Chefe da Yamaha, Massimo Meregalli admitiu que a relação com os pilotos se tornou “mais fria”. Ainda assim, o dirigente prometeu apoiar integralmente Fabio Quartararo até o encerramento da temporada 2026.
Quartararo está com a Yamaha desde que subiu para a MotoGP, em 2019, mas faz a temporada de despedida, já que assinou para correr com a Honda a partir do próximo ano.
A transferência de ‘El Diablo’ para a rival japonesa é reflexo da crescente insatisfação do francês com a performance da YZR-M1. Tentando voltar aos bons tempos, a casa de Iwata abandonou a tradição dos motores de quatro cilindros em linha e seguiu a concorrência com um V4, mas a mudança não foi o bastante para mudar definitivamente os ventos.
Além de Quartararo, Álex Rins também está de saída, mas o espanhol acabou sem vaga na MotoGP e indica um futuro distante do motociclismo. Piloto da satélite Pramac, Jack Miller também vai deixar a classe rainha do Mundial de Motovelocidade, mas vai seguir ligado à Yamaha, integrando a equipe da marca no Mundial de Superbike.

“Claro, não é como se estivesse no início. Isso é normal”, disse Meregalli em entrevista ao site italiano Motorsport. “Nós estamos em um ambiente de trabalho e somos todos profissionais. Só seguimos trabalhando de forma profissional”, seguiu.
“Felizmente, a atmosfera na garagem entre todo mundo ― os mecânicos e os engenheiros ― é boa”, comentou. “Talvez a relação com os pilotos como um todo tenha se tornado um pouco mais fria do que antes”, assumiu.
Ainda, Maio comentou a crise de Aragão, quando Quartararo disse que, “por razões pessoais”, não queria mais ajudar a Yamaha com o desenvolvimento da YZR-M1.
“Fabio finalmente entendeu o impacto das palavras dele depois de Aragão”, disparou Meregalli. “Quando pilotos estão desapontados e frustrados, às vezes eles dizem coisas que talvez não queiram dizer ou talvez até queiram”, ponderou.
Apesar do cenário, a Yamaha garante que seguirá apoiando Quartararo até o último dia de trabalho, assim como aconteceu quando Jorge Lorenzo deixou a equipe.
“Vamos apoiá-lo até o fim da temporada”, disse Meregalli. “O que quer que tenhamos a oferecer, ele terá. Fizemos isso no passado também com Jorge Lorenzo”, recordou.
“Continuaremos desenvolvendo a moto dele até o último GP da temporada. Na minha opinião, é assim que uma equipe funciona”, concluiu.
A MotoGP volta a acelerar de 2 a 4 de outubro, em Motegi, para o GP do Japão, 16ª etapa da temporada 2026. O GRANDE PRÊMIO acompanha toda a programação do fim de semana, assim como as demais categorias do Mundial de Motovelocidade.
GP do Japão de MotoGP: veja os horários no Brasil e em Portugal
Horários no Brasil*
- Treino (2/10): 3h
- Treino livre 2 (2/10): 22h10
- Q1 (2/10): 22h50
- Q2 (2/10): 23h15
- Corrida sprint (3/10): 3h
- Corrida (4/10): 2h
Horários em Portugal
- Treino (2/10): 7h
- Treino livre 2 (3/10): 2h10
- Q1 (3/10): 2h50
- Q2 (3/10): 3h15
- Corrida sprint (3/10): 7h
- Corrida (4/10): 6h
*Horários de Brasília.