Andrea Dovizioso saiu decepcionado da primeira bateria de testes da pré-temporada 2022 da MotoGP. O veterano considerou que não foi rápido o bastante e avaliou que a única maneira de extrair o potencial máximo da YZR-M1 é pilotando a moto da mesma maneira que Fabio Quartararo.
2020 será a 14ª temporada completa de Dovizioso na MotoGP, mas o piloto de Forli passou a maior parte da carreira com a Ducati, onde foi três vezes vice-campeão. Ano passado, depois de meses longe das pistas, o #4 voltou à ativa para ocupar a vaga de Franco Morbidelli na SRT Yamaha quando o ítalo-brasileiro assumiu o posto de Maverick Viñales na equipe de fábrica.
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# O segundo dia de testes da MotoGP na Malásia

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Depois de cinco GPs com a M1 de 2019, Andrea agora tenta se entender com a moto de 2022, mas fechou os testes de Sepang apenas em 22º, 1s153 atrás de Enea Bastianini, o líder do trabalhos.
“Não posso estar contente nem com a velocidade e nem com o ritmo”, disse Dovizioso. “Nestes dois dias, me dei conta de que se você não pilota a Yamaha como Fabio, é muito difícil ser rápido. Esta moto, tal e qual é agora, só ele é capaz de pilotar”, resumiu.
“É uma situação estanha. Você tem de pilotar como ele para ser competitivo e extrair as muitas coisas boas que a moto tem”, explicou.
Um dos pilotos mais experientes do grid, Dovizioso deu um diagnostico sobre as necessidades da Yamaha para melhorar o protótipo japonês.
“Você precisa trabalhar como Fabio na entrada e no centro da curva, mas a moto não é tão boa na saída e não pode aproveitar este ponto para ser rápido. Isso faz com que seja difícil ser rápido assim, como faz Fabio”, detalhou. “Ele freia muito bem, profundo, e consegue ser muito rápido na metade da curva, deixando fluir a moto. Ele não tenta usar tanto a parte traseira para acelerar, ganha muito na freada e na metade da curva. Isso é algo muito bem que devemos tentar fazer também”, ponderou.
“Vou tentar estudar os dados, mas é muito difícil copiar os outros pilotos. É possível estudar, analisar, compreender se há algo possível de fazer, aplicar. Talvez possa ajudar a ser melhor em algumas áreas onde os outros são, mas, no geral, você tem que encontrar seu próprio caminho”, destacou. “Na minha opinião, agora só existe esse caminho: pilotar como Fabio. Este é um momento difícil e, além do mais, não tenho a confiança necessária”, reconheceu.
Às vésperas do segundo teste da pré-temporada, em Mandalika, na Indonésia, Andrea não acredita que possa resolver os problemas só por estar em outra praça.
“Hoje em dia na MotoGP, todo mundo é competitivo, já não é como antes, quando suas características saiam mais ou menos em função da pista. Agora, todos estamos muito próximos em todos os circuitos, então se você não usa bem o pacote que tem, facilmente fica para trás”, avaliou. “Para ser sincero, eu esperava estar mais adiante com a adaptação à moto, porque isso é o que me pode aproximar nos tempos”, concluiu.
MotoGP 2022, Calendário de apresentações:
| 10/2 | APRILIA |
| 24/2 | VR46 |
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