Fabio Quartararo reconheceu que a ida para a Honda é uma “aposta” na MotoGP. Ainda assim, o francês disse que teve as perguntas muito bem respondidas pela marca asiática e também que precisava de “tudo novo”.
Nesta quinta-feira (6), Quartararo falou com jornalistas pela primeira vez que o acordo com a Honda foi anunciado.
Questionado sobre o que espera do acerto com a Honda, Fabio respondeu: “Espero uma moto vencedora. Mas, claro, é um capítulo que se encerra com a Yamaha. Passamos oito anos juntos. Os primeiros foram melhores do que os últimos, mas conversamos com algumas equipes desde o ano passado e agora foi anunciado. Então estou muito, muito feliz em me juntar à Honda e ansioso. Mas ainda temos 11 corridas pela frente, então precisamos focar nisso”.
“Passei toda a minha carreira na MotoGP com a Yamaha. Claro, fui super feliz e sou grato à Yamaha. Mas era a hora certa de mudar. Precisava de ar fresco, pessoas novas, um projeto novo, e acho que precisava de uma mudança em tudo, no lado mental e no lado do pacote”, disse Quartararo.

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Com a mudança para a Honda, Fabio vai perder Diego Gubellini, o engenheiro que o acompanha na MotoGP há anos.
“Um mecânico da Yamaha vai me acompanhar. Mas quero chegar, como eu disse, completamente novo, com novas pessoas, e pessoas que já conhecem a marca”, defendeu.
A mudança de Quartararo é reflexo da insatisfação dele com o desempenho da YZR-M1, mas a Honda, ainda que tenha evoluído no ano passado, não está muito à frente da rival japonesa.
“Sabemos que eles também estão em uma situação difícil. Mas o crescimento que eles tiveram nos últimos anos, o projeto que será no futuro, foi algo que me fez querer ir para lá. E mais algumas coisas que eu não posso contar”, declarou.
‘El Diablo’ reconheceu, ainda, que a mudança de regulamento da MotoGP, com as motos de 850cc substituindo o atual protótipo 1000cc e a chegada dos pneus Pirelli, faz com que as decisões sejam tomadas no escuro.
“Acho que é muito difícil [saber qual fábrica será competitiva]”, assumiu. “As motos que estão funcionando agora, com todas as mudanças e, especialmente, os pneus, talvez não funcionem no próximo ano. Então, claro, é uma aposta. Mas não vou dizer que é uma aposta completa, pois acho que têm muitas coisas por trás disso nas quais você precisa pensar”, continuou.
“Tivemos muitas reuniões com várias equipes, e tive minhas perguntas muito bem respondidas pela Honda, e foi isso que me fez querer pular para lá”, explicou. “Claro, é uma aposta, mas tem uma área na qual eu queria respostas”, encerrou.
A MotoGP volta a acelerar entre os dias 7 a 9 de agosto, com o GP da Grã-Bretanha, 12ª etapa da temporada 2026. O GRANDE PRÊMIO acompanha toda a programação do fim de semana, assim como as demais categorias do Mundial de Motovelocidade.