{"id":25358,"date":"2019-04-24T14:55:37","date_gmt":"2019-04-24T17:55:37","guid":{"rendered":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/blogs\/sem-autor\/noticias\/o-medo-dos-baroes-da-indy\/"},"modified":"2026-06-16T22:08:15","modified_gmt":"2026-06-17T01:08:15","slug":"o-medo-dos-baroes-da-indy","status":"publish","type":"42wp_blog","link":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/blogs\/victor-martins\/noticias\/o-medo-dos-baroes-da-indy\/","title":{"rendered":"O medo dos bar\u00f5es da Indy"},"content":{"rendered":"\n<p>[bannergoogle]<strong> S\u00c3O PAULO<\/strong> | TE Myers, CG Fisher, JA Alisson e AC Newby sentiam a alegria que o al\u00edvio proporciona no \u00faltimo m\u00eas daquele ano. Aquele conflito de propor\u00e7\u00e3o mundial n\u00e3o gerado por eles enfim havia chegado ao fim e, sobretudo, n\u00e3o mais atrapalharia seus planos como nos \u00faltimos dois anos. Os quatro se encontraram em um local incerto e n\u00e3o conhecido em Miami. Tamb\u00e9m n\u00e3o se tem not\u00edcia do que beberam ou do quanto, mas certamente se sabe do que falaram.<\/p>\n<p>Havia tamb\u00e9m uma necessidade de acabar com algumas fake news disseminadas pela sociedade local. N\u00e3o foi um ve\u00edculo de comunica\u00e7\u00e3o da Fl\u00f3rida a dar o furo no dia seguinte, mas um da cidade onde tinham seus neg\u00f3cios. Das rotativas da p\u00e1gina 10, caderno de Esportes do The Indianapolis News, saiu a informa\u00e7\u00e3o de que a data n\u00e3o seria transferida para quase dois meses depois, mantendo a tradi\u00e7\u00e3o de maio, tampouco que sua extens\u00e3o seria duplicada.<\/p>\n<p>Entre um trago e um outro, talvez, acharam por bem ampliar a premia\u00e7\u00e3o e o n\u00famero de contemplados: os dez primeiros mereciam uma graninha maior.<\/p>\n<p>N\u00e3o demorou nem duas semanas, ainda em dezembro, para que Myers recebesse uma missiva. \u201cEu constru\u00ed o Chevrolet Special pouco tempo antes da guerra come\u00e7ar com a inten\u00e7\u00e3o especial de inscrev\u00ea-lo para Indian\u00e1polis. Estou com esse carro desde ent\u00e3o aguardando o desenrolar dos acontecimentos\u201d, escreveu RC Durant. Cliff, para os \u00edntimos, era presidente da Chevrolet da Calif\u00f3rnia e filho de WC Durant, o ent\u00e3o chef\u00e3o da General Motors. Era de Cliff a garantia da primeira inscri\u00e7\u00e3o para a Indy 500 de 19.<\/p>\n<p>1919.<\/p>\n<p>Sem internet, e-mail e redes sociais, tentar marcar presen\u00e7a na prova n\u00e3o era das coisas mais simples. O per\u00edodo para que os pilotos se inscrevessem, ent\u00e3o, era relativamente largo: mais de cinco meses. Deu tempo, pois, para que alguns europeus se animassem e fizessem frente \u00e0 legi\u00e3o de americanos. O Indy Star chegou a mencionar, levemente hiperb\u00f3lico, o embate intercontinental de \u201castros de uma gal\u00e1xia inigual\u00e1vel\u201d que estava por vir, destacando que \u201cos carros da combina\u00e7\u00e3o europeia s\u00e3o novinhos em folha, feitos em Paris especialmente para a corrida em Indian\u00e1polis desde a assinatura do armist\u00edcio, e fala-se que s\u00e3o muito mais r\u00e1pidos e potentes que os melhores que a Europa mandou para este pa\u00eds at\u00e9 ent\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>A Ballot et Cie resolveu botar para quebrar. Nada de carros com quatro ou seis cilindros em V: eram oito, em linha, \u201ce espera-se que tenham um dos desempenhos mais sensacionais j\u00e1 vistos no Speedway\u201d, pontuou o jornal.