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Yamaha vê progresso, mas pede tempo para avançar na MotoGP: “Não somos mágicos”
MotoGP

Yamaha vê progresso, mas pede tempo para avançar na MotoGP: “Não somos mágicos”

Chefe da Yamaha, Massimo Meregalli avaliou que a equipe fez o possível no GP do Catar do fim de semana. Dirigente apontou avanços na YZR-M1, mas ressaltou que ainda é preciso mais tempo para chegar onde deseja

Juliana Tesser

Publicado em

Chefe da Yamaha, Massimo Meregalli pediu tempo para a YZR-M1 evoluir na MotoGP. O dirigente apontou evolução em alguns aspectos da moto, mas assumiu que a equipe ainda está longe de alcançar o objetivo e avisou: “não somos mágicos”.

No GP do Catar, Fabio Quartararo foi o melhor entre os pilotos do time, mas recebeu a bandeirada em 11º, 17s701 atrás de Francesco Bagnaia, o vencedor. Álex Rins estreou pela equipe em 16º.

Após a corrida, Quartararo avaliou que a Yamaha estava “mais distante” das rivais e apontou para uma “moto cheia de problemas”.

Apesar da decepção do piloto, Meregalli não viu surpresa no resultado em Lusail, já que entende que o teste da pré-temporada já tinha indicado que o desempenho seria assim.

Meregalli admitiu a decepção com o desempenho no Catar (Foto: Reprodução)

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“Fabio fez o que podia no momento”, disse Meregalli em entrevista à emissora Canal+. “Somos realistas. Vimos o que poderíamos fazer aqui há duas semanas, durante os testes, quando fizemos uma simulação de corrida. Já vimos o nível”, seguiu.

“Claro, não estamos felizes, somos realistas e objetivos. Listamos o que temos de fazer, mas leva tempo”, observou. “Estamos progredindo, melhoramos a velocidade máxima, aerodinâmica e temos de continuar progredindo. Temos muito trabalho a fazer”, frisou.

Maio não escondeu a decepção com a abertura da temporada, mas avaliou que a Yamaha fez o que podia.

“Estou desapontado, sim, mas satisfeito, pois fizemos o que podíamos”, insistiu. “Coletamos dados, progredimos depois da corrida sprint, pois tivemos um problema de desgaste. Ainda aconteceu no domingo, mas menos. Mudamos as coisas, agora realmente sabemos o que queremos fazer, onde queremos ir, mas leva tempo”, destacou.

“Não somos mágicos. Sabemos o que precisa ser feito. E leva tempo para chegar lá”, destacou.

O dirigente avaliou, ainda, que a própria abordagem de Quartararo mudou, já que o francês “agora trabalha com o objetivo de progredir”.

“O trabalho de Quartararo neste fim de semana, mesmo que não tenha sido a primeira vez, foi bom. É uma maneira diferente de trabalhar. Há alguns anos, ele só estava tentando vencer. Agora, trabalha com o objetivo de progredir, coletar todas as informações possíveis e testar”, apontou. “Já testamos coisas novas em Mugello, vamos fazer isso mais uma vez em Portimão. O programa é bem apertado e teremos de fazer o máximo possível”, encerrou.

MotoGP volta a acelerar entre os dias 22 e 24 de março, em Portimão, em Portugal, com a segunda etapa do campeonato de 2024. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa do evento, assim como das outras classes do Mundial de Motovelocidade durante todo o ano.

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