Jorge Martín revelou que sofreu um episódio de síndrome compartimental no braço direito durante o GP de San Marino, disputado neste domingo (13), e atribuiu ao problema físico a perda de rendimento que o tirou da briga pela vitória em Misano. O piloto da Aprilia chegou a liderar a prova por mais de cinco voltas, mas terminou apenas em quinto.
“Parecia que podia ganhar a corrida, eu também pensava nisso. Eu estava muito confortável no início, pilotando muito bem, muito fino. Fiquei surpreso por conseguir acompanhar o ritmo de Marc e, além disso, ultrapassá-lo e tentar abrir um pouco a corrida”, explicou Martín.
“Quando tentei apertar, meu braço direito começou a colapsar. É um problema que não tinha tido durante o ano e que não esperava. É verdade que sofri com isso durante todo o fim de semana, mas pensava que poderia controlar e terminar a corrida. Não foi assim. Não conseguia frear e estava sem controle da moto. Simplesmente esperei as voltas passarem e terminar”, continuou.
Com a perda de rendimento, Martín foi ultrapassado primeiro por Álex Márquez e depois por Pedro Acosta e Fermín Aldeguer, recebendo a bandeirada em quinto.

O problema é um episódio de síndrome compartimental, condição que provoca compressão dos nervos e estruturas do antebraço e pode comprometer a força durante a pilotagem. Segundo Martín, a situação não havia acontecido anteriormente desde a chegada à MotoGP.
“Perdi uma oportunidade muito boa de ganhar uma corrida, ou pelo menos de lutar por ela, porque acho que tinha ritmo de sobra para conseguir. Temos que estar contentes na equipe. Na sexta-feira, quase não entrei no Q2 e hoje liderei a corrida. São coisas que podem acontecer”, disse Martín.
“É algo que, mais cedo ou mais tarde, terei de operar e buscar uma solução, mas agora não estamos no melhor momento da temporada nem na posição ideal para fazer isso. Passar pelo centro cirúrgico sempre pode trazer complicações e é algo que precisamos avaliar bem”, explicou.

“Agora temos que nos concentrar na corrida da Áustria, que é na próxima semana, e depois, junto com a equipe, teremos de tomar uma decisão sobre operar depois da corrida ou não. Isso será um pouco a chave para o restante da temporada, porque, se eu operar agora, pode ser que não consiga chegar bem à gira e isso seria um problema maior”, disse.
“Estou frustrado, mas não conseguia frear, acelerar, todos me ultrapassavam no mesmo lugar porque não tinha força. Muscularmente e fisicamente estou bem, mas o braço não. Se eu não voltar a ter esses problemas, acho que poderei ser candidato e lutar com Marc. Se persistirem, será um fator-chave no restante do ano. Temos que ser inteligentes e ver o que fazer ou não fazer”, concluiu o #89.
A MotoGP volta a acelerar de 18 a 20 de setembro no GP da Áustria, 15ª etapa da temporada 2026. O GRANDE PRÊMIO acompanha toda a programação do fim de semana, assim como as demais categorias do Mundial de Motovelocidade.