MotoGP
5 coisas que aprendemos no GP da Itália, 7ª etapa da MotoGP 2026
Da primeira vitória de Marco Bezzecchi em Mugello, até o primeiro top-10 de Diogo Moreira na MotoGP, o GRANDE PRÊMIO separou cinco coisas que aprendemos no GP da Itália, 7ª etapa da temporada 2026 da MotoGP
O GP da Itália da MotoGP 2026 deu uma trégua após o violento GP da Catalunha e entregou uma corrida com poucos acidentes, muitas disputas na pista e boas históricas ao fã de velocidade no último fim de semana.
Entre elas, destacam-se a caça da Aprilia à Ducati na casa do time de Borgo Panigale com a primeira vitória de Marco Bezzecchi no circuito, passando pelo primeiro top-10 do brasileiro Diogo Moreira em uma corrida principal na classe rainha com a LCR.
Importante mencionar, ainda, o retorno antecipado de Marc Márquez, que mostrou que segue mentalmente forte para dar mais uma volta por cima e seguir competitivo no Mundial de Motovelocidade.
O GRANDE PRÊMIO separou cinco coisas que aprendemos no GP da Itália, 7ª etapa da temporada 2026 da MotoGP:

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Aprilia caçou Ducati no quintal da rival
A Aprilia mostrou, mais uma vez, que está em um nível diferente na MotoGP 2026. Agora, enfim, já é possível dizer que a equipe é a referência absoluta do campeonato — e Mugello foi a comprovação disso. As motos de Noale gabaritaram o fim de semana com a pole-position e a vitória no GP da Itália com Bezzecchi, além do triunfo de Raúl Fernández na corrida sprint.
Ainda não chegamos nem na metade da temporada, mas, considerando que praticamente todo o grid já concentra esforços no projeto de 2027, parece cada vez mais claro que a Aprilia tem caminho aberto para dominar 2026.
Resiliência de Marc Márquez é admirável
Marc Márquez tinha tudo para esperar uma pista menos complicada para voltar às pistas, mas escolheu o caminho mais difícil — e isso é admirável. Uma fala do #93 chamou a atenção após o sétimo lugar no GP da Itália:
“Estou feliz com a decisão que tomei de vir para cá. Porque uma parte de mim dizia: ‘fique em casa e volte em Balaton Park, que é uma pista mais fácil e mais lenta’. Mas outra parte dizia: ‘durante toda a carreira você deu 100%, então, se existe a mínima possibilidade e os médicos deram autorização, você precisa estar na moto. Caso contrário, você não é Marc'”, revelou.

A declaração, acompanhada da recusa em cogitar uma aposentadoria precoce, coloca Marc entre os pilotos mais admiráveis da história recente da MotoGP não apenas pelo talento inquestionável ou pelos nove títulos mundiais, mas também pela mentalidade que parece inabalável.
Mesmo após lesões, cirurgias e inúmeras dúvidas sobre o futuro, Marc continua disposto a tentar. Continua disposto a sofrer. Continua disposto a voltar. O espanhol parece determinado a seguir até o limite, independentemente dos obstáculos que o próprio corpo insiste em colocar à frente. Isso é algo muito raro no esporte de alto nível — e merece ser exaltado.
Com 1º top-10, Diogo Moreira evolui cada vez mais
Mais do que o décimo lugar na corrida principal, Mugello representou uma das etapas mais consistentes de Moreira desde a estreia na MotoGP e um passo importante em sua trajetória na classe rainha. Desde o início da temporada, Moreira repetia a necessidade de melhorar o desempenho nas sextas-feiras para garantir vaga direta no Q2 e, consequentemente, ampliar as chances de largar nas primeiras filas do grid.
O objetivo foi alcançado na Itália. Pela primeira vez, o piloto da LCR assegurou presença entre os dez mais rápidos da classificação e transformou a evolução em um sólido oitavo lugar no grid. Na corrida, mesmo caindo para 12º lugar, o #11 reagiu, ultrapassou Brad Binder e Joan Mir para chegar em décimo.
Para um piloto novato e observado internamente como possível opção para o time de fábrica da Honda no futuro, é exatamente o tipo de fim de semana que fortalece uma chance como essa. Mais uma excelente performance.

Bagnaia tem lampejo de reação, mas ainda não é suficiente
Francesco Bagnaia foi o único piloto da Ducati que realmente mostrou competitividade no GP da Itália. Em um fim de semana apagado de Fabio Di Giannantonio, que segue como destaque do time de Borgo Panigale no campeonato, o #63 apresentou um lampejo de reação importante, mas ainda insuficiente.
Mesmo assim, olhando para o lado cheio do copo, foi importante voltar ao pódio e pode ser o começo de uma busca por desempenho que acompanha o italiano desde o fim de 2023.
O futuro dele não é mais na Ducati, mas é importante chegar na Aprilia em alta e isso passa por bons resultados nesta temporada. Vimos isso em Mugello.

Quartararo simplesmente abandonou o barco?
Fabio Quartararo até ensaiou uma reação nas últimas etapas com a Yamaha e parecia motivado a buscar algo com a M1 com motor V4 que ele pediu tanto ao time de Iwata. Mas o fim de semana em Mugello mostrou que ele parece não querer mais nada com a equipe.
“Se você me perguntar agora, diria que a motivação acabou”, disse. “A verdade é que não há nada positivo para extrair deste domingo. Tentei forçar um pouco no meio da corrida, mas eu estava tão perto do limite que decidi diminuir. Optei por relaxar e evitar riscos desnecessários”, seguiu.
À caminho da Honda, Quartararo já pensa no time de Tóquio e só está esperando a temporada terminar para tentar dar a volta por cima no próximo regulamento. Realmente o clima de fim de ciclo é desanimador e essa separação será melhor para todos.

A MotoGP volta a acelerar entre 5 a 7 de junho, em Balaton Park, para o GP da Hungria, oitava etapa da temporada 2026. O GRANDE PRÊMIO acompanha toda a programação do fim de semana, assim como as demais categorias do Mundial de Motovelocidade.
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