Iker Lecuona afirmou que seria “um chute no saco” perder a chance de substituir Marc Márquez na Honda para um novato. O espanhol assumiu a decepção de ser designado para o Mundial de Superbike em 2024 e avaliou que a marca da asa dourada não está em condições de contar com um estreante na MotoGP.
Lecuona, que substitui Álex Rins na LCR Honda nos GPs da Malásia e do Catar, chegou a sonhar com a chance de substituir Márquez, que rompeu o contrato um ano antes do fim para correr com a Gresini Ducati no próximo ano. Mas, ainda que tenha tido o contrato com a Honda renovado, foi escalado para o Mundial de Superbike.
“Admito que estou decepcionado”, disse Lecuona. “Quando me disserem, sofri um baque importante. Depois de todo o esforço, sacrifício e trabalho, você também se ilude, pois está ali dia após dia trabalhando por um objetivo que, no fim, por qualquer razão que seja, não chega”, seguiu.
“Não gostei. Foi na semana de Jerez [no Mundial de Superbike] e fiquei abalado”, reconheceu. “Tenho de tirar o lado positivo. O grande objetivo era assinar por mais dois anos com a fábrica, com a HRC, para seguir no Mundial de Superbike, então sei que sou valorizado, que gostam de mim, por isso renovaram. E também confiam em mim, por isso me chamaram para essas duas corridas. Tirando o lado negativo, sigo contente e grato por seguir na Honda”, frisou.
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Francesco Bagnaia x Jorge Martín

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Iker revelou que recebeu uma justificativa para ter sido preterido, mas assumiu que não concorda com a explicação.
“Mais ou menos, me deram alguma explicação: uma que não acredito diretamente e outra que, como piloto, você encara mal, pois não é o que quer escutar. Faz sentido, têm razão, mas não estou de acordo com a decisão deles”, sublinhou.
Questionado se sabe quem será o substituto de Marc Márquez, Lecuona respondeu rindo: “Não tenho nem ideia. E isso é muito chato”.
Em meio a rumores de uma aproximação da Honda com Fermín Aldeguer, da Moto2, Lecuona afirmou que ser preterido por um veterano da MotoGP não incomodaria, mas a situação muda de figura se o eleito foi um novato.
“Ficaria 100% puto. Você não imagina o chute no saco que seria. Afirmo isso claramente”, desabafou. “Acho que a Honda não está em condição de escolher um piloto jovem, sem experiência. Eu sou jovem, mas tenho dois anos de experiência na MotoGP e fiz corridas muito boas na MotoGP, sendo rápido. Fiz cinco corridas com a Honda e estive com as outras. Seria um chute daqueles dolorosos e precisaria de uma meia hora para me recuperar”, encerrou.
A MotoGP volta a acelerar neste fim de semana, com o GP da Malásia, no circuito de Sepang. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa do evento, assim como das outras classes do Mundial de Motovelocidade.