Chefe da LCR, Lucio Cecchinello mostrou confiança nas possibilidades de Diogo Moreira na MotoGP. Na visão do ex-piloto, o brasileiro pode “escrever páginas da história junto com a Honda”.

Campeão da Moto2 em 2025, Moreira vai debutar na classe rainha do Mundial de Motovelocidade na próxima temporada. O brasileiro assinou um contrato de três anos com a Honda e vai estrear com a satélite LCR, formando dupla com Johann Zarco.

Com a chegada à classe rainha em 2026, Moreira vai experimentar o último ano do atual regulamento, já que, em 2027, a MotoGP vai trocar os protótipos 1000cc por motos de 850cc, com maiores limitações aerodinâmicas e sem os sistemas que rebaixam a suspensão da moto. Além disso, a Michelin vai sair de cena, dando lugar aos pneus Pirelli.

Questionado pelo site italiano GPOne se será um problema para Moreira chegar à MotoGP no último ano do atual regulamento, Cecchinello respondeu: “Com certeza ele vai chegar em uma categoria em que os outros pilotos conhecem as motos muito bem, também a técnica de usar os rebaixadores precisa de um período de aprendizado”.

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Diogo Moreira vai estrear na MotoGP em 2026 com a LCR Honda (Foto: LCR)

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“Ele terá de aprender motos muito complexas, mas não acho que o problema será o motor de 1000cc e os pneus Michelin. No muito, aprender a técnica de usar os sistemas de rebaixamento [da suspensão] e entender quanta confiança a dianteira dá, pois hoje, com a aerodinâmica, você tem tanta estabilidade e carga que precisa se esforçar para entender que o limite físico é muito maior do que você pode imaginar” comentou. “Na teoria, com as 850cc, com menos aerodinâmica e sem os sistemas de rebaixamento, o aprendizado será mais fácil”, reconheceu.

Cecchinello contou que conversou com o agente de Moreira para saber se eles consideraram a possibilidade de ficar um ano mais na Moto2 para esperar a chegada do novo regulamento e fez uma previsão otimista em relação ao futuro do #11.

“[Conversei] com o agente dele, perguntei se eles tinham avaliado ficar outro ano na Moto2. Ele me disse que eles só considerariam isso se ele não vencesse o Mundial, mas, quando o trem passa, você tem de subir.”, comentou. “Eles não aliviaram, e acho que estão felizes por serem recebidos na família Honda. Acho que Diogo, se trabalhar bem, pode escrever páginas da história junto com a Honda”, completou.

MotoGP está de férias e só volta a acelerar nos dias 29, 30 e 31 de janeiro de 2026, com o shakedown direto de Sepang, na Malásia. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa, assim como das outras classes do Mundial de Motovelocidade.

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