Claudio Domenicali, CEO da Ducati, reconheceu que a equipe ainda não encontrou uma solução para a crise que ocasionou a queda de rendimento de Francesco Bagnaia na temporada 2026 da MotoGP. No entanto, o dirigente demonstrou carinho pelo piloto e demonstrou esperança para que o italiano consiga resultados expressivos nas três etapas restantes antes de deixar a equipe e se transferir para a Aprilia em 2027.
Em entrevista à emissora italiana Sky Sport, Domenicali afirmou que não vê falta de talento ou de sintonia entre Bagnaia e a Ducati, mas admitiu que a escuderia ainda não conseguiu identificar a origem das dificuldades do italiano. O dirigente também recordou os títulos mundiais de 2022 e 2023 e as 11 vitórias conquistadas pelo piloto em 2024.
“Continuo achando que não falta nada ao Pecco [Bagnaia]. Não falta talento, nem sintonia com a equipe, mas ainda não conseguimos encontrar a chave para resolver esse impasse que acabou travando um pouco as coisas. Gosto de lembrar do Pecco de 2022 e 2023, mas também das 11 corridas que ele venceu em 2024. É um rapaz por quem tenho um carinho extraordinário”, declarou.
O CEO também manifestou o desejo de que Bagnaia consiga um resultado expressivo no GP do Catar ou nas etapas seguintes, em Portugal e Valência. Para Domenicali, um bom desempenho nas provas finais seria a melhor maneira de encerrar a trajetória do italiano na Ducati, marcada por dois títulos mundiais.
“Tomara que consigamos um bom resultado no Catar, em Portimão ou em Valência. Seria, sem dúvida, a melhor maneira de fechar com chave de ouro esta bela história, que rendeu dois títulos mundiais. Estamos todos aqui juntos para tentar dar o nosso melhor”, completou.

O discurso conciliador de Domenicali contrasta com a frustração demonstrada por Bagnaia após o GP da Malásia. Depois de terminar a corrida principal na 13ª posição, o italiano afirmou que o objetivo para as três etapas restantes era apenas “sobreviver”, em meio às dificuldades para encontrar rendimento e administrar o desgaste dos pneus da Desmosedici GP26.
Bagnaia ocupa a nona posição no campeonato, com 173 pontos, e ainda não venceu uma corrida principal em 2026. Enquanto isso, Marc Márquez lidera a classificação e está próximo de assegurar o título mundial. O italiano, por sua vez, se prepara para disputar as últimas provas pela Ducati antes de iniciar uma nova fase da carreira na Aprilia, em 2027.
MotoGP hoje: quem vai ficar de fora do GP do Catar?
Yamaha
A Yamaha não vai participar do GP do Catar deste fim de semana. A equipe japonesa apontou para restrições de viagens impostas pela companhia para retirar não apenas a equipe de fábrica, mas também a Pramac da disputa em Lusail.
Assim, Fabio Quartararo, Álex Rins, Jack Miller e Augusto Fernández ― que é substituto do lesionado Toprak Razgatlioğlu ― estão fora desta antepenúltima etapa do campeonato.
Álex Márquez
O piloto da Gresini, que já tinha manifestado oposição à realização do GP do Catar por causa dos conflitos no Oriente Médio, passou por uma cirurgia na segunda-feira e não poderá correr. Álex removeu peças de cirurgias anteriores e aproveitou para tratar uma lesão no ombro.
Joan Mir
Depois de voltar a sentir durante o GP da Malásia os problemas que o afastaram da MotoGP por quatro etapas, Joan Mir vai ficar de fora do GP do Catar. O espanhol será substituído por Jake Dixon.
GP do Catar de MotoGP: veja os horários no Brasil
| Data | Atividade | Horário |
|---|---|---|
| Sexta, 6/11 | TL1 | 8h45 |
| Sexta, 6/11 | Treino | 13h |
| Sábado, 7/11 | Classificação | 08h40 |
| Sábado, 7/11 | Sprint | 13h |
| Domingo, 8/11 | Warm-up | 08h40 |
| Domingo, 8/11 | GP | 13h |
Horários de Brasília
GP do Catar de MotoGP: veja os horários em Portugal
| Data | Atividade | Portugal continental e Madeira |
|---|---|---|
| Sexta, 6/11 | TL1 | 11h45 |
| Sexta, 6/11 | Treino | 16h |
| Sábado, 7/11 | Classificação | 11h40 |
| Sábado, 7/11 | Sprint | 16h |
| Domingo, 1/11 | Warm-up | 11h40 |
| Domingo, 1/11 | GP | 16h |
Horários de Portugal continental e Madeira