A Aprilia não faz segredo da ambição para 2026: lutar pelo título. Depois do que definiu como uma temporada “extremamente emocionante”, a marca de Noale se mostra confiante no potencial da RS-GP e espera que a versão do próximo ano nasça como uma “moto vencedora”.
Liderada por Marco Bezzecchi, a Aprilia viveu em 2025 a melhor temporada da história dela na MotoGP. O italiano assegurou três vitórias em GP ― Grã-Bretanha, Portugal e Comunidade Valenciana ―, três em Sprints ― Misano, Mandalika e Phillip Island ―, um total de 15 pódios e cinco poles ― Áustria, San Marino e Riviera de Rimini, Indonésia, Portugal e Comunidade Valenciana. Assim, o #72 fechou o ano com o terceiro posto no Mundial de Pilotos, com 353 pontos.
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A RS-GP conseguiu, ainda, uma quarta vitória na temporada, já que Raúl Fernández, da satélite Trackhouse, venceu o GP da Austrália. Companheiro do espanhol, Ai Ogura também teve momentos de destaque no ano e fechou a temporada de estreia na MotoGP na 16ª colocação.
Jorge Martín, por outro lado, viveu um ano difícil, marcado por lesões. O campeão vigente passou a maior parte do ano ausente e ainda se envolveu em uma confusão com a equipe, tentando romper um contrato de dois anos usando uma cláusula de performance quando quase não tinha subido na moto.
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Aos poucos, porém, o trabalho liderado por Fabiano Sterlacchini foi dando resultados. A Aprilia fechou o ano com o vice-campeonato de Construtores, 350 pontos atrás do dominante Ducati.
“Foi uma temporada extremamente emocionante que vivenciamos sob dois aspectos: por um lado, tivemos as lesões de Jorge, particularmente sérias; e, por outro, o crescimento imparável de Marco”, disse Rivola. “Foi uma temporada marcada por números importantes, incluindo mais de 400 pontos no Mundial de Construtores, algo que nos faz olhar para 2026 sem fazer segredo da nossa meta: batalhar pelo título”, seguiu.
“Também gostaria de agradecer a Trackhouse, que contribuiu com os resultados deles para o nosso crescimento técnico e competitivo”, acrescentou.
Rivola destacou que os rivais serão fortes, mas se mostrou confiante no potencial da Aprilia em ter uma boa moto para a próxima campanha.
“Sabemos que nossos rivais são fortes, mas nosso desejo de melhorar, cultivado pelo trabalho de Fabiano e palpável no ar de Noale, vai nos sustentar ao longo da temporada de 2026 como protagonistas desde o início”, declarou. “Mal podemos esperar para chegar o teste de Sepang para testar a RS-GP26, que deve nascer como uma moto vencedora”, encerrou.
Por conta da mudança no regulamento técnico da MotoGP em 2027, o Mundial optou por congelar o desenvolvimento para 2026 e, assim, as motos do próximo ano terão apenas pequenas evoluções em comparação com aquelas que fecharam a temporada que chegou ao fim no último final de semana.
Após o teste de Valência, a MotoGP parte para as férias e só volta a acelerar nos dias 29, 30 e 31 de janeiro de 2026, com o shakedown direto de Sepang, na Malásia. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa, assim como das outras classes do Mundial de Motovelocidade.