{"id":26226,"date":"2014-05-13T17:50:24","date_gmt":"2014-05-13T20:50:24","guid":{"rendered":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/blogs\/sem-autor\/noticias\/a-angustia-de-alonso\/"},"modified":"2026-06-16T22:10:29","modified_gmt":"2026-06-17T01:10:29","slug":"a-angustia-de-alonso","status":"publish","type":"42wp_blog","link":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/blogs\/victor-martins\/f1\/a-angustia-de-alonso\/","title":{"rendered":"A ang\u00fastia de Alonso"},"content":{"rendered":"\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/grandepremio.blob.core.windows.net\/mycontainer\/2014510205784_489110019%20(1)_II.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p><strong>S\u00c3O PAULO<\/strong> | Quando Alonso aposentou Schumacher pela primeira vez com seu par de t\u00edtulos, a temporada 2007 se desenhava como uma extens\u00e3o de seu dom\u00ednio. Ir para a McLaren era a melhor solu\u00e7\u00e3o para sua carreira, tendo o melhor carro do grid na m\u00e3o e um piloto novato, Hamilton, a domar. Mas as costas largas e os \u00f3timos bra\u00e7os do ingl\u00eas irritaram o espanhol a tal ponto que a guerra eclodiu, e ambos, de lados opostos, entregaram um t\u00edtulo no colo de R\u00e4ikk\u00f6nen.<\/p>\n<p>N\u00e3o estava nos trilhos de Alonso procurar uma outra equipe depois de um ano de desaforos e sapos engolidos, e a volta \u00e0 Renault, ent\u00e3o coadjuvante, foi a solu\u00e7\u00e3o paliativa para o salto que viria a dar s\u00f3 depois de dois anos, a Ferrari. Em 2008, \u00e9 claro e\u00a0sabido que seu momento m\u00e1ximo foi ser o benefici\u00e1rio da arma\u00e7\u00e3o em Cingapura \u2014 s\u00f3 n\u00e3o se tem certeza de sua participa\u00e7\u00e3o ativa.<\/p>\n<p>J\u00e1 em Maranello, fez de Massa o que pretendia fazer com Hamilton,\u00a0ser o primeiro destacado, mas n\u00e3o fez da Ferrari a primeira. Os italianos s\u00f3 fizeram um carro acertadinho em 2010, com o qual chegou \u00e0 \u00faltima prova, em Abu Dhabi, na condi\u00e7\u00e3o de favorito ao t\u00edtulo e empacou atr\u00e1s da Renault, de Petrov, dura coincid\u00eancia e vingan\u00e7a da vida, permitindo a Vettel ser o que \u00e9: tetracampe\u00e3o e maior que ele.<\/p>\n<p>E desde ent\u00e3o, Alonso luta. Luta consigo mesmo, porque j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 de hoje que se sabe que a Ferrari n\u00e3o lhe apetece \u2014 o sinal claro foi a investida na Red Bull no ano passado para pegar a vaga de Webber \u2014, e o tempo vai atuando contra: j\u00e1 contando com esta temporada, ser\u00e3o seis anos de seca, mais a\u00a0daquela da McLaren e a\u00a0da segunda passagem na Renault. \u00c9 n\u00edvel Cantareira.<\/p>\n<p>No \u00faltimo fim de semana em Barcelona, o jornalista jovial Renan do Couto acompanhou uma das entrevistas de Alonso e eu tive oportunidade de receber o \u00e1udio. Ao ser perguntado sobre o que passava e o quanto a Ferrari estava atr\u00e1s da Mercedes, Alonso deu um suspiro que falou por tudo que viesse a dizer depois, &#8220;precisamos reagir r\u00e1pido&#8221;, &#8220;n\u00e3o podemos ficar com essa diferen\u00e7a&#8221;, &#8220;s<span style=\"color: #000000;\">e voc\u00ea vem em sexto, sabe que Real Madrid, Barcelona ou Atl\u00e9tico v\u00e3o ganhar, mas ainda joga&#8221;,<\/span> \u00a0frases quase de auto-ajuda e que sa\u00edam por sair. Se tivesse realmente que dizer o que pretendia, o sangue espanhol lhe subiria \u00e0 cabe\u00e7a, e d\u00e1-lhe pito de Luca di Montezemolo. E se tivesse realmente que dizer o que pretendia, Alonso teria toda a raz\u00e3o, at\u00e9 porque seria um desabafo de algo que lhe consome h\u00e1 muito tempo.<\/p>\n<p>A Ferrari perdeu a m\u00e3o de como ser vitoriosa, a bem da verdade, desde que Schumacher construiu aquele s\u00faper time, e de um modo que estamos vendo a McLaren atravessar. Em ambos os casos, n\u00e3o foi\u00a0s\u00f3 trocar Stefano Domenicali ou Martin Whitmarsh que os resultados come\u00e7am a vir num estalar de dedos: Marco Mattiacci at\u00e9 viu o p\u00f3dio do espanhol na China, mas j\u00e1 viu a bucha real em Barcelona; Ron Dennis come\u00e7ou o ano batendo no peito com os p\u00f3dios de Magnussen e Button e, de l\u00edder do Mundial de Construtores, hoje a McLaren \u00e9 a sexta colocada. Ainda mais numa F1 nova, Ferrari e McLaren deveriam ter constru\u00eddo carros minimamente bem feitos\u00a0para serem as melhores do resto, mas conseguiram ver a diferen\u00e7a para a Mercedes mais do que duplicar no come\u00e7o da temporada europeia e at\u00e9 a Red Bull livrar frente.<\/p>\n<p>J\u00e1 come\u00e7am a pipocar os rumores de\u00a0que Alonso pode voltar para a McLaren em 2015 para tentar um rumo final na carreira \u2014 a hist\u00f3ria na Mercedes implicaria na quebra de contrato de Rosberg, algo que dificilmente vai acontecer pelo que Nico vem apresentando nesta temporada; e Button j\u00e1 vem dando um jeit\u00e3o de que essa coisa de F1 j\u00e1 deu no saco. Se assim for, Alonso s\u00f3 transferiria sua ang\u00fastia. O projeto da Honda ainda \u00e9 uma inc\u00f3gnita, por mais que se saiba do jeito que os japoneses trabalham. O conjunto da Mercedes \u00e9 imbat\u00edvel, e grande parte disto est\u00e1 em seu motorz\u00e3o.<\/p>\n<p>Assim, como bem disse <a href=\"http:\/\/blogdocapelli.warmup.com.br\/2014\/05\/perdendo-o-bonde-da-historia\/\">Ivan Capelli em seu post<\/a>, o hist\u00f3rico que Alonso escreveria na F1 seria muito ingrato para a capacidade que tem e, sobretudo, para o que se apresentou como um dos grandes de todos os tempos. Duro \u00e9 que n\u00e3o pode reclamar do destino que tra\u00e7ou para sua carreira.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>S\u00c3O PAULO | Quando Alonso aposentou Schumacher pela primeira vez com seu par de t\u00edtulos, a temporada 2007 se desenhava como uma extens\u00e3o de seu dom\u00ednio. Ir para a McLaren era a melhor solu\u00e7\u00e3o para sua carreira, tendo o melhor carro do grid na m\u00e3o e um piloto novato, Hamilton, a domar. 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