{"id":28133,"date":"2011-05-29T16:39:07","date_gmt":"2011-05-29T19:39:07","guid":{"rendered":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/blogs\/sem-autor\/noticias\/hoosiers-30\/"},"modified":"2026-06-16T22:15:18","modified_gmt":"2026-06-17T01:15:18","slug":"hoosiers-30","status":"publish","type":"42wp_blog","link":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/blogs\/victor-martins\/noticias\/hoosiers-30\/","title":{"rendered":"Hoosiers, 30"},"content":{"rendered":"\n<p><strong><a href=\"\/wp-content\/uploads\/2011\/05\/114925738.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-large wp-image-5347 alignnone\" title=\"64943454\" src=\"\/wp-content\/uploads\/2011\/05\/114925738-1024x682.jpg\" alt=\"\" width=\"614\" height=\"409\" \/><\/a><\/p>\n<p>INDIAN\u00c1POLIS<\/strong> | Santo paladino do \u00faltimo\u00a0giorno, o que foi este fim de prova? Indian\u00e1polis \u00e9 isso. N\u00e3o eram simplesmente todas aquelas voltas que a Ganassi ousou dominar a torto e a direito.<\/p>\n<p>Mas ningu\u00e9m ousaria imaginar o fim mais impressionante dos \u00faltimos tempos \u2014 muito mais que Al Unser Jr. e Scott Goodyear em 1992 ou Sam Hornish Jr. com Marco Andretti em 2006.<\/p>\n<p>Foram os &#8216;cachorros pequenos&#8217; que no fim surgiram para mudar a hist\u00f3ria de uma corrida hist\u00f3rica realizada neste domingo (29).<\/p>\n<p>Danica Patrick apareceu com chances remotas e Bertrand Baguette parecia ter combust\u00edvel para chegar ao fim e conseguir uma zebra\u00e7a daquelas.<\/p>\n<p>A\u00ed a vit\u00f3ria estava no colo de JR Hildebrand. Entenda: no colo. Mais no colo, imposs\u00edvel. Tinha combust\u00edvel, carro bom, condi\u00e7\u00f5es, torcida. Hildebrand, americano, da equipe patrocinada pela Guarda Nacional.<\/p>\n<p>E o cabra vai e bate na \u00faltima volta.<\/p>\n<p>Na \u00faltima curva.<\/p>\n<p>Arrastado no muro, ainda parecia chegar na frente. N\u00e3o.<\/p>\n<p>Dan Wheldon, da pequena Bryan Herta com Curb e Agajanian, a equipe cora\u00e7\u00e3o de m\u00e3e, o fez.<\/p>\n<p>250 mil pessoas aqui no aut\u00f3dromo de Indian\u00e1polis, at\u00f4nitos, assistiram a isso.<\/p>\n<p>Tony Kanaan foi o melhor brasileiro do dia, terminando em quarto, atr\u00e1s de Graham Rahal, da Ganassi. Oriol Servi\u00e0 ficou em quinto. Vitor Meira foi apenas o 15\u00ba, Helio Castroneves completou em 17\u00ba com uma irreconhec\u00edvel Penske e Bia Figueiredo foi a 21\u00aa.<\/p>\n<p><strong>Saiba como foi as 500 Milhas de Indian\u00e1polis de 2011<\/strong><\/p>\n<p>Alex Tagliani pareceu se empolgar um pouco na largada. Foi acelerar, e quase pegou o pace-car, que recolhia para os boxes. Talvez isso o tenha feito tirar o p\u00e9 do acelerador, e Scott Dixon e Servi\u00e0 aproveitaram para ultrapass\u00e1-lo. Mas o carro do canadense era t\u00e3o bom que, na volta 6, j\u00e1 aparecia na lideran\u00e7a da prova. Seu companheiro, Townsend Bell, tentava escalar o pelot\u00e3o e logo apareceu em terceiro, atr\u00e1s do neozeland\u00eas da Ganassi. Na outra m\u00e3o, Castroneves andava para atr\u00e1s e n\u00e3o sa\u00eda do 20\u00ba lugar.<\/p>\n<p>A corrida transcorria estranhamente bem at\u00e9 surgir o primeiro acidente \u2014 que deve ter dado muita grana aos apostadores. Takuma Sato pegou a sujeira do lado externo da curva 2 e foi destruir o lado direito de sua KV Lotus. Pouco antes, Paul Tracy j\u00e1 havia raspado o muro da mesma curva. A bandeira amarela veio, e com ela as primeiras paradas nos pits.<\/p>\n<p>A Sam Schmidt trabalho direitinho e manteve Tagliani na frente. O mesmo n\u00e3o pode se dizer da Penske de Will Power. \u00danico piloto do time a at\u00e9 ent\u00e3o ter um desempenho digno, o australiano arrancou dos boxes e segundos depois viu-se sem o pneu traseiro esquerdo. A porca n\u00e3o foi apertada \u2014 e certamente a do mec\u00e2nico respons\u00e1vel h\u00e1 de apertar. O l\u00edder do campeonato caiu para um inc\u00f4modo 29\u00ba lugar. Enquanto isso, Simona recuperava incrivelmente duas voltas: uma por ter evitado os pits e ter aparecido na frente do pelot\u00e3o e a outra justamente por estar antes de Tagliani na relargada, o que fez o pace-car permitir seu realinhamento em pista.