<\/p>\n<p>No fim das contas, 43 inscri\u00e7\u00f5es surgiram at\u00e9 a noite daquele 1\u00ba de maio. A AAA \u2013 perd\u00e3o pela alitera\u00e7\u00e3o \u2013, American Automobile Association, entidade que regia as corridas \u00e0 \u00e9poca, ent\u00e3o definiu algo al\u00e9m da regra dos anos pr\u00e9-guerra: n\u00e3o era s\u00f3 necess\u00e1rio atingir uma velocidade m\u00ednima, no caso de 80 mph (128,75 km\/h); haveria um limite de 33 carros no grid. O sistema de classifica\u00e7\u00e3o era de uma \u00fanica volta r\u00e1pida e permitia a cada piloto o m\u00e1ximo de tr\u00eas tentativas.<\/p>\n<p>Os treinos livres eram uma farra e duravam at\u00e9 o dia 26. No dia seguinte, aconteceria a defini\u00e7\u00e3o do grid. Mas como o mau tempo atrapalhou grande parte das equipes, a organiza\u00e7\u00e3o foi benevolente e estendeu a classifica\u00e7\u00e3o por tr\u00eas dias, com uma mudan\u00e7a: quem conseguisse se qualificar no primeiro dia, uma ter\u00e7a-feira, teria seu lugar lindamente assegurado; aqueles que s\u00f3 deixassem a classifica\u00e7\u00e3o para os dias finais, mesmo fazendo tempos melhores, largariam depois do \u00faltimo colocado do primeiro dia.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.grandepremio.com\/br\/Images\/201942442792_Ren%C3%A9_Thomas_II.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p>[bannergoogle]Vencedor em 1914, o glorioso franc\u00eas Ren\u00e9 Thomas conseguiu o melhor tempo dentre os 11 que tentaram logo no dia de abertura e assegurou a pole. Na quarta-feira, Louis Chevrolet \u2013 sim, cofundador da montadora \u2013 foi o mais r\u00e1pido, e mesmo com um tempo suficiente para ficar com o segundo lugar no grid, pegou a 12\u00aa posi\u00e7\u00e3o de acordo com as regras recentemente estabelecidas.<\/p>\n<p>Para o dia final, restavam nove vagas dispon\u00edveis. Alguns dos 43 carros foram, ao longo do tempo, desistindo de participar porque quebraram durante os treinos ou n\u00e3o tiveram como arrumar o carro apropriadamente. Na pr\u00e1tica, eram 36 no total. Pois bem. O pessoal come\u00e7ou a treinar para tentar a volta r\u00e1pida. Jules Goux estava com boa velocidade at\u00e9 seu Peugeot ter um pist\u00e3o quebrado, fazendo um rombo no motor. A equipe Premier ofereceu um motor reserva ao piloto franc\u00eas \u2013 que n\u00e3o era qualquer um, n\u00e3o: era o ganhador da edi\u00e7\u00e3o de 1913. O time de Goux passou a quinta-feira arrumando a pe\u00e7a em seu carro.<\/p>\n<p>Enquanto isso, os demais iam preenchendo as vagas at\u00e9 que o grid se fizesse completo. S\u00f3 que havia gente ainda tentando entrar na corrida.<\/p>\n<p>Al Cotey j\u00e1 n\u00e3o vinha sendo nada brilhante nos treinos. Na primeira tentativa de se classificar com um Ogren Special, no segundo dia, cravou a insigne marca de 74.6 mph \u2013 abaixo, pois, da velocidade m\u00e9dia m\u00ednima. O valente Cotey n\u00e3o se deu por vencido e tentou no terceiro dia. Melhorou, coitado, foi para 82.9 mph, mas n\u00e3o tirou o 33\u00ba, James M. Reynolds.