A semana do GP do Japão começou com a disputa pelo título no centro das atenções da MotoGP. Jorge Martín chega a Motegi com apenas 12 pontos de vantagem sobre Marc Márquez, enquanto Pedro Acosta tenta reduzir a distância depois da primeira vitória na classe rainha.
A Tech3 confirmou o retorno de Maverick Viñales, afastado desde o GP da Alemanha. O espanhol reconheceu que ainda não está completamente recuperado, mas considera que avançou o suficiente para voltar ao grid.
Fora da disputa imediata pelo campeonato, Diogo Moreira continua em evidência depois de liderar o teste da Pirelli na Áustria. Enea Bastianini, porém, questionou a desigualdade entre os pilotos que puderam experimentar antecipadamente o equipamento de 2027 e aqueles que ficaram fora da atividade.
Márquez pode assumir liderança em Motegi
Martín lidera o Mundial de Pilotos com 306 pontos, contra 294 de Marc Márquez. Como cada fim de semana oferece até 37 tentos, o piloto da Ducati pode sair do Japão na primeira posição.
Márquez precisa marcar 12 pontos a mais que Martín para assumir a liderança pelos critérios de desempate. Os dois ficariam empatados, mas o piloto da Ducati passaria à frente por possuir mais vitórias em corridas principais na temporada.
Acosta, por outro lado, não pode assumir o primeiro lugar em Motegi. O espanhol possui 234 pontos e está 72 atrás de Martín. Mesmo que vença a sprint e a corrida principal, chegará a 271, ainda abaixo da pontuação atual do líder.
A análise sobre as possibilidades de Acosta e Marc Márquez antes do GP do Japão apresenta todos os cenários matemáticos. Márquez é o único piloto capaz de tomar a liderança de Martín em Motegi, enquanto Acosta pode alcançar a terceira colocação ocupada por Marco Bezzecchi.
Perna asiática aumenta pressão sobre Aprilia e Ducati
O GP do Japão abre uma sequência decisiva para o campeonato. Depois de Motegi, a MotoGP segue para Malásia, Indonésia e Austrália antes de retornar à Europa para as últimas etapas.
Com apenas 12 pontos separando Martín e Márquez, qualquer problema técnico, queda ou lesão pode alterar rapidamente a liderança. A sequência também exige adaptação a fusos horários, diferentes condições climáticas e circuitos com características muito distintas.
Kaio Esteves avalia que a perna asiática será decisiva e perigosa para Aprilia e Ducati na disputa pelo título. Martín tenta defender a primeira posição, enquanto Márquez busca recuperar a ponta perdida na Áustria.

Aprilia apoia decisão de Martín sobre cirurgia
Martín decidiu não passar por uma cirurgia para tratar a síndrome compartimental no braço direito. O espanhol sentiu o problema em Misano, mas apresentou melhora na Áustria e optou por seguir um tratamento conservador.
A escolha elimina a última janela disponível antes da sequência de cinco GPs em seis semanas. Apesar do risco de os sintomas retornarem, a Aprilia concordou com a decisão.
Massimo Rivola avaliou que o risco de Martín não realizar a cirurgia é menor do que o de passar pelo procedimento. O dirigente afirmou que a decisão não foi determinada apenas pela liderança do campeonato.
A condição física do espanhol será observada com atenção em Motegi, circuito conhecido pelas frenagens fortes e pela exigência imposta aos braços dos pilotos.
Viñales confirma retorno no Japão
A Tech3 confirmou que Viñales voltará a competir no GP do Japão. O espanhol está fora desde a etapa da Alemanha por causa de uma lesão no ombro esquerdo e foi substituído por Pol Espargaró nas últimas quatro rodadas.
Viñales retornou a uma MotoGP durante o teste da Pirelli no Red Bull Ring. Embora ainda não esteja totalmente recuperado, o piloto apresentou evolução suficiente para reassumir a KTM RC16.
Antes da confirmação, Espargaró já havia indicado que o Japão seria o momento ideal para o retorno de Viñales. O piloto de testes também destacou a necessidade de permanecer na Europa para trabalhar no desenvolvimento da moto de 850cc da KTM.

