O diretor de corridas da MotoGP, Graham Webber, falou ao site oficial da categoria o que aconteceu para que a escolha pelo adiamento da corrida principal e cancelamento das provas de base tenham acontecido.
A baixa visibilidade e as limitações para a operação do helicóptero médico impediram a realização das provas, tanto na Moto3 como da Moto2, neste domingo (25). A organização ainda pretende manter a corrida principal da categoria rainha, agora com abertura dos boxes às 2h e largada às 2h30 (horário de Brasília).
“No momento, existe uma restrição para o voo do helicóptero médico, há condições climáticas adversas. Ou seja, precisamos que elas sejam favoráveis em ambos os locais para podermos dar o sinal verde. O helicóptero precisa de uma janela de cerca de 60 minutos tanto em Phillip Island quanto em Melbourne para que possamos iniciar a corrida”, falou Webber.
“Por questões de segurança, precisamos garantir que, caso ocorra algum imprevisto, estejamos preparados para transportar um piloto ao hospital rapidamente. Em alguns circuitos, é possível utilizar a via terrestre — por exemplo, com uma ambulância —, mas, infelizmente, como o trajeto até o hospital leva mais de 45 minutos, dependemos exclusivamente do helicóptero”.

“Portanto, estamos, de fato, condicionados às condições climáticas, ficamos muito refém delas. É uma pena, na verdade. É algo atípico, porém, aqui em Phillip Island, dependemos do transporte aeromédico”.
O GRANDE PRÊMIO segue acompanhando tudo que acontece para a realização, ou não, do GP da Austrália, que marca a despedida do circuito de Phillip Island. Em 2027, a prova vai acontecer em Adelaide.