Luca Marini avaliou que a rival Yamaha escolheu o “caminho mais longo” para tentar recuperar a competitividade na MotoGP. Na visão do #10, trocar a configuração do motor ― substituindo o atual propulsor de quatro cilindros em linha por um V4 ― “é complicado”.
O fim de semana do GP de San Marino e da Riviera de Rimini marcou a estreia da YZR-M1 equipada com motor V4 em corrida, já que Augusto Fernández, piloto de testes da marca, correu como wild-card. Além disso, Fabio Quartararo, Álex Rins e Jack Miller tiveram uma oportunidade de testar a moto na segunda-feira, em um teste coletivo.
Após a atividade oficial de segunda-feira em Misano, Marini comentou as mudanças na Yamaha e avaliou que a rival optou por um “caminho mais longo”.
“Eles escolheram o caminho mais longo”, avaliou Marini. “Mudar o motor é complicado. O V4 consume mais e é mais lento, mas, devagar, eles vão se ajustar”, ponderou.

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Honda e Yamaha estão no grupo ‘D’ de concessões, o que, entre outras benesses, permite que as duas montadoras sigam desenvolvendo os motores ao longo do ano. Até aqui, porém, é a casa de Hamamatsu que está em vantagem, já que ocupa a penúltima colocação no Mundial de Construtores, com 30 pontos a mais do que a casa de Iwata.
“Nós, do nosso lado, estamos trabalhando da maneira certa, com feedback preciso e uma resposta muito boa da fábrica toda vez que pelo por algo. Estou me divertindo muito”, frisou.
Luca, porém, não teve chance de rodar atrás da Yamaha V4 durante o teste coletivo de Misano.
“Não, infelizmente. Mas, em teste, você não tem a chance de seguir ninguém e, assim se fica atrás de alguém, esse alguém para. Também faço isso. Ninguém quer mostrar que tem”, encerrou.
A MotoGP volta a acelerar entre os dias 26 a 28 de setembro, no GP do Japão, direto de Motegi, 17ª etapa da temporada 2025. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa do evento, assim como das outras classes do Mundial de Motovelocidade durante todo o ano.