A MotoGP não descarta transferir o GP do Catar para outro país caso a instabilidade no Oriente Médio impeça a realização da etapa no circuito de Lusail. Carlos Ezpeleta, diretor-esportivo do MotoGP Sports Entertainment Group (MSEG), reconheceu que a possibilidade ​está s​endo avaliada e citou a estratégia adotada pela Fórmula 1 com o GP do Bahrein como uma alternativa para ​o Mundial de Motovelocidade.

“O fato de pertencermos à mesma família que a F1 (Liberty Media) faz com que, obviamente, essa questão esteja presente nas nossas cabeças​”, disse à versão espanhola do Motorsport.

“O que acontece é que as duas situações são diferentes. Temos apenas uma corrida no Oriente Médio e, do ponto de vista comercial, uma temporada com 21 etapas (em vez de 22) é claramente ​suficiente”, emendou.

O conflito entre Estados Unidos e Irã, iniciado meses atrás no Golfo Pérsico, já provocou impactos no calendário esportivo de 2026. Diversas competições cancelaram ou adiaram eventos diante da escalada de tensão na região.​ Inicialmente, a Fórmula 1 havia considerado cancelados os GPs da Arábia Saudita e do Bahrein.

Marc Márquez (Foto: Michelin)

Posteriormente, a categoria anunciou que a prova do Bahrein será realizada no circuito de Sepang, na Malásia, ​no início de outubro. A organização também acompanha a evolução da situação para definir os planos para os GPs do Catar, marcado para 29 de novembro, e de Abu Dhabi, que encerra a temporada no início de dezembro.

Na MotoGP, ​L​usail deveria receber a quarta etapa do campeonato, nos dias 11 e 12 de abril. Diante do cenário de instabilidade, a organização decidiu inicialmente transferir a corrida para 8 de novembro. Com a alteração, o Catar passou a ser a última etapa antes do retorno do Mundial à Europa. Na sequência, estão previstos os GPs de Portugal, em 22 de novembro, e de Valência, uma semana depois, encerrando a temporada.

A decisão também pode produzir efeitos sobre o calendário de 2027. Dependendo da evolução da situação e da solução encontrada para a etapa deste ano, a configuração do início da próxima temporada poderá sofrer alterações.

Carlos Ezpeleta (Foto: Beto Issa / MotoGP Brasil)

Até o momento, a primeira corrida de 2027 está prevista para a Tailândia, em 7 de março. A programação indicava o Catar como segunda etapa, uma semana depois, mas a instabilidade na região pode obrigar a MotoGP a rever o planejamento.

Apesar das dificuldades, Ezpeleta reforçou que a prioridade continua sendo manter a etapa no Catar em novembro. “Sinceramente, espero que possamos ir, e é nisso que estamos focados agora”, concluiu.

A MotoGP agora faz uma pausa e volta a acelerar entre os dias 28 a 30 de agosto para o GP de Aragão, 13ª etapa da temporada 2026. O GRANDE PRÊMIO acompanha toda a programação do fim de semana, assim como as demais categorias do Mundial de Motovelocidade.

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