Moreira realmente ganhou força para 2027?
Diogo Moreira liderou o teste da Pirelli realizado na Áustria com os protótipos desenvolvidos para o regulamento de 2027. O brasileiro terminou à frente de nomes mais experientes e aumentou a visibilidade em um momento importante do mercado.
O resultado isolado não permite estabelecer uma hierarquia para a próxima temporada, pois os pilotos utilizaram motos e programas diferentes. A atividade também teve como prioridade o desenvolvimento dos pneus, e não a obtenção do melhor tempo.
Ainda assim, a participação colocou Moreira em contato direto com o equipamento do futuro regulamento e reforçou a candidatura a uma vaga. A análise explica por que Moreira realmente ganhou força na disputa por um lugar na MotoGP 2027.
Honda e LCR aparecem como possibilidades para o brasileiro, que já faz parte da estrutura da fabricante japonesa e disputa a Moto2.
Bastianini critica desigualdade no teste da Pirelli
Enea Bastianini demonstrou insatisfação com o formato escolhido para o teste da Pirelli. O italiano defendeu que todos os pilotos titulares deveriam ter participado da atividade, especialmente pela importância dos pneus na adaptação ao regulamento de 2027.
A mudança de fornecedor será acompanhada pela redução dos motores de 1.000cc para 850cc e pela diminuição da aerodinâmica. Os pilotos que participaram do teste acumularam informações sobre comportamento, aquecimento e desgaste dos compostos antes dos demais integrantes do grid.
Bastianini classificou a situação como desigual e afirmou que o teste deveria ter sido obrigatório para todos.
Agius lamenta saída de Miller
Senna Agius lamentou que não terá a oportunidade de dividir o grid da MotoGP com Jack Miller. O australiano vai estrear pela Tech3 em 2027, justamente quando o compatriota deixará a categoria principal para correr no Mundial de Superbike.
Agius classificou Miller como um amigo e destacou a importância do veterano para o motociclismo australiano. O futuro piloto da Tech3 afirmou que desejava compartilhar o grid com o #43 e que pretende carregar a representação do país na nova fase da carreira.
O australiano lamentou a saída do “amigo” Miller e disse que queria competir ao lado dele na MotoGP.

Bulega chega à MotoGP como campeão do WSBK
Nicolò Bulega confirmou o título do Mundial de Superbike de 2026 em Cremona. Mesmo derrotado por Iker Lecuona nas três corridas do fim de semana, o italiano garantiu antecipadamente a conquista antes da mudança para a MotoGP.
Bulega tornou-se apenas o segundo italiano campeão do WSBK e o primeiro a alcançar o feito com a Ducati. O piloto defenderá a VR46 em 2027 e terá Fermín Aldeguer como companheiro.
O título consolidou a reconstrução da carreira do italiano, que não venceu em suas passagens pela Moto3 e pela Moto2. A análise mostra o que a conquista histórica no WSBK representa antes da mudança de Bulega para a MotoGP.
A experiência com os pneus Pirelli e o trabalho como piloto de desenvolvimento da Ducati são apontados como vantagens importantes para a estreia sob o novo regulamento.
Quando acontece o GP do Japão?
A MotoGP disputa a 16ª etapa da temporada entre os dias 2 e 4 de outubro, no circuito de Motegi. Por causa do fuso horário, parte das atividades acontece durante a noite ou a madrugada no Brasil.
A sprint está marcada para 3h de sábado, enquanto a corrida principal começa às 2h de domingo, pelo horário de Brasília.
A programação completa está disponível no guia que informa quando acontece a próxima corrida da MotoGP e apresenta os horários do GP do Japão.
MotoGP hoje: perguntas frequentes
Quando é a próxima corrida da MotoGP?
A próxima etapa é o GP do Japão, disputado entre 2 e 4 de outubro de 2026, no circuito de Motegi.
Que horas começa o GP do Japão de MotoGP?
A corrida principal começa às 2h de domingo, 4 de outubro, no horário de Brasília. A sprint acontece às 3h de sábado.
Nicolò Bulega vai correr na MotoGP em 2027?
Sim. O campeão do WSBK de 2026 vai defender a VR46 e terá Fermín Aldeguer como companheiro de equipe.