BASTIANINI ESTÁ CERTO: LIDERANÇA DA MOTOGP AINDA NÃO IMPORTA

Líder da MotoGP, Enea Bastianini previu uma sexta-feira (1) dura para os mecânicos da Gresini na Argentina. O italiano foi um dos mais atingidos pelo atraso do frete que forçou o cancelamento das atividades em Termas de Río Hondo e ainda não tem nada na pista de Santiago Del Estero, já que nem as motos e nem as estruturas que compõem o box chegaram.

O transporte de cargas do paddock é feito por cinco cargueiros, mas um deles quebrou durante uma escala em Mombaça, no Quênia, no trecho entre Lombok, na Indonésia, e Tucumán, na Argentina. O Mundial, então, mandou buscar o frete, usando um dos aviões que já tinham cumprido a viagem até a América do Sul. Esta segunda aeronave, porém, também sofreu um problema técnico durante uma escala na noite da última quarta-feira. Assim, o avião permaneceu em solo queniano, a espera de uma peça, mas já levantou voo e está a caminho.

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Enea Bastianini tem a garagem completamente vazia na Argentina (Foto: Divulgação/MotoGP)

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Ainda assim, as equipes enfrentarão um trabalho duro pela frente, já que terão um tempo bastante curto para preparar as estruturas para o início dos trabalhos na manhã de sábado.

“No momento, não tenho nada”, resumiu Bastianini, que sequer tem os macacões. “Não tenho moto, não tenho box, mas vamos ver se chega amanhã [na sexta]. Vai ser duro para todos os mecânicos. Espero que possamos estar na pista no sábado”, torceu.

Como o problema não atingiu todos os aviões cargueiros, muitas das equipes conseguiram receber os equipamentos. E, mesmo aquelas que foram afetadas, foram impactadas em níveis diferentes.

Miguel Oliveira, por exemplo, tem apenas parte do equipamento preso no avião que deu defeito em Mombaça.

“Acho que precisamos ficar felizes considerando que alguns times não têm nada”, ponderou o português. “Do meu lado, só está faltando uma moto. Eu diria que é o menor dos problemas, então temos de condensar as atividades apenas no sábado, o que será diferente e um desafio, especialmente com só quatro mecânicos. Mas fico feliz em fazer alguma coisa”, comentou.

Campeão vigente, Fabio Quartararo foi um dos muitos que já recebeu todos os equipamentos e até brincou que já estava pronto para começar o fim de semana em Termas de Río Hondo.

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“Eu tenho tudo, então podíamos começar!”, disse rindo. “É uma pena e estamos cruzando os dedos para que chegue amanhã [sexta]. Mas, sim, basicamente será um desafio para os mecânicos, pois eles terão muito trabalho. Sábado será um longo dia, mas acho que será legal na TV. Vamos ver se será legal ou não para nós. Pelo menos será tudo em um dia e perderemos apenas um treino”, concluiu.

Embora as equipes de Ducati tenham sido bastante afetadas, inclusive a equipe de fábrica, a Pramac passou ilesa e já recebeu todos os materiais em Termas de Río Hondo.

“Vai ser difícil para as equipes que não receberam nada, pois o trabalho que eles fazem em 48 horas terá de ser feito em uma única noite. Vai ser bem duro”, reconheceu Johann Zarco. “Felizmente para a Pramac, nós recebemos tudo, então estamos felizes”, continuou.

“Acho que eles lidaram bem com o sábado e será um grande dia, mas será o suficiente para nos acostumarmos com a pista e acho que também para limpá-la”, observou. “Faz muito tempo que não corremos aqui, então, como sempre, teremos uma sensação [de pista] escorregadia antes de melhorar”, previu.

A MotoGP volta a acelerar no dia 3 de abril, para o GP da Argentina, no circuito de Termas de Río Hondo. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades da terceira etapa do Mundial de Motovelocidade 2022.

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