A Yamaha explicou os fatores que levaram à contratação de Jorge Martín para a temporada 2027 da MotoGP. Paolo Pavesio, diretor-executivo da equipe, destacou o talento do campeão mundial de 2024, mas revelou que a disposição do espanhol em fazer parte da reconstrução da marca japonesa foi determinante para o acordo.

O contrato entre Martín e Yamaha, válido para as temporadas 2027 e 2028, foi fechado no início da temporada, quando o espanhol ainda vivia um momento complicado na Aprilia. Martín havia passado por uma sequência de lesões e chegou a tentar deixar a equipe antes do fim do vínculo, mas permaneceu no projeto e atualmente lidera o Mundial de Pilotos.

Para Pavesio, a contratação não foi apenas uma aposta no momento vivido pelo #89, mas uma avaliação do potencial demonstrado ao longo da carreira. O dirigente lembrou que o espanhol já conquistou um título da MotoGP e ficou muito perto de repetir o feito.

“Contratamos um piloto que venceu um Mundial, ficou muito perto de vencer outro, que tem o talento e a velocidade dos quatro ou cinco melhores. Ele faz parte desse grupo. É mais fácil dizer isso agora que ele está nas primeiras posições da classificação e conseguiu isso encontrando uma consistência de desempenho. Acho que falta a ele o pico, porque, com a Aprilia, praticamente perdeu um ano por causa das lesões”, analisou, em entrevista à versão italiana do Motorsport.

Paolo Pavesio (Foto: Yamaha)

A Yamaha também contou com a participação de Gino Borsoi, chefe da Pramac, para conseguir fechar a contratação de Martín. Borsoi trabalhou com Jorge durante a passagem do espanhol pela Pramac, quando a equipe ainda competia como satélite da Ducati, e conquistou o título de 2024 ao lado do piloto.

O conhecimento sobre o lado pessoal de Martín, porém, foi apenas parte da equação. Segundo Pavesio, o que mais chamou atenção foi a vontade do espanhol de vestir as cores da Yamaha mesmo em um momento de dificuldades esportivas.

“Também tivemos a vantagem de contar com Gino, que o conhece bem, inclusive para entender a pessoa por trás do piloto. Jorge nos fez sentir desejados. Eu queria alguém com quem pudesse ser transparente em relação ao projeto, mas que também tivesse vontade de vir para uma empresa que hoje está em dificuldades do ponto de vista do desempenho, mas que está investindo muito e tem uma grande história. A história não nos garante nenhum sucesso futuro”, afirmou.

Jorge Martín (Foto: Michelin)

“O que percebi é que ele quer vir para ajudar uma marca que venceu a MotoGP com apenas sete pilotos, mas que pilotos! Enfim, esses nomes todo mundo conhece. Para um garoto que já venceu o título, se conseguir fazer isso conosco, ele entra nessa lista. Naquele momento, queríamos pelo menos um piloto de ponta e as coisas se desenvolveram dessa maneira”, completou.

Valentino Rossi, Giacomo Agostini, Kenny Roberts, Eddie Lawson, Wayne Rainey e Jorge Lorenzo estão entre os campeões da classe principal que levaram a marca dos três diapasões ao topo da MotoGP.

“Acho que Jorge realmente quer vir, e nossa tarefa é tentar fazê-lo se sentir bem, dar a ele uma moto competitiva e fazer um caminho juntos”, concluiu.

A MotoGP volta a acelerar de 2 a 4 de outubro, em Motegi, para o GP do Japão, 16ª etapa da temporada 2026. O GRANDE PRÊMIO acompanha toda a programação do fim de semana, assim como as demais categorias do Mundial de Motovelocidade.

MotoGP hoje: perguntas frequentes

Quem lidera o Mundial de MotoGP 2026?

Jorge Martín lidera a classificação com 306 pontos, 12 a mais que Marc Márquez. Marco Bezzecchi aparece em terceiro, com 264.

Quando acontece a próxima corrida da MotoGP?

A próxima etapa é o GP do Japão, marcado para o fim de semana de 2 a 4 de outubro, no Mobility Resort Motegi.

Quais são os horários do GP do Japão de MotoGP?

No horário de Brasília, a classificação começa às 22h50 de sexta-feira (2), a sprint acontece às 3h de sábado (3) e a corrida larga às 2h de domingo (4).