O novo asfalto de Motegi arrastou uma preocupação da Áustria para Marc Márquez e a Ducati antes do GP do Japão da MotoGP. Sem dados de testes no circuito após o recapeamento, a Michelin ampliou a alocação de pneus para o fim de semana e incluiu novamente a carcaça mais rígida do pneu traseiro duro, que provocou dificuldades para as Desmosedici GP26 no Red Bull Ring.
A fornecedora francesa levou três opções de pneus dianteiros e três traseiros para Motegi, escolhidas a partir de simulações e informações coletadas em edições anteriores da prova japonesa. A mudança no asfalto, porém, acrescentou uma variável ao comportamento dos compostos.
“Na dianteira, os pneus macios, médios e duros mantêm o mesmo nível de rigidez do ano passado e todos usam compostos simétricos. O duro, porém, apresenta uma construção reforçada específica. É uma solução particularmente adequada para determinados circuitos asiáticos e também será oferecida em Mandalika“, explicou Piero Taramasso, diretor de competições da Michelin.
“Na traseira, selecionamos um nível de rigidez maior do que em 2025 para ter uma margem adicional diante das incertezas associadas ao novo asfalto. Os pneus macios e médios usam a nossa carcaça padrão, enquanto o duro traseiro apresenta a carcaça reforçada que já oferecemos na Áustria.”

Na Áustria, Marc Márquez terminou a corrida sprint em segundo, atrás de Jorge Martín, depois de Pedro Acosta cair quando liderava a prova. Na corrida principal, o espanhol ainda enfrentou problemas nos freios no início da corrida e terminou em quinto, como a melhor Ducati da tabela.
Mesmo sem considerar as dificuldades de frenagem, porém, o desempenho da Ducati ficou abaixo de KTM e Aprilia no circuito que historicamente representa um dos maiores trunfos da marca. Em Motegi, caso o pneu duro traseiro se mostre a opção mais competitiva diante das características do asfalto renovado, os pilotos de Borgo Panigale podem voltar a enfrentar problemas no Japão.
Álex Márquez, da Gresini, já havia alertado para a possibilidade da Ducati voltar a sofrer com o composto em Mandalika. A expectativa, contudo, é que as condições climáticas possam ajudar a Ducati. A previsão indica temperaturas relativamente baixas para o fim de semana, cenário que pode reduzir a possibilidade do uso do pneu reforçado se tornar a principal escolha dos pilotos.

“Precisaremos aprender muito rapidamente a partir de sexta-feira e acompanhar cuidadosamente como a pista evolui”, afirmou Taramasso. “O clima também pode desempenhar um papel importante, com temperaturas relativamente baixas previstas e possibilidade de chuva”, concluiu.
A MotoGP acelera de 2 a 4 de outubro, em Motegi, para o GP do Japão, 16ª etapa da temporada 2026. O GRANDE PRÊMIO acompanha toda a programação do fim de semana, assim como as demais categorias do Mundial de Motovelocidade.
GP do Japão de MotoGP: veja os horários no Brasil e em Portugal
Horários no Brasil*
- Corrida (4/10): 2h
Horários em Portugal
- Corrida (4/10): 6h
*Horários de Brasília.