Diretor da divisão esportiva da KTM, Pit Beirer não escondeu a emoção com a vitória de Pedro Acosta no GP da Áustria de domingo (20). Além de ser o primeiro triunfo do espanhol na MotoGP, o resultado no Red Bull Ring marca um ponto final em um jejum da marca austríaca que vinha desde o GP da Tailândia de 2022, ainda com Miguel Oliveira.

Acosta foi competitivo durante todo o fim de semana na Áustria. O #37 liderou a maior parte da corrida sprint, mas errou e caiu com três voltas para o fim. No domingo, Pedro caminhou para trás na largada, mas reagiu rápido, tomou a liderança e disparou para vencer com 1s017 de vantagem para Jorge Martín.

Com o resultado, Acosta subiu para a quarta colocação do Mundial de Pilotos, com 234 pontos, 72 a menos do que o líder Jorge Martín.

Falando à imprensa após o desfecho da corrida, Beirer lembrou as dificuldades financeiras enfrentadas pela marca de Mattighofen e dedicou o resultado a todos os integrantes da equipe.

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Pit Beirer não escondeu a emoção com a vitória de Pedro Acosta na Áustria (Foto: KTM)

“Emoções intensas”, resumiu Beirer. “Superamos alguns momentos difíceis desde 2024. A companhia está de volta à forma… mas também enfrentamos problemas na pista neste verão: respondemos a eles com um segundo lugar em Aragão, um terceiro em Misano e aí vencendo nossa corrida de casa. Isso é algo que nós não podíamos imaginar há algumas semanas”, seguiu.

“Estou muito feliz pela equipe, pela fábrica e também quero que isso seja um presente para toda a KTM, pois nós todos lutamos para sair da crise. Estamos de volta”, comemorou. “É por isso que estamos lutando. Sou o homem mais feliz e esta é a equipe mais feliz do planeta. Obrigado à KTM, a eles e ao Pedro, que é um piloto incrível”, encerrou.

A MotoGP volta a acelerar de 2 a 4 de outubro, em Motegi, para o GP do Japão, 16ª etapa da temporada 2026. O GRANDE PRÊMIO acompanha toda a programação do fim de semana, assim como as demais categorias do Mundial de Motovelocidade.

MotoGP hoje: quem vai ficar de fora do GP do Catar?

Yamaha

A Yamaha não vai participar do GP do Catar deste fim de semana. A equipe japonesa apontou para restrições de viagens impostas pela companhia para retirar não apenas a equipe de fábrica, mas também a Pramac da disputa em Lusail.

Assim, Fabio Quartararo, Álex Rins, Jack Miller e Augusto Fernández ― que é substituto do lesionado Toprak Razgatlioğlu ― estão fora desta antepenúltima etapa do campeonato.

Álex Márquez

O piloto da Gresini, que já tinha manifestado oposição à realização do GP do Catar por causa dos conflitos no Oriente Médio, passou por uma cirurgia na segunda-feira e não poderá correr. Álex removeu peças de cirurgias anteriores e aproveitou para tratar uma lesão no ombro.

Joan Mir

Depois de voltar a sentir durante o GP da Malásia os problemas que o afastaram da MotoGP por quatro etapas, Joan Mir vai ficar de fora do GP do Catar. O espanhol será substituído por Jake Dixon.