A temporada de 2022 já foi ótima para Gabriel Bortoleto, com a 6ª colocação na tabela geral da FRECA e duas vitórias conquistadas ao longo do ano — na Bélgica e em Barcelona. Mas 2023 promete ser ainda melhor: o brasileiro garantiu vaga no grid da Fórmula 3, com a Trident, e terá a A14 Management no gerenciamento de sua carreira. A companhia, que visa agenciar jovens pilotos, tem em Fernando Alonso um dos fundadores.

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Bortoleto tem somente 18 anos, mas já acumula certa experiência no esporte a motor. Antes de chegar aos monopostos, o brasileiro chamou a atenção no kartismo. Em 2020, esteve em etapas da F4 Italiana e, nas últimas duas temporadas, foi presença no grid da FRECA. Chegou a hora de dar mais um passo — e Alonso passa a ser parte fundamental nesse processo. Em entrevista exclusiva ao GRANDE PRÊMIO, em Interlagos, Bortoleto falou mais sobre a parceria.

“Estou muito feliz de estar na A14 agora”, começou o piloto, presente na estrutura da Alpine no paddock da F1, antes do GP de São Paulo — vencido por George Russell. “O Fernando, quando entramos em contato, as duas partes tinham muito interesse em fazer a parceria dar certo. Para mim, é um sonho se tornando realidade, sempre fui fã dele e, hoje, ser gerenciado por ele e ter as oportunidades que tenho em estar em uma equipe de ponta no ano que vem (Trident), acho que tudo isso faz parte dos resultados que tive, além do conhecimento do Alonso”, seguiu.

Gabriel Bortoleto durante teste com a Trident, em 2022: brasileiro será titular da equipe na F3 (Foto: Fórmula 3)

A mudança para a Trident dá chance para o brasileiro brigar na frente do grid da F3 no ano que vem, de fato — já que o time italiano levou o campeonato de equipes em 2021 e terminou 2022 na segunda colocação geral.

“Não vejo a hora de saber como vai ser no ano que vem e, lógico, com a experiência dele (Alonso), que me dá muitas dicas fora e dentro da pista, então, só quero acelerar”, completou Bortoleto, que garantiu manter contato frequente com o bicampeão mundial.

“Praticamente nos falamos após todos os testes que faço, seja em corridas ou treinos. Comentamos sempre sobre como foi, o que dá para ser melhor. Aqui (em Interlagos) conversamos um pouquinho, mas fica meio difícil, ele fica fora do box com muitas pessoas em volta, mas falamos um pouco sobre o andamento das coisas. Ele é muito envolvido, mesmo que seja uma hora antes da classificação, estávamos falando sobre mim e outros pilotos. É um cara nota dez e que me dá muitas dicas. Bicampeão mundial, não tem como ser melhor”, afirmou o brasileiro.

Alonso é um dos fundadores da A14 (Foto: Rodrigo Berton/Grande Prêmio)

Mas e o convite para se juntar a A14 Management, como aconteceu?

“Fomos apresentados pelo Albert (Resclosa Coll), um dos donos da A14. Meu pai estava no Red Bull Ring, na corrida da Fórmula 1, e tiveram uma reunião. Tanto ele como o Alonso sabiam quem eu era por ter pilotado pela FA no meu primeiro ano de FRECA, fiz o primeiro pódio da equipe, boas classificações”, revelou Bortoleto.

“Então, na conversa, souberam da minha disponibilidade em fazer parte da A14, que não tinha uma gestão fixa ainda. Eles demonstraram interesse e, claro, meus resultados ajudaram. Tudo aconteceu em um momento muito bom e acabamos fechando”, finalizou o brasileiro.