Fabio Quartararo saiu frustrado do GP do Japão, mas conformado por, pelo menos, ter somado oito pontos à conta do Mundial de Pilotos da MotoGP 2022. Por conta dos problemas enfrentados por Aleix Espargaró e da queda de Francesco Bagnaia, o piloto da Yamaha conseguiu ampliar para 18 pontos a vantagem no campeonato deste ano.
Fabio chegou ao Japão pressionado depois da queda em Aragão, mas o sábado de classificação em Motegi tampouco deixou o cenário favorável para a concorrência. Enquanto ‘El Diablo’ ficou com o nono posto no grid, Bagnaia foi só 12º na chuva, com Aleix se dando melhor e garantindo o sexto lugar.
CLASSIFICAÇÃO DA MOTOGP
🧮 Quartararo usa caos no Japão e amplia vantagem na MotoGP

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No domingo, já com pista seca, a Aprilia errou e não tirou da RS-GP um mapa de economia de combustível, o que forçou Aleix a fazer um pit-stop para trocar de moto e largar do pit-lane. O protótipo reserva tinha ainda um pneu traseiro errado, o deixou o catalão completamente fora da disputa que foi vencida por Jack Miller.
Fabio, por sua vez, quase não conseguiu avançar na prova, mas Pecco passou a maior parte da disputa atrás, até que, na última volta, fez uma tentativa de ultrapassagem em cima do francês e caiu, abandonando pela quinta vez no ano. O piloto da Yamaha, então, terminou em oitavo, 10s193 atrás de Miller.
“Com tudo que aconteceu e todas as circunstâncias, claro, eu diria que é melhor somar oito pontos do que perder oito pontos”, disse Quartararo. “Mas é bom por um lado, mas frustrante por outro, porque sinto que nosso potencial com certeza não era lutar com Jack, pois ele estava em outro nível hoje, mas lutar com Marc [Márquez], Miguel [Oliveira]”, seguiu.
Quartararo voltou a apontar dificuldades para ultrapassar com a YZR-M1 e destacou que perde muito nos trechos do circuito onde estão as retas mais longas.
“Mas não posso ultrapassar de jeito nenhum, estou atrás e pilotamos de uma maneira totalmente diferente dos outros pilotos”, apontou. “Eu alcanço nos setores dois e três, mas perco demais no quatro e no um”, frisou.
“Então é muito frustrante, pois eu poderia ser mais rápido, mas, não. Nós também cometemos um erro mudando algo antes da corrida — não o pneu, mas algo que deixou o nosso ritmo um pouco mais lento”, revelou.
O líder do Mundial não quis revelar qual a mudança que deu errado, mas assumiu que falou ao não testar o pneu traseiro duro em nenhum momento do fim de semana, já que essa se mostrou a escolha certa para a corrida.
Ainda, o #20 contou que ouviu a queda de Bagnaia na última volta da corrida.
“Não o vi, mas ouvi a queda”, contou. “Então acho que ele não caiu muito distante de mim. Claro, vi e acho que a maneira que eles pilotam é muito rápida e também o pneu traseiro duro era a escolha correta. Eles fizeram um bom trabalho, os pilotos que calçaram esse pneu, e, claro, eu sabia que ele estava vindo”, comentou.
“Mas fiquei preso atrás do Maverick [Viñales], ainda que Maverick tivesse um grande ritmo. Mas eu fiquei preso atrás e não pude ultrapassar. Então essa foi a parte difícil”, encerrou.
A MotoGP volta na semana que vem com o GP da Tailândia, em Chang. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades do Mundial de Motovelocidade 2022.
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