Guenther Steiner falou pela primeira vez neste sábado (27) sobre o impasse da manutenção de Maverick Viñales na Tech3 e em relação ao futuro do piloto. Com a saída cada vez mais provável da satélite da KTM, os planos para promovê-lo foram por água abaixo.

Mais do que isso: ele não teve a chance de testar a moto de 850cc em Brno e as vagas no grid para 2027 estão ficando cada vez mais escassas. Steiner respondeu às críticas de Viñales, que falou que a KTM seria a única responsável caso ele não seguisse na MotoGP. E foi daquele jeito: sem papas na língua.

“Não acho que seja a atitude mais inteligente e, na verdade, não sei por que ele disse isso… quando você não tem opções, não pode escolher. Talvez ele não estivesse pensando direito ao dizer isso. Tenho certeza de que isso não ajuda. E acho que culpar a KTM por isso também é um pouco injusto, porque, veja bem: a KTM é uma Aprilia ou uma Ducati neste momento? Não. Mas o desempenho está lá”.

Pedro Acosta está indo bem, Enea Bastianini ficou entre os dez primeiros na sexta-feira, então a culpa não é apenas da KTM. Não sei o que ele estava pensando. talvez estivesse muito emocionado com tudo isso — já que existe a possibilidade de ele não estar aqui na MotoGP no ano que vem — e as emoções simplesmente falaram mais alto”, analisou Steiner.

Guenther Steiner respondeu Viñales sobre permanência do espanhol na Tech3 (Foto: Gold & Goose / Red Bull Content Pool)

Daí, foi a vez de Maverick responder ao chefe, após a corrida sprint. E também devolveu sem nenhum filtro. “Acho que o que ele disse foi mal interpretado, mas, essencialmente, ele me chamou de ‘pedinte’. Não tenho nada a acrescentar; sinceramente, meu foco é tentar me manter forte e me recuperar o mais rápido possível”.

“Quanto mais à frente no grid eu estiver, melhor — ficarei mais feliz e me sentirei melhor em relação a tudo. No fim das contas, se você separa as partes que exigem esforço físico daquelas que não exigem, percebo que ainda sou rápido. Acima de tudo, tenho que fazer um pacto comigo mesmo de continuar forçando, mesmo quando sinto dor. É muito difícil, porque, quando se sente dor, o instinto é descansar, mas, se quero me recuperar, preciso superar isso”.

Ao ser questionado se sentia que poderia ter de deixar a MotoGP, Viñales respondeu: “No momento, não tenho nada encaminhado; agora, sim, essa é a sensação que tenho. Mas, no fim das contas, quero aproveitar essas corridas, e a maneira de fazer isso é recuperar minha forma plena, porque não estou curtindo assim”.

MotoGP volta à pista neste domingo (28), a partir das 9h (de Brasília), para as 26 voltas do GP dos Países Baixos, décima etapa da temporada 2026. O GRANDE PRÊMIO acompanha toda a programação do fim de semana, assim como as demais categorias do Mundial de Motovelocidade.

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