Depois da Suzuki anunciar sua saída da MotoGP no ano que vem, seus pilotos precisaram buscar opções para o futuro. E Joan Mir encontrou espaço na Honda. Isso porque Pol Espargaró retornará à KTM e, portanto, o campeão de 2020 dividirá a equipe com Marc Márquez — que retornou neste fim de semana ao Mundial de Motovelocidade.
Só que a Honda não se encontra no melhor dos cenários. A falta do espanhol de Cervera custou bons resultados: até aqui, está na nona posição no campeonato de equipes, enquanto Márquez, ainda que tenha se afastado por mais de 100 dias, segue o melhor piloto colocado em 15º lugar. Por isso, Mir admite que será um grande desafio.
“Não estou chegando no melhor momento para a Honda e todos sabemos disso, mas também sabemos que o potencial que podem ter, então chegar neste momento e dessa forma é um desafio e me dá mais interesse a chegar em um bom momento, como fizeram no passado”, avaliou.
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“O desafio motiva, não assusta. É claro que a dificuldade do resto é o que o torna interessante. Acho que, quando cheguei na Suzuki, também não foi um grande momento para eles, era um projeto de longo prazo e fizemos isso juntos. Venho de uma equipe que lutou e conseguiu, não vejo por que não vamos conseguir bons resultados com a Honda”, acrescentou.
Bem como Marc, Mir também retorna à classe rainha neste fim de semana. Ele sofreu uma forte queda no GP da Áustria e recebeu a recomendação médica de ficar em repouso por 15 dias por causa de uma lesão óssea e também de ligamentos no tornozelo direito. Por isso, não pôde participar do GP de San Marino, mas decidiu voltar à ativa neste fim de semana, ainda que não esteja 100% recuperado.
“Sinto-me bem, não estou 100%, sei que vai doer, mas é assim, não queria perder duas corridas. A chave será fazer boa recuperação, com gelo no pé. É importante depois de perder um fim de semana e dois dias de testes”, encerrou.