Depois de muita espera, a FIM (Federação Internacional de Motociclismo) anunciou nesta quinta-feira (15) o Mundial de Sportbike como substituto do Mundial de Supersport 300 a partir de 2026. Detalhes técnicos da nova classe de entrada do Mundial de Superbike, porém, ainda não foram anunciados.

O fim do WSSP 300 já tinha sido decretado há cerca de um ano, na esteira do escrutínio resultante pela morte de dois jovens pilotos: Dean Berta Viñales, que morreu em setembro de 2021, aos 15 anos, em um acidente em Jerez; e de Victor Steeman, que faleceu em outubro de 2022, aos 22, em um acidente em Portugal.

Primo de Dean Berta, Maverick Viñales atacou publicamente a categoria após a morte de Steeman, alegando que as motos da categoria eram um problema.

“Na Supersport 300, o problema é que a moto pesa 180 kg, não tem velocidade e andam todas juntas. Claro que se alguém cair à frente, é impossível desviar. Não é sobre a idade, não é sobre os pilotos, é sobre as motos. Elas não têm potência, pesam como uma moto de MotoGP, os freios são uma merda, oscilam. O problema é a categoria, não os pilotos”, defendeu Viñales.

Ana Carrasco fez história no WSSP 300 em 2018 ao se tornar a 1ª mulher a vencer categoria mista da FIM (Foto: Divulgação)

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A reação imediata às fatalidades foi o salto na idade mínima, que subiu para 18 anos em todos os mundiais, com exceções previstas para pilotos de sucesso em classes de base, como Red Bull Rookies Cup e Mundial Júnior, por exemplo. No entanto, o fim da categoria foi sacramentado a seguir.

Em um comunicado conjunto com o Mundial de Superbike, a FIM valorizou a importância do WSSP 300 e indicou que a nova categoria terá a mesma finalidade de ajudar jovens em transição para o Mundial de Supersport.

“O Mundial de Sportbike está pronto para suceder o Mundial de Supersport 300, que tem fornecido um trampolim acessível e competitivo para talentos emergentes desde a criação, em 2017. Em cima das bases construídas pelo Mundial de Supersport 300, o Mundial de Sportbike visa simplificar ainda mais o caminho para jovens pilotos em transição para o Mundial de Supersport”, disse a entidade. “Apresentando motocicletas ágeis com motores de capacidade média, esta nova categoria promete uma competição emocionante e maiores oportunidades para fabricantes, equipes e pilotos”, seguiu.

A FIM apontou, ainda, que “detalhes adicionais sobre as especificações técnicas e regulamentos esportivos para o Mundial de Sportbike serão divulgados no devido tempo”.