos, Doug Boles, presidente da categoria, admitiu o desejo de contar com 27 carros ao longo de todo o campeonato. Ainda assim, mesmo diante do impasse, revelou “não ter conversado com ninguém” sobre o tema.
A Prema chegou com pompas à temporada 2025 da Indy e ganhou enorme repercussão com a pole de Robert Shwartzman nas 500 Milhas de Indianápolis. No entanto, a gestão financeira de todo o grupo foi precária ao longo do ano passado, provocando um rombo significativo, que culminou em cortes de programas e na saída da família Rosin, fundadora da equipe, do comando.
Nas últimas duas semanas, a Prema ainda viu Callum Ilott, piloto sob contrato com a equipe, afirmar que o time está longe de estar pronto, devendo perder os testes de pré-temporada — o primeiros estão marcados para Sebring, na próxima segunda (9) e terça-feira (10) — e também a primeira etapa do campeonato. Quase ao mesmo tempo, Ryan Briscoe deixou o cargo de diretor esportivo para assumir a função de coach de pilotos na Rahal Letterman Lanigan (RLL).
Boles, que também acumula a função de presidente do Indianapolis Motor Speedway, reconheceu que ainda não conversou com nenhuma equipe para completar os 27 carros nas etapas — limite das corridas, com exceção das 500 Milhas de Indianápolis.

“É algo que discutimos internamente. Existem os 25 carros com charter, e no ano passado a Prema completou o grid com 27 carros. Nossa intenção era ter 27 carros nesta temporada, o que incluiria a Prema. Não conversamos, de fato, com ninguém sobre carros adicionais ao longo da temporada”, comentou o presidente da Indy à revista norte-americana Racer.
“Nossa preferência seria que, caso tivéssemos mais de 25 carros, fosse com alguém competindo a temporada inteira, simplesmente porque é mais fácil do que ficar escolhendo seletivamente quais corridas disputar. Afinal, se houvesse três equipes querendo adicionar um carro em provas específicas, quem teria esse direito? Meu palpite é que, se ficarmos em 25, provavelmente serão 25 durante toda a temporada, mas isso ainda não foi decidido completamente”, completou.
Boles destacou que tem mantido conversas com Piers Phillips, CEO da Prema na Indy, que segue em busca de investidores e patrocinadores para 2026. Fornecedores como Chevrolet e Firestone adotaram uma postura de paciência para que o time continue na categoria, algo semelhante à postura da própria Indy, que levou em conta os altos investimentos feitos pela equipe.
“Mantivemos contato com o Piers e com a equipe enquanto eles trabalham para definir como a Prema pode se apresentar em 2026”, disse Boles. “Honestamente, tudo depende de como a Prema vai se estruturar. Certamente os consideramos, dependendo do compromisso de disputar o restante da temporada e da posição que ocupariam no grid. Há um valor a ser reconhecido pelo investimento que eles fizeram no ano passado”, encerrou o presidente da Indy.
Agora, a Indy segue para os testes de pré-temporada, que serão realizados em Sebring, na Flórida, e no oval de Phoenix, no Arizona. A abertura da temporada 2026 está marcada para 1º de março, com o GP de St. Petersburg.
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