Miguel Oliveira viveu um domingo (23) especial no Red Bull Ring. Aos 25 anos, o piloto se tornou o primeiro português a vencer na MotoGP, liderou o primeiro pódio duplo da KTM e também deu à Tech3 a primeira vitória na classe rainha. O resultado, porém, não chega como surpresa, já que o companheiro de Iker Lecuona percebeu “há algumas corridas” que tinha potencial para chegar ao topo do pódio.
No GP da Estíria, Miguel conseguiu a vitória com um bote duplo para cima Jack Miller e Pol Espargaró apenas na última curva do traçado austríaco. Até então, o piloto de Pragal tinha como melhor resultado um sexto lugar no GP da Tchéquia.

Questionado sobre o que lhe passou pela cabeça após a bandeirada, Oliveira respondeu: “Estava só gritando e com uma pura alegria por finalmente ter conseguido”.
“Vi isso chegando há algumas corridas. Senti que tínhamos o potencial para fazer isso, então finalmente conseguir é um impulso enorme para continuar assim”, comentou.
Quando a corrida foi paralisada por conta do acidente de Maverick Viñales, Oliveira tinha a RC16 calçada com um par de pneus médios. Para as 12 voltas finais, porém, o português entrou na pista com um dianteiro duro.
“Estou feliz por termos tido uma segunda chance, porque eu pude mudar o pneu dianteiro”, explicou. “Saí com o médio dianteiro e não senti que era a escolha certa. Quando paramos, troquei para um duro e me senti imediatamente melhor. Isso me permitiu estar na frente e lutar pelo pódio”, seguiu.
“Nas últimas voltas, estava só tirando vantagem da briga diante de mim. Sabia que aqui em Spielberg, nas últimas curvas, se um piloto está muito próximo, ele vai arriscar. Conhecendo Jack e conhecendo Pol, sabia que eles iriam se complicar um pouco”, falou. “Então disse: ‘Ok, vou ficar aqui e trabalhar um pouco na saída’. Fiquei muito feliz quando cruzei a linha, muito emocionado”, frisou.
Dona de uma longa tradição na MotoGP, a Tech3 ainda não tinha conseguido vencer, apesar de ter contado com pilotos como Andrea Dovizioso, Cal Crutchlow, Johann Zarco e Pol Espargaró nos anos em que foi satélite da Yamaha.
Perguntado sobre o significado de vencer com a escuderia francesa, Oliveira respondeu: “É ótimo. Se olhar para o nome dos pilotos que já correram lá, é bem especial. Nenhum deles foi capaz de vencer. Então acho que ganhei um lugar especial no coração de todos eles, mas ganhei um lugar especial no escritório”.
As imagens do GP da Estíria de MotoGP deste domingo no Red Bull Ring
