Marc Márquez ainda não está em sua melhor condição física. Em recuperação após uma cirurgia, o #93 sofreu mais em Losail do que na Malásia, mas também se preocupa com o componente técnico, já que entende que a pista catari expõe as fraquezas da RC213V na MotoGP.
 
Com a melhor de suas 42 voltas neste sábado (22) em 1min54s823, Márquez ficou com o sexto melhor tempo, 0s361 mais lento do que Álex Rins, que liderou uma dobradinha da Suzuki no Catar.
 
Marc ainda está se recuperando de uma cirurgia no ombro direito, realizada em novembro passado. Com um nervo danificado, o espanhol já sabe que não estará 100% para o GP do Catar, prova que abre a temporada 2020.
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“Hoje nós começamos mais ou menos bem aqui, mas é verdade que estou com mais dificuldade aqui neste circuito do que na Malásia”, disse Márquez. “Na Malásia, era um estilo de pilotagem diferente, e aqui, com as longas curvas para a direita, estou com um pouco mais de dificuldade”, seguiu. 
 
Questionado se tinha sentido uma mudança em sua condição física, Marc respondeu: “Não. Eu gostaria de dizer que sim, mas, falando honestamente, tenho um nervo danificado e, para um nervo, duas semanas não fazem diferença”.
 
“É verdade que outras partes do corpo estão mais fortes e eu trabalhei muito duro para estar mais forte e ter mais potência”, contou. “É verdade que cheguei numa condição física melhor, mas, neste circuito, estou com um pouco mais de dificuldade, porque essas longas curvas para a direita estressam mais o ombro”, relatou.
 
Ainda, Marc avaliou que Losail mostra “todos os pontos fracos da moto”, mas comentou que a situação não é muito diferente do ano passado.
 
“Claro, se você tem uma moto mais fácil de virar, vai ser mais fácil para a condição física”, reconheceu. “Sabemos que a Honda é uma das motos que é mais exigente com a condição física”, lembrou.
 
“Aqui neste circuito, mais uma vez nós estamos mostrando todos os pontos fracos da moto e do estilo de pilotagem. Todas essas curvas longas são nosso ponto fraco”, apontou. “Mas, no ano passado, nós começamos numa situação mais ou menos similar e, passo a passo, fomos chegando mais e mais perto”, continuou.
 
“Estão o caminho é este: tentar trabalhar, tentar encontrar um acerto especial aqui no Catar e tentar estar próximo dos ponteiros”, completou.

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