Álex Márquez admitiu que precisou aprender a conviver com a constante comparação com Marc Márquez para conseguir mostrar o próprio potencial na MotoGP. Vice-campeão mundial em 2025 e vencedor de três corridas no ano passado, o espanhol admitiu que, no início da trajetória na classe rainha, sofreu com a pressão de carregar um dos sobrenomes mais vitoriosos da história do Mundial de Motovelocidade.
Promovido à MotoGP em 2020 pela Honda, Álex estreou como companheiro de equipe de Marc. No entanto, os dois dividiram o grid em apenas uma corrida antes da grave lesão no braço sofrida pelo hexacampeão da categoria.
Apesar de conquistar dois pódios na temporada de estreia, o #73 enfrentou dificuldades nas duas temporadas seguintes pela LCR. A mudança para a Gresini, já com motos Ducati, marcou uma virada na carreira do catalão.
Depois de uma evolução gradual, o mais novo dos Márquez explodiu de vez em 2025 ao conquistar três vitórias, terminar como vice-campeão e travar um duelo direto com Marc pelo título. Em entrevista ao site oficial da MotoGP, o piloto, que vai defender a KTM a partir de 2027, afirmou que precisou abandonar a tentativa de se comparar ao irmão para alcançar o melhor rendimento.

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“A sombra de Marc, um multicampeão mundial como ele é, é bastante longa”, declarou. “No começo, é verdade que eu estava sofrendo um pouco com a pressão. Eu pensava demais, tentando me comparar com ele. Esse não era o caminho”, disse.
“Não precisamos nos comparar. Eu só preciso aproveitar as coisas positivas. Tenho o melhor exemplo dentro de casa. Eu chegava às corridas vendo que fazia o mesmo trabalho em casa que o piloto que estava vencendo na MotoGP fazia. Isso me deu muita confiança e motivação.”
Ao relembrar a campanha de 2025, Álex classificou o ano como um momento único na carreira.

“O ano passado foi algo realmente único para mim, algo realmente especial. Fui vice-campeão, subi muitas vezes ao pódio e conquistei a primeira vitória da carreira na MotoGP. Então, foi algo mágico.”
“Fui muito sortudo por viver aquele ano ao lado do meu irmão, mas, infelizmente, quando você luta contra um piloto único e uma lenda como Marc, precisa elevar ainda mais o próprio nível. Foi o momento em que mais senti que estava saindo da sombra de Marc e brilhando por mim mesmo”, revelou.
A MotoGP está de férias e só volta a acelerar entre os dias 7 a 9 de agosto, com o GP da Grã-Bretanha, 12ª etapa da temporada 2026. O GRANDE PRÊMIO acompanha toda a programação do fim de semana, assim como as demais categorias do Mundial de Motovelocidade.