A MotoGP tem duas grandes protagonistas na temporada 2021: Yamaha e Ducati. Apesar de claros momentos de destaque de Honda, Suzuki, Aprilia e KTM, as marcas japonesa e italiana seguem duelando ponto a ponto neste ano, ainda mais quando o assunto diz respeito aos Mundiais de Construtores e Equipes.

Às vésperas da 15ª das 18 etapas previstas para este ano, a casa de Borgo Panigale lidera a disputa entre as fábricas com só 13 pontos de vantagem para a rival da terra do sol nascente. No duelo das equipes, o comando é da Yamaha, que tem só três pontos a mais que os italianos. A diferença mais gritante aparece apenas no Mundial de Pilotos, com Fabio Quartararo liderando Francesco Bagnaia por 48 pontos.

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Yamaha e Ducati têm sido as protagonistas de 2021 (Foto: AFP)

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As semelhanças, porém, não vão muito além disso. Em 2021, são quatro YZR-M1 no grid da MotoGP, contra seis Desmosedici ― embora neste ponto exista um fator em comum: a presença de uma M1 de 2019, que começou o ano com Franco Morbidelli, mas agora está com Andrea Dovizioso; e de duas GP19, com Enea Bastianini e Luca Marini.

Também, a Ducati leva vantagem no número de pilotos vencedores. Com a Yamaha, apenas Quartararo e Maverick Viñales foram ao topo do pódio, enquanto que a Ducati contabilizou triunfos de Jack Miller, Jorge Martín e Francesco Bagnaia. Em termos de placar, são seis vitórias da M1 ― cinco delas com o francês de Nice ― contra cinco da GP21.

Vale lembrar que a marca dos três diapasões viveu um ano tumultuado. Além da lesão que manteve Franco Morbidelli no estaleiro um longo período, a conturbada partida de Viñales também deu o tom do campeonato.

No total de pódios, a Yamaha fez 12 visitas ao top-3 ― nove delas com Quartararo ―, contra 17 da Ducati, que além de Miller, Martín e Bagnaia, também soma pódios com Enea Bastianini ― um ― e Johann Zarco ― quatro.

Outra diferença reside na média de idade. A Yamaha tem um time mais velho, mas é preciso destacar que a media etária de 29 anos sobe em função dos 42 de Valentino Rossi. Na Ducati, Zarco é o mais velho, com 31, mas a média dos seis representantes é de 25,1.

Tal qual mostra a tabela de classificação do campeonato, Quartararo e Bagnaia são os dois pilotos mais regulares de 2021 e conduzem as equipes em busca de um mesmo objetivo. A Yamaha encara em jejum de cinco anos, já que a última conquista no Mundial de Pilotos data de 2015, com Jorge Lorenzo. A seca da Ducati é muito maior. A casa de Borgo Panigale foi campeã uma única vez, em 2007, ainda com Casey Stoner.

O cenário, contudo, é amplamente mais favorável à Yamaha, já que a vantagem de Quartararo é bastante confortável. A Desmosedici, porém, parece ser uma moto mais completa, e conta a favor de Pecco o fato de ele ter mais ‘escudeiros’ para atuar em seu fazer. Não que Miller e Zarco, por exemplo, tenham de cumprir eventuais ordens de equipe, mas podem ser mais pilotos entre Bagnaia e Fabio, o que ajuda a descontar pontos na classificação. Os japoneses, no momento, não contam com muitos aliados para Fabio, já que Morbidelli ainda está em recuperação, Dovizioso pouco conhece da moto e Rossi ainda não encontrou competitividade.

A tarefa é árdua, mas enquanto a chance matemática existir, o sonho da Ducati vai seguir vivo. Cabe a Quartararo proteger nas últimas quatro corridas a liderança de construiu ao longo de todo o ano.

A MotoGP volta às pistas no próximo dia 3 de outubro para o GP das Américas, em Austin, no Texas. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades do Mundial de Motovelocidade 2021.

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