A KTM ainda não se deu por vencida na disputa com a Honda por Pol Espargaró na MotoGP. Muito embora a imprensa espanhola dê como certo o acordo para que o catalão assuma o posto que hoje é de Álex Márquez, a fábrica de Mattighofen assegura que o futuro segue em aberto. E pretende adiar o máximo possível esta decisão.

Inicialmente, a KTM estava confiante em manter o line-up atual, com Pol ao lado de Brad Binder na equipe oficial e Miguel Oliveira e Iker Lecuona na satélite Tech3. No entanto, a Honda passou a tentar o principal piloto do time austríaco.

Pol Espargaró conquistou o primeiro pódio da KTM na MotoGP (Foto: KTM)
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A marca da asa dourada deveria contar com Marc Márquez e Jorge Lorenzo neste ano, mas foi forçada a ir ao mercado inesperadamente em 2019 após o #99 optar pela aposentadoria depois de um ano bastante ruim com a RC213V. O time comandado por Alberto Puig, então, decidiu contratar o campeão da Moto2, que, além de tudo, contava com o apoio do irmão hexacampeão.

Álex, porém, tinha acordo de apenas um ano e precisava mostrar serviço para assegurar a renovação do vínculo. A pandemia do novo coronavírus, todavia, impediu o #73 de mostrar do que é capaz, já que a MotoGP não entrou na pista até agora e só deve voltar a correr em 19 de julho, com o GP da Espanha.

Mesmo sem certezas sobre a capacidade do caçula dos irmãos de Cervera, a Honda foi atrás de Pol, como a própria KTM já reconheceu. Mas, ao contrário do que diz a imprensa da Espanha, Stefan Pierer, diretor-executivo da marca, garante que o futuro segue indefinido.

“A questão se Pol vai ficar com a KTM ainda está aberta para nós”, disse Pierer em entrevista à publicação alemã Speedweek. “Uma decisão será tomada no máximo até 15 de setembro”, explicou.

A declaração do dirigente dá um indício do contrato de Pol, já que é comum que as marcas tenham opção de renovação ― sempre, claro, com a anuência dos pilotos. O prazo, porém, não serve como garantias, mas, em teoria, dá uma chance para a KTM poder ‘seduzir’ Pol mais uma vez.

Ao longo dos testes de pré-temporada, a RC16 mostrou ter dado um passo à frente, resultado do trabalho não só do #44, mas também da chegada de Dani Pedrosa, piloto de testes do time. Mesmo assim, o protótipo austríaco ainda está muito longe de uma performance no nível da RC213V, uma moto capaz de vitórias e títulos.

Ciente das circunstâncias, a KTM se vê obrigada a olhar para o mercado, onde tem opções como Danilo Petrucci, que já confirmou que a Ducati optou por encerrar o relacionamento. O próprio Andrea Dovizioso também é especulado, já que ainda não renovou com a casa de Bolonha.

Pierer, porém, não esconde a insatisfação com a situação, já que não tinha planos de gastar dinheiro com piloto.

“Nós não tínhamos a intenção de estar ativamente no mercado. Nossa meta era manter todos os nossos pilotos conosco”, sublinhou. “Gostaríamos de investir dinheiro na moto”, concluiu.