Marc Márquez deu a primeira entrevista após passar por uma segunda cirurgia no úmero do braço direito. O espanhol de Cervera reconheceu que não é seu melhor momento, mas falou em ter paciência, já que “a temporada está perdida”.
O piloto da Honda quebrou o braço ainda no primeiro GP desta temporada 2020. Operado na Espanha, Marc tentou voltar para a RC213V apenas quatro dias depois, mas não resistiu às dores e abandonou o GP da Andaluzia. O hexacampeão da MotoGP, porém, seguiu treinando e era esperado no GP da Tchéquia, mas dias antes da corrida, a fábrica da asa dourada anunciou uma segunda cirurgia após Marc danificar a placa em um incidente doméstico.

Inicialmente, esperava-se que o piloto voltasse em setembro, nas corridas de Misano, mas a Honda anunciou no sábado (23) que a recuperação ainda vai levar “mais dois ou três meses”.
Neste domingo, o irmão de Álex deu a primeira entrevista após a segunda cirurgia e reconheceu que é difícil ficar assistindo as corridas do sofá de casa.
“Logicamente, não é dos melhores momentos em termos de ânimo. A gente gosta de estar na pista”, disse Márquez em entrevista ao serviço de streaming espanhol DAZN. “É estranho, ainda mais depois de oito anos na MotoGP sem perder uma corrida. É preciso ter paciência, respeitar o corpo”, ponderou.
Assim como o agente Emilio Alzamora fez mais cedo em entrevista à TV italiana, Marc frisou que seguiu as recomendações médicas que recebeu após a primeira intervenção cirúrgica.
“Na primeira operação, nós seguimos as recomendações dos médicos, que disseram que eu poderia subir na moto. Nem eles mesmos esperavam que a placa fosse romper. Mas assim foi”, comentou. “Eu sigo confiando neles. Na segunda operação, estão mais cautelosos. Uma vez que a temporada está perdida, é recuperar e voltar mais forte”, falou.
Questionado sobre a tentativa de correr no GP da Andaluzia, Márquez respondeu: “Te dou um exemplo: se te operam a perna e o médico diz que você pode caminhar sem muletas, o que você faz?”.
“Tinha o mesmo risco em Jerez, Brno ou Áustria. O osso estaria igualmente frágil. A placa não aguentou o que os médicos esperavam. Foi um erro, sim, mas agora é fácil falar”, considerou. “Confiei totalmente nos médicos. Tive mil operações e uma sai mal. Como saiu mal a corrida de Jerez. Vou seguir as orientações deles, como sempre faço”, concluiu.