2025 FOI UM ANO PARA FICAR NA HISTÓRIA DO ESPORTE DO BRASIL. Aos 21 anos, Diogo Moreira se transformou no primeiro brasileiro a conquistar um título nos quase 80 anos de história do Mundial de Motovelocidade.
No segundo ano na categoria, de novo com a italiana Italtrans, o #10 começou o ano competitivo, com um quarto lugar no GP da Tailândia. A corrida na Argentina, porém, terminou em decepção: um problema técnico forçou um abandono em Termas de Río Hondo.
Apesar do revés na província de Santiago del Estero, Moreira viajou motivado para Austin, mas a chuva culminou em uma etapa complicada. A aposta errada na escolha de pneus terminou com um 21º lugar.
O início tumultuado, contudo, não tirou Diogo do prumo. No GP do Catar, o brasileiro foi quinto, melhorando para quarto nas duas etapas seguintes: Espanha e França. A estreia no pódio em 2025 aconteceu no GP da Grã-Bretanha, em uma disputa eletrizante que terminou com um bote duplo de Senna Agius para cima de Diogo e de David Alonso.

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Na sequência, em Aragão, Deniz Öncü frustrou o sonho da primeira vitória brasileira ao derrotar Moreira na linha de chegada por só 0s003. Depois de um quarto lugar na Itália, o inédito triunfo, enfim, chegou. E logo na Catedral do Motociclismo: o lendário circuito de Assen. Diogo triunfou em uma dura batalha com Arón Canet.
A sequência da temporada viu dois revezes seguidos. Moreira teve uma classificação ruim na Alemanha, mas fez uma prova de recuperação o impactante depois de largar em 25º. Quando vinha se aproximando do pódio, o filho de Luiz e Sandra teve um toque com Jake Dixon na briga pelo quarto lugar e saiu da pista mas, ao retornar, errou e entrou na frente do colombiano Alonso, que não teve como evitar o contato.
Os dois abandonaram em Sachsenring, mas, pior do que isso, Moreira saiu com uma lesão no cotovelo, que forçou um novo abandono, desta vez em Brno, após apenas seis voltas. Enquanto isso, Manuel González, que tinha vencido quatro corridas até então, abriu um bom respiro no campeonato.
A pausa para as férias foi fundamental para a recuperação física do piloto nascido em Guarulhos, permitindo uma mudança de cenário. Na segunda metade do campeonato, o jogo virou.
Enquanto Diogo se apresentou mais forte e venceu os GPs de Áustria, Indonésia e Portugal, o rival alemão sequer pontuou no Red Bull Ring e em Sepang, além de ter sido desclassificado por causa de uma infração técnica em Mandalika.
Com Moreira em uma fase crescente e González em queda livre, a passagem por Portimão deixou o brasileiro de cara para o gol: ele precisava apenas de um 14º lugar para assegurar o título. E nem precisava se importar com o resultado do rival.
Na derradeira corrida, em Valência, González estava obrigado não apenas a vencer, mas também a torcer para um fim de semana caótico do rival. E nada disso aconteceu. Precisando de pouco, Diogo não se expos e faturou a taça com um décimo lugar.
Com o resultado, Diogo se tornou o piloto que reverteu o maior atraso na classe intermediária para ser campeão, já que chegou a estar 61 pontos atrás do líder. Além disso, ele é também o primeiro brasileiro a faturar o título no Mundial de Motovelocidade.
Além de colocar o Brasil no mapa dos campeões, Moreira, que foi disputado por gigantes, selou o salto para a MotoGP em 2026, encerrando um jejum de brasileiros de 19 anos. O #10, agora usando o #11 ― uma vez que o número anterior já é usado por Luca Marino ―, vai correr com a LCR depois de assinar um contrato de três anos direto com a HRC, a divisão esportiva da Honda.