<\/p>\n<p>Dave Lewis vinha com toda a pinta de que conseguiria depois de passar um dia resolvendo os problemas do motor de seu Duesenberg. Foi l\u00e1 para a classifica\u00e7\u00e3o e registrava velocidades acima de 100 mph. L\u00e1 pelas curvas 3 e 4, o pobre viu o rolamento aquecer, as bielas perfuraram o c\u00e1rter, e o sonho virar pesadelo.<\/p>\n<p>No crep\u00fasculo, surgiu Goux. Foi o tempo de ver se estava tudo OK com o novo motor, ir \u00e0 pista e ver no que dava. Com uma volta a 95 mph, fez a torcida vibrar \u2013 sim, foi o que aconteceu segundo relatos \u2013 e p\u00f4s para fora o combalido Reynolds.<\/p>\n<p>Naquele 29 de maio de 1919, nascia propriamente o que o mundo do automobilismo conhece por \u2018bump\u2019.<\/p>\n<p>Para o registro, a corrida, disputada no dia 31 \u2013 n\u00e3o foi tradicionalmente em 30 por coincidir com o Memorial Day\u2019 \u2013 foi vencida por Howdy Wilcox. Durante as voltas finais daquela Indy 500, havia uma empolgada bandinha j\u00e1 tocando \u2018Back Home Again in Indiana\u2019 em homenagem ao piloto nascido no estado.<br \/>\nRen\u00e9 Thomas ganha edi\u00e7\u00e3o de 1914 da Indy 500 (Foto: IMS)<br \/>\nRen\u00e9 Thomas ganha edi\u00e7\u00e3o de 1914 da Indy 500 (Foto: IMS)<\/p>\n<p>A edi\u00e7\u00e3o seguinte com uma situa\u00e7\u00e3o de pilotos \u2018bumped\u2019 s\u00f3 foi acontecer em 1929, dez anos depois, para um grid de 33 carros. Em 1930, a organiza\u00e7\u00e3o liberou que 38 largassem, sem rifar ningu\u00e9m. A\u00ed em 1931, eis que apareceram 72 inscritos. N\u00e3o havia como ser maternal neste caso, e permitiram um grid com 40. Para se ter uma no\u00e7\u00e3o da insanidade, foram necess\u00e1rios cinco dias de classifica\u00e7\u00e3o. Com um mesmo n\u00famero de inscritos em 1932, n\u00e3o contentes, prolongaram para oito os dias do \u2018qualifying\u2019. No ano seguinte, mais exagero: 42 vagas \u2013 sendo que outros 21 falharam em peg\u00e1-las \u2013 em um formato de absurdas dez voltas para formar a m\u00e9dia de velocidade. Resultado: cinco mortos na corrida. Resolveram, por bem, voltar a limitar a 33 carros em 1934.<\/p>\n<p>Fato \u00e9 que o tempo passou, e Indian\u00e1polis foi sofrendo algumas altera\u00e7\u00f5es no esquema de classifica\u00e7\u00e3o para se adaptar \u00e0 modernidade e \u00e0 necessidade \u2013 isso sem aprofundar a hist\u00f3ria de como a Indy 500 foi morta pela outra grande guerra nos anos 40. Com mais ou menos for\u00e7a, o \u2018bump\u2019 se manteve, ganhou um \u2018day\u2019, ganhou um apelido carinhoso (\u2018bubble\u2019), ganhou a fama e se tornou a ess\u00eancia fundamental da forma\u00e7\u00e3o do grid daquela que \u00e9 a maior corrida do esporte. Porque, no fim das contas, pouco importa o pole ou quem forma a primeira diante do drama, da agonia, do sofrimento, do choro de quem se sente no calabou\u00e7o da aus\u00eancia ou da alegria que o al\u00edvio proporciona por garantir o convite \u00e0quela festa.<\/p>\n<p>A vit\u00f3ria de 1995 de Jacques Villeneuve depois de tomar duas voltas por uma irregularidade nos pits \u00e9 igualmente lembrada ao fracasso da Penske em colocar tanto Emerson Fittipaldi quanto Al Unser Jr., ambos vencedores em Indian\u00e1polis, na corrida.