O GP da Comunidade Valenciana, no último domingo (16), encerrou a temporada 2025 da MotoGP com a história escrita diante dos nossos olhos. Diogo Moreira foi cerebral para fechar o título da Moto2 e alcançou um feito inédito para o Brasil na história do Mundial de Motovelocidade.
Na MotoGP, Marco Bezzecchi venceu de novo e fechou o ano com três vitórias, mostrando que a Aprilia tem potencial para incomodar a Ducati em 2026, além de mais um ótimo fim de semana de Raúl Fernández pela Trackhouse.
Na disputa interna da VR46, melhor para Fabio Di Giannantonio, que garantiu o terceiro lugar na Espanha. E, finalmente, a Yamaha oficializou a troca do motor com quatro cilindros em linha pelo V4 na classe rainha.
O GRANDE PRÊMIO separou cinco coisas que aprendemos no GP da Austrália, 19ª etapa da temporada 2025 da MotoGP:

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Moreira confirma título da Moto2 e sobe campeão para MotoGP
Diogo Moreira confirmou o favoritismo e mostrou que tem um lugar só dele na história do esporte do Brasil. Aos 21 anos, o piloto nascido em Guarulhos se tornou o primeiro brasileiro a conquistar um título no Mundial de Motovelocidade neste domingo (16), ao chegar na 11ª colocação no GP da Comunidade Valenciana.
Com o passaporte carimbado para a MotoGP, Moreira chegou à taça com uma temporada de resultados crescentes. Depois de ver Manuel González se impor na primeira metade do ano, o #10 virou o jogo e, em apenas nove corridas, descontou a margem construída pelo espanhol nas 12 primeiras etapas que chegou a 61 pontos. Um feito histórico e surpreendente.

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Bezzecchi vence mais uma e Aprilia vem forte para 2026
Marco Bezzecchi fechou a temporada 2025 da MotoGP com três vitórias ao triunfar no GP da Comunidade Valenciana e, mais do que liderar de ponta a ponta, o italiano alcançou um feito histórico: tornou-se o primeiro piloto a conquistar três etapas com uma Aprilia em uma mesma temporada.
O feito mostra que tanto Bezzecchi, quanto Jorge Martín e a própria equipe de Noale chegaram a um patamar diferente na MotoGP. Em 2026, último ano do regulamento atual e com uma moto bem desenvolvida, será possível incomodar a Ducati.

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Acosta ‘rouba’ 4º lugar de Bagnaia, mas termina 2025 zerado
É verdade que Pedro Acosta conseguiu ser competitivo ao longo de toda a temporada 2025 e, na última etapa, tomou o quatro lugar de Francesco Bagnaia para fechar o campeonato em quarto. Contudo, o piloto da KTM finalizou o ano sem vencer.
Em um ano com domínio de Marc Márquez, fechar a temporada sem vitória não seria nenhum absurdo. Contudo, após a lesão do #93 na Indonésia, Fermín Aldeguer e Raúl Fernández venceram pela primeiras na categoria, aumentando a pressão em cima de Acosta.
A KTM vive sérios problemas administrativos e precisa se acertar para oferecer estrutura necessária para buscar vitórias na MotoGP. A moto austríaca não é ruim, mas ainda é preciso um salto para oferecer ao #37 essa possibilidade com mais equilíbrio e menos desgaste dos pneus. Agora, só resta trabalhar isso pensando em 2026.

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Di Giannantonio foi melhor em briga interna na VR46
Fabio Di Giannantonio fechou a temporada 2025 da MotoGP com mais um pódio e venceu a disputa interna da VR46 com Franco Morbidelli. Ao finalizar o GP da Comunidade Valenciana em terceiro, o #49 terminou o ano com 262 pontos, em sexto no Mundial de Pilotos, contra 231 do rival, que fechou a temporada em sétimo.
Apesar de também ter feito uma temporada irregular, Diggia foi mais consistente que Morbidelli em 2025. E conseguiu isso com um a GP25, a moto atualizada da Ducati, mas que, para a grande maioria, foi pior que o protótipo de 2024, pilotado por Franco ao longo do ano. Os dois permanecerão em 2026, mas Di Giannantonio termina 2025 à frente nessa disputa caseira.

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Yamaha confirma V4, mas vai precisar trabalhar muito
A Yamaha finalmente decidiu dar o passo definitivo para a mudança de motor e, durante o fim de semana em Valência, confirmou que vai adotar o V4 a partir do próximo campeonato. A mudança vinha sendo estudada nos últimos meses, com participações do novo motor sob comando de Augusto Fernández nos GPs de San Marino, Malásia e também em Valência.
A decisão já era esperada, mas também coloca um grande desafio para a casa de Iwata nos próximos meses. Pelas declarações dos pilotos da marca, tanto os titulares, quanto os reservas, a Yamaha vai precisar melhorar a unidade de potência e, mais do que isso, encontrar desempenho até o shakedown na Malásia, marcado para o fim de janeiro.
Fabio Quartararo já disse que não tem tempo e Fernández afirmou que é preciso encontrar desempenho com a dianteira da moto. Mesmo sem corridas, agora, mais do que nunca, é hora da Yamaha trabalhar.

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Após o fim da temporada 2025, a MotoGP volta a acelerar na próxima terça-feira (18) para o teste de pós-temporada da categoria, direto de Valência. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa, assim como das outras classes do Mundial de Motovelocidade.