Johann Zarco revelou que temeu que não pudesse voltar a andar após o acidente “muito violento” que sofreu no GP da Catalunha de MotoGP. O francês voltou a citar o arrependimento por ter voltado à pista após o acidente de Álex Márquez e reconheceu que o tombo que o afastou das pistas podia ter sido evitado.
O GP da Catalunha foi a prova mais tumultuada da temporada 2026. Álex Márquez sofreu uma forte queda na esteira de uma quebra de Pedro Acosta, com quem o piloto da Gresini disputava posição. No impacto, a Ducati #73 espatifou, e Zarco foi atingido no pé por um destroço.
Apesar do machucado, Johann voltou para a pista na relargada, mas caiu na curva 1, derrubou Francesco Bagnaia e Luca Marini e acabou ficando com a perna presa na Ducati #63. Por causa do acidente, o piloto da LCR está afastado das pistas desde então.
“Quando Álex Márquez caiu, uma peça me atingiu o pé. Voltei aos boxes e tirei a bota antes de tirar o capacete”, disse Zarco em entrevista à emissora francesa Canal+. “Meu pé estava azul. Estou irritado por ter voltado a sair no domingo, pois tinha de ter ficado nos boxes. É bom sair milagrosamente ileso, mas também está certo pensar que eu podia ter evitado”, seguiu.

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Zarco descreveu o acidente da Catalunha, quando caiu na relargada, levou Francesco Bagnaia e Luca Marini junto e acabou com a perna presa na Ducati.
“Em Barcelona, no tempo que nós aceleramos, chegamos a 300 km/h”, comentou. “Na freada, perdi totalmente o controle e nem sequer tentei segurar a moto. Foi ali que, enquanto eu era arremessado em direção ao Pecco, a minha perna ficou presa na roda. Doeu, mas ainda não tinha dado tempo de perceber que doía. Foi simplesmente muito violento. No momento em que a moto parou, percebi que estava preso”, relatou.
“Os comissários chegaram muito rápido ao meu redor”, comentou. “Eles não quiseram tocar em mim. Viram a minha perna completamente torcida e comentaram que, se me tocassem, tudo romperia. Mas, na realidade, estava queimando: meu macacão se retorceu e eu estava colado no escapamento da Ducati. Ainda estava na brita, nem sequer pensava na corrida. Pensava: ‘Tomara que eu possa andar’. Esse era realmente o meu medo”, confessou.
Inicialmente, os médicos aconselharam Zarco a operar os ligamentos do joelho, mas, semanas depois, constataram que a intervenção não seria necessária.
“Foi um dia depois do outro. Quando eu estava em Lion, me disseram: ‘Bom, agora a temporada acabou’. Chorei um pouco, pois isso teve um efeito de: ‘Cara, você não vai mais tocar na moto’. Você está acostumado a correr a 300 km/h praticamente todos os finais de semana. A vida para, o que deixa uma sensação estranha”, frisou.
Johann falou que o fato de conseguir evitar uma cirurgia é “um pouco de mágica”.
“É um pouco mágico, mas três dos quatro ligamentos romperam. Dois se recuperaram e estão cicatrizando muito, muito bem. Não sou jogador de futebol, não sou esquiador, as exigências de joelho em cima da moto são diferentes”, pontuou.
Por fim, o #5 explicou que, ainda que o retorno à MotoGP esteja previsto para setembro, ele deve voltar aos treinos com moto ainda este mês, mas com máquinas de menor cilindrada.
“Vou voltar aos treinos com moto, mas acho que farei isso no início de agosto, em meados, para recuperar as sensações e me colocar um pouco a prova”, encerrou.
A MotoGP está nos últimos dias de férias e volta a acelerar entre os dias 7 a 9 de agosto, com o GP da Grã-Bretanha, 12ª etapa da temporada 2026. O GRANDE PRÊMIO acompanha toda a programação do fim de semana, assim como as demais categorias do Mundial de Motovelocidade.