Danilo Petrucci confirmou a proposta da KTM para disputar o Rali Dakar em 2022. O italiano contou que considera a possibilidade de migrar para o off-road e reconheceu que não tem tipo fisco para uma carreira longa e bem sucedida na MotoGP.

Petrucci já vinha dizendo que pediria a KTM para disputar a maior e mais dura prova off-road do planeta se não tivesse uma vaga no Mundial de Motovelocidade, mas a proposta chegou viu Stefan Pierer, diretor-executivo da marca austríaca, na semana passada.

Danilo Petrucci faz primeira temporada com a KTM na MotoGP (Foto: KTM)

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O convite da KTM para o off-road vem na esteira de uma fim de semana de polêmica, já que a marca anunciou a chegada de Raúl Fernández a MotoGP em 2022 com a Tech3 sem antes comunicar Petrucci e Iker Lecuona da dispensa de ambos.

Falando à imprensa nesta quinta-feira (12), Petrucci contou que nem acreditou quando recebeu a proposta de Pierer, mas teve a oferta reafirmara por Pit Beirer, diretor–esportivo da KTM, que também impôs condições.

“Acho que a ideia foi do Sr. Pierer. “Ele me fez a proposta na noite de sábado e achei que ele estava brincando, mas não estava. Aí começamos a conversar e, há dois dias, Pir Beirer me ligou e mais ou menos repetiu a mesma coisa que tinham me dito no sábado”, contou Petrucci. “Tem essa opção, que estou considerando. Sempre quis correr lá e eles me disseram que estão prontos para 2022. Pit disse que pode me mandar se eu prometer só olhar o panorama e as paisagens, pois acham que é bem perigoso eu ir lá para buscar um resultado”, contou.

“Aí eu teria um ano todo para treinar e fazer algumas corridas e, a partir de 2023, talvez possa ser mais competitivo”, explicou. “Fiquei muito feliz em ouvir isso e é uma das minhas opções para o meu futuro. Com certeza, quero agradecê-lo por esse tipo de oferta”, completou.

Ainda, Petrucci reconheceu que não tem tipo físico para a classe rainha do Mundial de Motovelocidade. O piloto de Terni tem 1,81 metro e pesa 80 kg.

“O mais difícil para digerir é que ainda me sinto competitivo”, disse Petrucci. “Mas o meu corpo não é mais competitivo aqui. Isso é o mais difícil de o meu cérebro entender. Sempre pensei em permanecer muitos anos na MotoGP, mas sou grande demais para a MotoGP. Eu peso quase o dobro do Pedrosa. É como se fossemos bonecas Matrioska, comigo por cima de Pedrosa”, brincou.

“Já é muita coisa o que eu consegui na MotoGP. Um piloto grande como eu nunca foi tão competitivo quanto eu”, reconheceu. “O que mais me empolga é que nenhum piloto fez essa mudança e, em dois ou três anos, quero ser competitivo lá. Estou assustado, pois não tenho muita experiência, mas acho que podemos lidar com isso”, ponderou.

“No passado, eu queria fazer o Dakar para me divertir, mas agora eu quero fazer para entender qual a minha velocidade. E um mundo completamente diferente e que ninguém tentou antes, algo que me empolga muito. No mínimo, posso ser o primeiro a fazer”, encerrou.

A MotoGP volta a acelerar no próximo domingo (15), com o GP da Áustria, novamente no Red Bull Ring. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades do Mundial de Motovelocidade 2021.

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