Chefe da Aspar, Jorge Martínez reiterou o desejo da CFMoto de entrar na MotoGP no futuro. O dirigente evitou estabelecer prazos, mas comentou que o próprio campeonato também tem interesse em criar laços com uma grande empresa chinesa, já que isso ajudaria a atrair patrocinadores e também a internacionalizar o esporte.

No início do ano, Aspar já tinha revelado o interesse da empresa chinesa em entrar na classe rainha do Mundial de Motovelocidade, mas segue insistindo que é um processo que precisa ser feito passo a passo.

“Temos de ser realistas. Estamos em 2026, e tudo para 2026 já está preparado e finalizado”, disse Martínez em entrevista à publicação alemã Speedweek. “Construir a infraestrutura para 2027 seria uma loucura. Acredito que é preciso avançar passo a passo. Quem sabe isso seja possível no futuro”, seguiu.

De olho em um futuro na MotoGP, a CFMoto entrou na disputa para ser fornecedora das motos da Moto3 a partir de 2028, mas, assim como Honda, KTM e Aprilia, perdeu a disputa para a Yamaha.

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Jorge Martínez destacou que a MotoGP também se beneficiaria de ter uma empresa chinesa no campeonato (Foto: Aspar)

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A empresa chinesa, contudo, segue ampliando o envolvimento com o campeonato e, no início do ano, adquiriu uma fatia majoritária das ações da Kalex, a empresa alemã que fabrica chassis.

“As prioridades já foram definidas. Nossa parceira CFMoto tem um grande interesse em expandir a atuação para o Mundial de Superbike e, depois, para a MotoGP”, explicou. “É um marco histórico uma grande fabricante chinesa realizar investimentos desta magnitude ― investimentos que abrangem todas as áreas-chave: desenvolvimento de talentos, suporte a equipes e infraestrutura, e tecnologia”, frisou.

“Não consigo definir um prazo exato ― pode ser em três ou cinco anos ―, mas posso confirmar que a visão compartilhada é a MotoGP. É preciso dizer, também, que não se trata apenas do meu interesse ou do da CFMoto. A MotoGP também tem grande interesse em atrair uma grande empresa da China”, garantir.

Aspar ponderou que, com uma empresa chinesa envolvida no campeonato, seria mais fácil atrair patrocinadores e ampliar a internacionalização do Mundial.

“Com uma fabricante chinesa a bordo, a MotoGP ganha acesso a novos parceiros e patrocinadores. O próximo passo poderá trazer novos projetos, possivelmente até mesmo um GP da China”, avaliou. “Acredito que um ponto fundamental aqui é que o nosso esporte se tornará ― e precisa se tornar ― muito mais internacional nos próximos anos”, concluiu.

A MotoGP está de férias e só volta a acelerar entre os dias 7 a 9 de agosto, com o GP da Grã-Bretanha, 12ª etapa da temporada 2026. O GRANDE PRÊMIO acompanha toda a programação do fim de semana, assim como as demais categorias do Mundial de Motovelocidade.