Joan Mir passou bastante perto de conseguir a primeira vitória na MotoGP no GP da Estíria, mas uma bandeira vermelha freou a conquista do espanhol. Após a corrida, Jack Miller e Pol Espargaró, que subiram ao pódio, elogiaram o competidor e lamentaram o fato.
O piloto da Suzuki teve uma primeira parte de disputa bastante sólida. Depois de assumir a primeira colocação da prova em Spielberg, abriu vantagem de 2s4 para o segundo colocado.
Entretanto, o cenário mudou após Maverick Viñales ter problemas com sua moto. O espanhol ficou sem freios e precisou se jogar no asfalto, enquanto a M1 foi reto e se chocou contra o air-fence, pegando fogo logo em seguida. A corrida foi interrompida para arrumar a barreira de proteção. Mir chegou a criticar o adversário por ter permanecido na pista e não ter parado antes.
Quando a corrida foi retomada, Mir não conseguiu manter o mesmo ritmo e cruzou a linha de chegada na quarta colocação, 0s641 atrás de Miguel Oliveira, que também conseguiu seu primeiro triunfo na classe rainha.

“Para ser honesto, estou arrasado por Mir porque pilotou muito bem. Tentei segui-lo por nove voltas, consegui, mas foi o máximo possível. Estava acabado. Ao menos que tivesse problemas com pneus na parte final, estava resolvido. Estou arrasado por ele, mas muito feliz por Miguel”, falou Miller.
Pol Espargaró concordou com o australiano da Pramac. “Foi uma bela corrida, brigando do início ao fim. Senti que essa corrida não era nossa, era de Mir. Estava muito rápido desde o início e estava se distanciando. É uma pena para ele, pois era o mais rápido hoje”, concluiu.
Mas a Suzuki não ficou muito satisfeita com o resultado da corrida do domingo. Davide Brivio, chefe da equipe, criticou os comissários por não terem punido Pol Espargaró, que passou pela área verde do traçado na última volta. Mais cedo, na Moto2, Jorge Martín perdeu a vitória por ter sido penalizado pelo mesmo motivo.
Se a vitória não veio, ao menos Joan já teve resultado bastante positivo em 2020. No GP da Áustria, cruzou a linha de chegada na segunda colocação, conseguindo seu primeiro pódio na classe rainha do Mundial de Motovelocidade. Hoje está na oitava posição da classificação, 15 pontos à frente de Álex Rins, seu companheiro.