<\/p>\n<p>Willy T. Ribbs, 1991, passou um calv\u00e1rio hom\u00e9rico para ser o primeiro negro a se classificar: cinco quebras de motor durante treinos e classifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Sebasti\u00e1n Saavedra, 2010, era carta fora do baralho e dentro de um hospital depois de ter se acidentado ao tentar voltar ao grid depois de ser \u2018bumped\u2019, mas em um dos epis\u00f3dios mais loucos de todos os tempos, Jay Howard e Paul Tracy conseguiram a proeza de se eliminarem ao tentar um novo tempo de classifica\u00e7\u00e3o, irem pior e recolocarem Saavedra no grid.<\/p>\n<p>Ano seguinte, 2011, e de novo o injusti\u00e7ado Bruno Junqueira se via sem correr a Indy 500 quando a Foyt se debru\u00e7ou aos milh\u00f5es de Michael Andretti para ceder descaradamente sua vaga no grid e colocar Ryan Hunter-Reay, eliminado, dentro da prova.<\/p>\n<p>James Hinchcliffe, ano passado, arrebatou uma das vagas da derrota ao lado de Pippa Mann. Por dias se falou que a Schmidt Peterson arrumaria um lugar, \u00e0 Andretti, para o canadense. Olharam todos para Howard \u2013 aquele mesmo que havia perdido a vaga em 2010 \u2013, companheiro de Hinch. Nada feito. Hinch ficou fora.<\/p>\n<p>2019. No centen\u00e1rio do \u2018bump\u2019, eis que Roger Penske \u2013 o das vagas perdidas em 1995 \u2013 se une a Chip Ganassi e tamb\u00e9m a Andretti para lan\u00e7ar um pedido \u00e0 Indy: que garanta \u00e0s equipes e aos pilotos que fazem parte do campeonato todo vaga na Indy 500. A alega\u00e7\u00e3o, basicamente, \u00e9 que o espet\u00e1culo n\u00e3o pode perder um piloto como Hinchcliffe, por exemplo, que faz bem ao show, e h\u00e1 o receio de patrocinadores irem embora \u2013 Michael citou o caso de que a DHL poderia n\u00e3o estar mais no carro de Hunter-Reay se este n\u00e3o tivesse corrido em 2011.<\/p>\n<p>\u00c9 pueril e tolo usar tais argumentos. A Penske sobreviveu ao que aconteceu h\u00e1 24 anos e \u00e9 a principal equipe n\u00e3o s\u00f3 da Indy, mas da Am\u00e9rica. Se a DHL resolvesse se pirulitar da Andretti, equipe que mais carros alinha na Indy 500, um outro patrocinador entraria. A Ganassi reduziu sua opera\u00e7\u00e3o e continua sendo uma for\u00e7a tendo um piloto do calibre de Scott Dixon no time. E, por outro lado, a Arrow, apoiadora da equipe de Hinchcliffe, n\u00e3o s\u00f3 ficou na equipe como se tornou a patrocinadora-m\u00e1ster em 2019. Sam Schmidt nunca, jamais, em tempo algum, reclamou do sistema e pediu por mudan\u00e7as.<\/p>\n<p>O \u2018bump\u2019 deixou de existir nos tempos nebulosos que a Indy viveu face \u00e0 separa\u00e7\u00e3o promovida por Tony George em IRL e Cart, com todos se esfor\u00e7ando para manter a tradi\u00e7\u00e3o dos 33 carros e evitar vexame. Agora, em curva mais do que ascendente, a categoria volta a encontrar prosperidade. Provavelmente ser\u00e3o 36 inscritos para buscar as 33 vagas deste ano \u2013 curiosamente os mesmos de 100 anos atr\u00e1s \u2013, e s\u00f3 n\u00e3o ser\u00e3o mais porque equipes como Juncos e Harding Steinbrenner n\u00e3o puderam\/quiseram alinhar um segundo carro cada.<\/p>\n<p>A Indy at\u00e9 tentou disfar\u00e7ar e deu uma modificada: se at\u00e9 o ano passado, o s\u00e1bado definia de vez quem eram os eliminados, neste ano a saga ganhou um novo contorno justamente para amenizar o discuido de um grande que teve um infort\u00fanio. No primeiro dia do Pole Day, garantem-se no grid os 30 primeiros colocados; do 31\u00ba em diante, todos voltam \u00e0 pista no domingo para uma tentativa s\u00f3, no estilo do Fast Nine, na ordem do pior do dia anterior at\u00e9 o menos ruim. Sendo 36, seriam seis, pois, no limbo. A categoria criou esse &#8216;pr\u00e9-bump&#8217; que tende a ser um estraga-prazeres por limitar os amea\u00e7ados, mas s\u00f3 a pr\u00e1tica vai atestar o erro da proposta que esconde o afago.