Qual o primeiro passo para quem quer se tornar piloto? O kart, certo? Não para Jordan Tresson. O francês da equipe Signatech Nissan teve um início de carreira bastante incomum no esporte a motor: começou jogando videogame. Em 2010, então com 22 anos, o gaulês venceu a Gran Turismo Academy, competição feita pela Nissan em parceria com a Sony/Playstation, que dá ao vencedor a oportunidade de integrar o programa de pilotos da montadora japonesa.

A adaptação foi quase imediata. No primeiro ano defendendo a fabricante nas pistas, terminou o GT4 na quarta colocação. Em 2011, o desempenho foi ainda melhor. Com duas vitórias em cinco corridas, sagrou-se campeão do GT2 e, de quebra, foi promovido à esquadra da Le Mans Series e do Mundial de Endurance.

Jordan Tresson conseguiu uma vaga na Nissan ao vencer um campeonato no Playstation (Foto: Rodrigo Berton / Agência Warm Up)

Em entrevista exclusiva ao Grande Prêmio, Tresson revelou que sempre quis ser piloto, mas tinha a carreira restrita a apenas algumas competições de kart antes de entrar no programa da Nissan.

“Sempre foi um sonho para mim. Eu venci algumas competições e é por isso que eu resolvi participar da GT Academy. Então, eu sempre sonhei em ser um piloto desde pequeno”, declarou o francês. “Eu pilotava karts na Inglaterra e mais nada, então essa foi a minha primeira experiência real na pista”, acrescentou.

A transição para as pistas, aliás, precisou de um trabalho específico. Tresson explicou que primeiro precisou fazer um trabalho físico para aguentar o desgaste das corridas de longa duração e, posteriormente, precisou fortalecer os músculos do pescoço e dos ombros para poder correr com os protótipos.

“É bastante difícil estar dentro de um carro. O GT é muito quente, já o protótipo é um pouco melhor, mas há um esforço muito grande nos ombros e no pescoço. Então você precisa estar fisicamente preparado para isso”, disse.

Quando questionado pelo GP sobre como imaginava o futuro sem a oportunidade conquistada pelo Playstation, o francês preferiu desconversar. O piloto afirmou que gostaria de estar envolvido com o automobilismo, mas assegurou agora que não pensa em outra vida sem ser a de piloto.

 “Bem, é difícil, eu não sei bem o que faria, mas acho que estudaria engenharia mecânica, então continuaria envolvido nesse meio. Mas é muito bom ser um piloto e não quero mudar isso de forma alguma”, encerrou.

O Grande Prêmio cobre ‘in loco’ a quinta etapa do Mundial de Endurance, em Interlagos, com os jornalistas Felipe Giacomelli e Renan do Couto. Acompanhe o noticiário aqui.