Luca Marini classificou como positiva a mudança de formato da MotoGP para a temporada 2027. O italiano reconheceu que o novo desenho do fim de semana coloca os pilotos sob mais estresse, mas assumiu que ter classificações separadas para sprint e GP era um pedido antigo deles.
A FIM (Federação Internacional de Motociclismo) anunciou na quarta-feira (7) uma mudança de formato no fim de semana. A partir do próximo ano, a sexta-feira passa a contar com uma classificação de 15 minutos que vai definir o grid da sprint. Depois, no sábado, o formato de Q1 e Q2 permanece, mas com todos os pilotos entrando no grid para a primeira fase da classificação em busca das 12 vagas na etapa final.
“Foi uma proposta vinda das equipes para melhorar ainda mais o show, tentar ganhar mais popularidade, e acho que pode ser uma mudança positiva”, disse Marini. “Voltar a chamar de TL1, TL2 e TL3 é algo que acho que será mais fácil para todos entenderem. E ter duas classificações é algo que estávamos pedindo desde a implantação da sprint, então é bem interessante”, seguiu.
“Vamos ver. O próximo ano, claro, será de muitas mudanças. Sinto que estamos fazendo tudo do jeito certo para fazer a MotoGP crescer. Também espero que todos os fãs gostem e entendam que este é o melhor esporte a motor do mundo”, torceu.

Com o novo formato, a MotoGP terá duas sessões classificatórias de 15 minutos com todos os pilotos do grid: a classificação da sprint e o Q1 do GP. Marini acredita que isso pode dar “mais trabalho” aos comissários.
“Todos os pilotos em 15 minutos não é uma coisa tão simples de lidar. Com certeza, eles terão mais trabalho com punições, pois é algo que pode acontecer”, sugeriu. “Mas é nosso trabalho fazer funcionar e fazer a melhor classificação possível”, acrescentou.
“Sei que será um pouco mais difícil para nós, pilotos, pois será ainda mais estressante, pois teremos de fazer mais tempos de ataque e mais voltas forçando, ao invés de ter só tempo livre. Mas acho que podemos aceitar, pois, como eu disse, nós queremos melhorar este esporte”, defendeu.
Luca ponderou, também, que por causa da aerodinâmica das motos, muitos pilotos ainda vão optar para fazer volta com a pista livre ao invés de recorrer ao vácuo de um colega.
“Uma coisa é que, com a aerodinâmica, com as asas, seguir outras motos não é a melhor solução”, apontou. “Sei que a aerodinâmica será um pouco menor no próximo ano, mas acho que ainda será chave para tornar a moto mais rápida. Então sempre veremos pilotos rápido tentando rodar sozinhos, pois, no fim, a moto funciona bem se você tem ar limpo”, ponderou.
Com o novo formato, o warm-up que acontece atualmente será completamente eliminado em 2027, com a MotoGP liberando a pista dez minutos mais cedo do que o que ocorre atualmente para que os pilotos possam fazer quantas voltas de instalação quiserem.
“No momento, é um pouco difícil entender como será, pois, no fim, será uma grande mudança nas regras e, especialmente, nos pneus. Para pilotos que também mudam de fabricante, tudo será novo, e acho que essa pode ser uma pequena desvantagem para todos que estão mudando de equipe ou fabricante ou algo assim”, analisou. “Mas somos pilotos de MotoGP, treinamos para isso, e vamos fazer nosso melhor de qualquer forma”, garantiu.
“Em relação ao warm-up, é uma pena. Acho que é uma coisa muito útil para nós, pois se você cai na sprint ou faz alguma mudança na moto, é sempre bom ter aqueles dez minutos de warm-up. Além disso, isso é algo bom para os fãs que chegam às arquibancadas 7h da manhã, como em Jerez ou algumas pistas assim, para ver alguma ação na pista. Só quero entender esses dez minutos. Imagino que tenhamos de fazer com a segundo moto, pois, do contrário, como vamos lidar com o combustível? Felizmente, temos duas motos, então talvez fazer esses dez minutos, parar com uma moto e aí levar a outra para o grid. Vamos precisar gerir isso, mas, obviamente, as equipes já pensaram nisso. Espero!”, completou.
A MotoGP volta a acelerar entre os dias 9 e 11 de outubro, em Mandalika, para o GP da Indonésia, 17ª etapa da temporada 2026. O GRANDE PRÊMIO acompanha toda a programação do fim de semana, assim como as demais categorias do Mundial de Motovelocidade.
GP da Indonésia de MotoGP: veja os horários no Brasil
| Data | Atividade | Horário |
|---|---|---|
| Quinta-feira, 8/10 | Treino livre 1 | 23h45 |
| Sexta-feira, 9/10 | Treino dos classificados ao Q2 | 4h |
| Sexta-feira, 9/10 | Treino livre 2 | 23h10 |
| Sexta-feira, 9/10 | Classificação — Q1 | 23h50 |
| Sábado, 10/10 | Classificação — Q2 | 0h15 |
| Sábado, 10/10 | Corrida sprint | 4h |
| Sábado, 10/10 | Warm-up | 23h40 |
| Domingo, 11/10 | Corrida principal | 4h |
Horários de Brasília
GP da Indonésia de MotoGP: veja os horários em Portugal
| Data | Atividade | Portugal continental e Madeira |
|---|---|---|
| Sexta-feira, 9/10 | Treino livre 1 | 3h45 |
| Sexta-feira, 9/10 | Treino dos classificados ao Q2 | 8h |
| Sábado, 10/10 | Treino livre 2 | 3h10 |
| Sábado, 10/10 | Classificação — Q1 | 3h50 |
| Sábado, 10/10 | Classificação — Q2 | 4h15 |
| Sábado, 10/10 | Corrida sprint | 8h |
| Domingo, 11/10 | Warm-up | 3h40 |
| Domingo, 11/10 | Corrida principal | 8h |
Horários de Portugal continental e Madeira