Depois de Trackhouse, Aprilia e Gresini, chegou a vez da dominadora Ducati apresentar as motos para a temporada 2025 da MotoGP. A montadora italiana conquistou os títulos de Equipes e Construtores no ano passado, mas espera retomar o #1 perdido para a Aprilia e vencer novamente o Mundial de Pilotos. Para isso, manteve o bicampeão Francesco Bagnaia e contratou Marc Márquez como grande novidade do campeonato.

O evento acabou em Madonna di Campiglio, nos alpes italianos, com presença de jornalistas e diversos dirigentes da fábrica e também da parceira Audi. A nova moto, a GP25, não contou com grandes mudanças na pintura, ainda apostando na forte cor vermelha tradicional, mas com destaques na parte aerodinâmica.

“Depois de um ano de recordes, em termos de rendimento e resultados, nosso objetivo seja o mesmo. Queremos seguir melhorando a cada ano, mas considerando os números e estatísticas, está cada vez mais difícil. Estamos orgulhosos de todo o trabalho da equipe, mas estamos preparados para um novo desafio na MotoGP”, afirmou o diretor Gigi Dall’Igna.

“As expectativas são altas, isso é normal, pois temos um pacote técnico excelente e dois pilotos que não precisam de apresentação, com um total de 11 títulos mundiais entre todas as categorias. São, provavelmente, os dois mais fortes do grid da MotoGP. Pecco [Bagnaia] segue uma referência para a Ducati e estou certo de que Marc vai se adaptar e mostrar seu talento”, seguiu.

A nova moto GP25, com Bagnaia e Marc Márquez (Foto: Ducati)

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A tarefa da Ducati, porém, será administrar os ânimos dentro da garagem com dois campeões no comando da Desmosedici GP25. A moto é considerada uma ligeira evolução em relação ao modelo do ano passado, que conquistou 19 de 20 etapas em 2024 e todos os títulos possíveis, mas que viu Jorge Martín ser campeão com a satélite Pramac.

No ano passado, a equipe oficial da Ducati conseguiu 13 vitórias ao longo da temporada, sendo 11 apenas com Bagnaia. Em busca de reação depois de perder o tricampeonato consecutivo, o italiano começa 2025 como líder da equipe, especialmente pelo conhecimento interno e pelos resultados obtidos desde que chegou à fábrica de Bolonha.

Pecco, porém, terá o terceiro companheiro diferente na Ducati. O nome da vez é ninguém menos que Marc Márquez. O hexacampeão da MotoGP renasceu para o motociclismo no último certame, com três vitórias (Aragão, San Marino e Austrália) e diversos pódios no comando da satélite Gresini. Como recompensa, foi promovido para o time de fábrica em uma novela que se arrastou por meses.

Depois de sofrer na Honda por anos e passar por um time menos, Márquez espera reencontrar o caminho dos títulos na MotoGP em 2025 e conquistar novos recordes. A missão, porém, será controlar a própria ansiedade e o frio companheiro de equipe, além de evitar uma ruptura completa na garagem vermelha.

Nos testes de pós-temporada, em Barcelona, a GP25 já mostrou bons resultados. Bagnaia terminou na terceira colocação, seguido de perto por Marc Márquez na quarta posição. A outra moto oficial vai ficar com Fabio Di Giannantonio, da VR46, que será apresentada no fim desta semana.

A MotoGP volta a acelerar entre 5 e 7 de fevereiro de 2025 para os primeiros testes de pré-temporada, em Sepang, na Malásia. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa do evento, assim como das outras classes do Mundial de Motovelocidade durante todo o ano.