Chefe da MotoGP aprova teste para pilotos lesionados, mas faz ressalva: “Só no futuro”
Diretor-executivo da Dorna, a promotora do Mundial de Motovelocidade, Carmelo Ezpeleta disse ao GRANDE PRÊMIO que é partidário da ideia de permitir que pilotos que estejam voltando de lesão possam testar previamente. No entanto, dirigente se disse contrário a mudar regras com a temporada em curso
Juliana Tesser e Pedro Luis Cuenca
Publicado emDiretor-executivo da Dorna, a promotora do Mundial de Motovelocidade, Carmelo Ezpeleta se disse partidário à ideia de que pilotos que estejam retornando de lesão possam fazer um teste prévio com uma moto da MotoGP antes de voltar à ativa. No entanto, o dirigente se opõe à mudança de regra com o campeonato em curso.
A proposta de liberar testes para quem volta de lesão tem sido encampada pela Aprilia por causa das seguidas lesões de Jorge Martín, que se machucou no primeiro dia da pré-temporada e ainda não voltou à ativa por causa de novas lesões sofridas antes do primeiro GP do ano.
Chefe da equipe, Paolo Bonora defende que é uma questão de segurança.
“A proposta que fizemos à Dorna e aos fabricantes é para aumentar a segurança. Já aconteceu muitas vezes antes da lesão de Jorge que, quando um piloto fica fora da MotoGP por tanto tempo, sem ter dado muitas voltas, ele volta na sexta-feira, despreparado e incapaz de continuar pelo resto do fim de semana”, disse Bonora. A MotoGP é um campeonato muito único e poderoso. Os pneus são muito específicos e oferecem alto desempenho, mas preferimos fornecer mais garantias de segurança para todos, e achamos que é certo ter um piloto que ficou fora da pista por tantos fins de semana testando a moto. Nós propusemos isso, e agora estamos discutindo. Esperamos ter uma proposta o mais rápido possível”, completou.

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Para entrar em vigor, porém, a regra depende de aprovação unânime das fábricas. E a Ducati, pelo menos, já se colocou como barreira. Chefe do time italiano, Davide Tardozzi disse que até aprova a ideia, mas apenas para entrar em vigor em 2026.
Em entrevista exclusiva ao GRANDE PRÊMIO, Ezpeleta seguiu a linha da Ducati, já que não considera justo mudar o regulamento com o campeonato em curso.
“Para acontecer na metade da temporada, todos precisam aprovar”, disse Ezpeleta. “Para o futuro, nós somos partidários. Acreditamos que quando alguém perde duas ou três corridas, deveria ter a oportunidade de testar”, contou.
“Mas para fazer isso, para a temporada 2026, todos têm de estar de acordo”, frisou. “Não é correto começar com algumas regras e mudá-las na metade”, ponderou.
Questionado pelo GP se não seria possível liberar testes com protótipos de anos anteriores, Carmelo avaliou que não é uma possibilidade, justamente porque o regulamento não libera testes com as MotoGP.
“Não, não serve. Não está permitido agora. O problema não é com moto atual ou anterior, mas fazer ou não fazer”, explicou. “Não agora, somente para 2026. Mas temos de pensar. Aconteceu com Martin e pode acontecer com qualquer outro”, encerrou.
A MotoGP volta a acelerar entre 28 e 30 de março, com o GP das Américas, em Austin, nos Estados Unidos, para a terceira etapa da temporada 2025. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa do evento, assim como das outras classes do Mundial de Motovelocidade durante todo o ano.
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