Aos 32 anos de idade, Luca Salvadori perdeu a vida de maneira trágica após sofrer um forte acidente na etapa de Frohburg do Campeonato Internacional de Road-Racing (IRRC), disputado em meados de setembro. Aproximadamente um mês após a fatalidade, Maurizio Salvadori, pai do piloto italiano, acusou a organização do circuito de não ter tomado os devidos cuidados com as medidas de segurança da pista.
17º colocado na temporada 2023 da MotoE, Salvadori já tinha disputado as etapas de Hengelo, nos Países Baixos, e Schleiz, na Alemanha, e estava de volta ao grid para a disputa daquele fim de semana, no distrito de Leipzig. O piloto natural de Misano corria com uma Ducati da equipe Broncos na categoria Superbike.
De acordo com a publicação alemã Speedweek, o acidente que vitimou Salvadori aconteceu no fim da primeira volta da corrida de sábado e também envolveu Didier Grams. O alemão da G&G Motorsport caiu no momento em que contornava uma das curvas mais rápidas do traçado e foi atingido por Luca, sofrendo múltiplas fraturas e ficando gravemente ferido.
“As barreiras de proteção fora daquela curva foram montadas de maneira criminosa”, começou, revoltado, Maurizio em um vídeo postado no canal do YouTube de Luca. “Eles me perguntaram como tal acidente foi possível. Não existem imagens oficiais além das da moto de Luca e das motos que o seguiram. Há investigações em curso e [as imagens] não podem ser utilizadas, mas eu as vi e sinto que devo falar de um tema delicado: a segurança”, continuou.

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“Luca estava perfeitamente ciente dos riscos. O acidente com Didier Grams é uma fatalidade. O contato entre duas motos nessas velocidades, quando a moto da frente sobe, é uma fatalidade. Não sou o pai que procura a todo custo alguém para culpar pela morte do filho, mas a questão da segurança deve ser trazida à tona”, continuou.
“Os riscos são diferentes entre correr na pista ou na rua, mas isso não significa que quem organiza não deva fazer todo o possível para garantir a máxima segurança. Não podem improvisar. O meu único objetivo é que tais tragédias sejam reduzidas no futuro e que tudo seja feito para evitá-las, o que não foi feito até agora”, esbravejou o pai de Salvadori.
“Falei com alguns pilotos que seguiam o Luca e que, após o acidente, disseram-me que pretendiam parar. Não se pode brincar com a vida de pilotos animados por um entusiasmo sagrado e saudável, mas que dependem de organizações completamente incompetentes”, finalizou.
Além das muitas homenagens vindas da MotoGP, Salvadori recebeu um tributo inesperado: o italiano foi coroado campeão póstumo do Troféu Nacional 1000, na Itália, após a equipe do rival Filippo Rovelli, a Pistard, optar por não correr as últimas duas etapas e, assim, assegurar a conquista do piloto.