Diretor da KTM, Pit Beirer celebrou o acerto entre Luca Marini e a Tech3 para a temporada 2027 da MotoGP. O dirigente destacou que o #10 mostrou interesse na vaga “muito cedo” e apontou que o italiano pode contribuir com o desenvolvimento da RC16.

Hoje titular da Honda, Marini vai deixar a equipe no fim de 2026, após dois anos. Antes, o italiano de Urbino correu com motos da Ducati na VR46.

Além de Marini, a KTM terá um esquadrão completamente novo em 2027, já que Álex Márquez e Fabio Di Giannantonio vão correr com a equipe oficial da casa de Mattighofen. A expectativa é de que Senna Agius complete o line-up da Tech3, com Maverick Viñales deixando a equipe. Enea Bastianini vai migrar para a Trackhouse.

“Estamos muito felizes com ele vindo para o nosso lado”, disse Beirer em entrevista ao serviço de streaming da MotoGP. “Luca mostrou o interesse dele muito cedo, e acho que é importante que alguém realmente queira vir para cá. E aí, conversando com as pessoas ao redor dele, ficou claro que ele é um cara ótimo para também ajudar a fazer a moto melhor”, seguiu.

Pit Meirer destacou que Marini pode contribuir com a evolução da RC16 (Foto: KTM)

Beirer explicou que manteve contato com Guenther Steiner, que lidera o consórcio que é dono da Tech3, o tempo todo e que logo foi definido que a equipe satélite contaria com um piloto veterano e outro novato.

“Fiquei em contato próximo com Guenther o tempo todo para falar sobre o que era melhor para a Tech3. E nós acordamos muito cedo: queremos um piloto jovem e um piloto experiente”, contou. “Não queríamos dois jovens, pois não é uma equipe de novatos. É uma equipe de MotoGP completa e forte”, sublinhou.

“Por isso, achamos excelente a combinação entre um piloto experiente e um jovem piloto que esperamos que venha para cá. Aí, ouvindo nossos novos pilotos para o próximo ano, eles ficaram super satisfeitos, pois sabem do que Luca é capaz e como ele pode ajudar a desenvolver a moto”, contou.

Por fim, Beirer ponderou que, com o novo line-up e o novo regulamento, a KTM tem a oportunidade de “reiniciar” o programa na MotoGP.

“Precisamos usar esse momento para ter uma espécie de recomeço no projeto com nossos novos pilotos, com muitas pessoas que acreditam no projeto chegando. Acho que é realmente uma boa energia para o futuro”, encerrou.

A MotoGP volta a acelerar de 11 a 13 de setembro no GP de San Marino e da Riviera de Rimini, 14ª etapa da temporada 2026. O GRANDE PRÊMIO acompanha toda a programação do fim de semana, assim como as demais categorias do Mundial de Motovelocidade.