<\/p>\n<p>Os tempos n\u00e3o s\u00e3o d\u00edspares como os de 1919 ou 1995: h\u00e1 um chassi base, duas montadoras e equil\u00edbrio. Mas quem tem mais dinheiro e compet\u00eancia segue levando vantagem. Isso j\u00e1 permite analisar, \u00e0s v\u00e9speras de come\u00e7ar o primeiro treino no Speedway, que quem quer que pilote o carro da paup\u00e9rrima Juncos \u2013 provavelmente Kyle Kaiser \u2013; a estreante DragonSpeed e seu veterano piloto, por\u00e9m ainda cru na Indy, Ben Hanley; e a mesma Pippa Mann que foi eliminada no ano passado, mas agora em uma equipe ainda menor, a Clauson, sejam os favoritos destacados para a degola que a Indy gera em seu grid. De modo que o pedido de Penske, Ganassi e Andretti, as tr\u00eas maiores esquadras da Indy, para ter lugar cativo nas 500 Milhas \u00e9 n\u00e3o s\u00f3 espantoso, mas \u00ednfimo, rid\u00edculo e cretino.<\/p>\n<p>Evolu\u00e7\u00f5es s\u00e3o obviamente aplic\u00e1veis com o avan\u00e7o dos tempos \u2013 n\u00e3o d\u00e1 para ter oito dias de classifica\u00e7\u00e3o e um m\u00eas de treinos livres. S\u00f3 n\u00e3o \u00e9 aceit\u00e1vel eliminar a raz\u00e3o de ser e estar de uma corrida por medinho de dois ou tr\u00eas. A Indy 500 n\u00e3o est\u00e1 l\u00e1 para se curvar \u00e0 riqueza e ao gosto dos bar\u00f5es, mas, tradicionalmente, abra\u00e7ar quem se une como d\u00e1 para tentar a oportunidade e tem ci\u00eancia e respeito pelo que Indian\u00e1polis oferece \u2013 se se acharem no direito de pedir pra trocarem &#8216;Back Home Again In Indiana&#8217; por um blues tamb\u00e9m ser\u00e3o atendidos?<\/p>\n<p>N\u00e3o conseguir se classificar para a Indy 500 dentro do universo que rege estes grupos, quaisquer sejam os cen\u00e1rios, seria mais do que merecido.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.grandepremio.com\/br\/Images\/20171141633828__9SG9098-1_II.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p>[bannergoogle] H\u00e1 um aceno de Mark Miles, presidente da Indy, para atender o trio de magnatas. Nem precisaria de muito pensamento, mas talvez seja imprescind\u00edvel o doutor ver o entorno da categoria e o retorno do p\u00fablico. N\u00e3o \u00e9 muito dif\u00edcil fazer o b\u00e1sico, uma mera pesquisa para saber o que os f\u00e3s pensam, bem como qual seria o resultado. Mexer no \u2018bump\u2019 \u00e9, feita a propor\u00e7\u00e3o, \u00e9 provocar um efeito tal qual Tony George fez: podar a escalada da Indy como um todo e gerar uma eclos\u00e3o.<\/p>\n<p>Ou ainda, buscar o que Myers, Fisher, Alisson e Newby fizeram h\u00e1 cem anos: esperaram como nunca pelo fim da guerra para dar sobrevida \u00e0 Indy 500. Est\u00e1 na m\u00e3o de Miles e seus comparsas evitarem um conflito de grandes propor\u00e7\u00f5es. Um homem quando v\u00ea o \u2018bump\u2019 da Indy 500 n\u00e3o quer guerra com ningu\u00e9m.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[bannergoogle] S\u00c3O PAULO | TE Myers, CG Fisher, JA Alisson e AC Newby sentiam a alegria que o al\u00edvio proporciona no \u00faltimo m\u00eas daquele ano. 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