A MotoGP chega a Motegi em um momento importante da disputa pelo título de 2026. Jorge Martín desembarca no Japão como líder do Mundial de Pilotos, com 12 pontos de vantagem sobre Marc Márquez, mas o traçado japonês apresenta características que podem abrir uma oportunidade para o piloto da Ducati.
O circuito é um dos mais exigentes do calendário para os freios e combina fortes desacelerações, curvas lentas e retomadas de velocidade. Tudo isso encaixa com a característica de pilotagem do #93.
A frenagem talvez seja o principal ponto de atenção. A Brembo classifica Motegi com nível máximo de exigência para os freios e aponta cinco zonas de frenagem de alta demanda no traçado.
O circuito tem longas retas seguidas por curvas de baixa velocidade, obrigando os pilotos a transformar velocidades superiores a 300 km/h em velocidades próximas de 80 km/h em alguns dos pontos mais severos. É um cenário em que poucos metros ganhos na desaceleração podem representar uma diferença significativa no tempo de volta.

Por isso, Marc Márquez pode ganhar vantagem neste fim de semana. Ao longo da carreira, o espanhol desenvolveu uma maneira particular de atacar a entrada das curvas, combinando forte pressão no freio dianteiro com o uso do traseiro para ajudar a controlar a moto e fazê-la girar.
A técnica evoluiu com o passar dos anos e também mudou de acordo com as características da moto, mas a capacidade de retardar a frenagem e ainda colocar a moto na trajetória sempre esteve entre as marcas do espanhol. Em Motegi, esse recurso ganha ainda mais importância pela quantidade de curvas precedidas por grandes desacelerações.
Além disso, A Ducati chega ao Japão com um histórico recente que merece ser falado. Em 2025, Francesco Bagnaia varreu o fim de semana em Motegi, conquistando pole-position, vitória na sprint e vitória no GP. O desempenho teve relação direta com a capacidade da Desmosedici de trabalhar bem nas zonas de frenagem.

Não significa que o equipamento de 2025 determine o desempenho de 2026, mas o resultado mostra que o conceito da Ducati consegue funcionar em um circuito no qual frenagem e estabilidade na entrada têm peso elevado.
Do lado da Aprilia, além de a RS-GP também demonstrar ótima performance em áreas de frenagens mais acentuadas e, sobretudo, de aceleração e aderência, o conhecimento de Martín pode influenciar em um bom resultado.
O espanhol conhece bem Motegi e venceu o GP do Japão de 2023. Além disso, chega à etapa como líder do campeonato, depois de construir uma vantagem que ainda é pequena o suficiente para colocar Márquez diretamente na perseguição.

Ainda assim, Motegi oferece um cenário em que a Ducati já demonstrou saber explorar. Com apenas 12 pontos separando os dois e em uma pista na qual uma das maiores armas de Marc Márquez pode ser acionada repetidamente ao longo da volta, o heptacampeão da MotoGP tem uma oportunidade técnica particularmente interessante para retomar a liderança do Mundial antes da Indonésia.
A MotoGP volta a acelerar de 2 a 4 de outubro, em Motegi, para o GP do Japão, 16ª etapa da temporada 2026. O GRANDE PRÊMIO acompanha toda a programação do fim de semana, assim como as demais categorias do Mundial de Motovelocidade.
GP do Japão de MotoGP: veja os horários no Brasil e em Portugal
Horários no Brasil*
- Treino (2/10): 3h
- Treino livre 2 (2/10): 22h10
- Q1 (2/10): 22h50
- Q2 (2/10): 23h15
- Corrida sprint (3/10): 3h
- Corrida (4/10): 2h
Horários em Portugal
- Treino (2/10): 7h
- Treino livre 2 (3/10): 2h10
- Q1 (3/10): 2h50
- Q2 (3/10): 3h15
- Corrida sprint (3/10): 7h
- Corrida (4/10): 6h
*Horários de Brasília.