<\/p>\n<p>A\u00ed veio o primeiro temor dos pilotos: a relargada dois a dois. Todos a postos e tal, Dixon emparelhou, acompanhou Tagliani na entrada da curva 4 e passou o oponente por fora, retomando o primeiro posto. E a raz\u00e3o do temor fez-se presente \u2014 e deve ter dado mais grana ainda aos apostadores: Ernesto Viso tentou ultrapassar James Hinchcliffe por fora na reta principal, para ganhar uma insigne 16\u00aa posi\u00e7\u00e3o, e tocou rodas. O canadense conseguiu com maestria controlar seu carro da Newman\/Haas, que j\u00e1 escapava de frente. Viso, n\u00e3o. Foi l\u00e1 acompanhar o companheiro Sato. Foi l\u00e1 dar mais preju\u00edzo para Jimmy Vasser.<\/p>\n<p>Nova relargada, e Tagliani deu o troco no fim da reta. Na volta seguinte, Dixon voltou a ultrapass\u00e1-lo. A briga vinha boa, intensificada pela aproxima\u00e7\u00e3o de Franchitti e Wheldon. E num momento da volta 44, Alex acabou perdendo desempenho r\u00e1pido e repentino e as duas posi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>De praxe, o nome da corrida no pelot\u00e3o de tr\u00e1s vinha sendo Kanaan. 22\u00ba na largada, j\u00e1 era 16\u00ba antes dos pits, assumiu o d\u00e9cimo posto na sa\u00edda, passou Meira na pista e com \u00bc de corrida completada, ganhava de Carpenter a sexta coloca\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Num prov\u00e1vel jogo de equipe, Franchitti passou Dixon na volta 60 para se tornar o terceiro diferente piloto a assumir a ponta da Indy 500. O neozeland\u00eas foi aos boxes na seguinte, justamente quando a segunda amarela do dia tremulou, com Jay Howard parado no muro interno entre as curvas 1 e 2. Motivo: outra roda que se soltava, assim, do nada. Ruim para Kanaan, que tinha ido para os pits em bandeira verde e despencou para 24\u00ba com o realinhamento do pelot\u00e3o.<\/p>\n<p>As Ganassi n\u00e3o relargaram lado a lado porque havia Bia Figueiredo como retardat\u00e1ria. Acabou provocando um rocambole, porque todos vieram babando para ultrapass\u00e1-la, e nisso Tagliani a superou junto com Wheldon para voltar a brigar direto com os carros vermelhos. Pouco depois, era Dixon quem tornava a comandar a galera. E os quatro iam juntos e misturados, sem diferen\u00e7a grande entre eles.<\/p>\n<p>Uma nova janela de boxes se abriu na 97, com Wheldon sendo o primeiro dos pioneiros a ir, seguido por Tagliani e Dixon. A sorte sorriu de novo para Franchitti: James Hinchcliffe entrou forte \u00e0 be\u00e7a na curva 3 e foi deslizando no muro at\u00e9 a 4. Novos pilotos eclodiam: Servi\u00e0 e Andretti pintavam no top-3.<\/p>\n<p>A presen\u00e7a de Castroneves como retardat\u00e1rio ajudou e atrapalhou Franchitti na reapari\u00e7\u00e3o da bandeira verde. Porque se parecia f\u00e1cil manter o brasileiro da fraca Penske atr\u00e1s, as coisas n\u00e3o foram t\u00e3o simples. Helio partiu para recuperar a volta perdida e trouxe consigo Servi\u00e0, que na volta 113 ganhava a lideran\u00e7a. Mais atr\u00e1s, Dixon escalava o grupo com tranquilidade, Wheldon tinha alguma dureza e Tagliani ficou brigando pelo 15\u00ba, perdido.<\/p>\n<p>O troco de Franchitti e a gra\u00e7a de Servi\u00e0 acabaram 16 giros depois. Mas n\u00e3o s\u00f3 passou como abriu. O ritmo de Franchitti era t\u00e3o intenso que n\u00e3o tardou a encontrar Tagliani e aplicar-lhe uma volta. Era o at\u00e9-logo do conto de Cinderella, como ficou conhecido o causo do pole da prova. S\u00f3 os pits para par\u00e1-lo, e Franchitti foi em bandeira verde \u2014 a terceira vez seria demais \u2014 na volta 138.<\/p>\n<p>Franchitti e Tagliani voltariam a ser protagonistas de momentos que lhes assustaram. O primeiro tinha vantagem confort\u00e1vel de mais de 7 segundos para Servi\u00e0 e Dixon e, com tamanha vol\u00fapia, chegou a raspar o muro da curva 3 quando foi tangenciar a curva. Tagliani, coitado, bateu na curva 4 indo na sujeira. A volta 148 representou, enfim, o adeus do sonho da vit\u00f3ria.<\/p>\n<p>Naquela altura, Wheldon e Kanaan formavam o grupo dos cinco primeiros.<\/p>\n<p>A\u00e7\u00e3o de novo, novo problema nas relargadas lado a lado. Menos para Franchitti, \u00f3bvio. Era uma muvuca imensa de Dixon para tr\u00e1s que linhas de at\u00e9 quatro pilotos se formaram. N\u00e3o deu outra: nova amarela, dessa vez pelo toque entre Ryan Briscoe e Townsend Bell. O primeiro vinha na linha interna na curva 1 e o segundo, por fora, tangenciou sem ver a presen\u00e7a do australiano da Penske. Juntos, sem viol\u00eancia, encontraram a parede. Isso porque Bell j\u00e1 havia entrado na curva 4 raspando no muro. Desastre duplo para a Sam Schmidt.<\/p>\n<p>E para completar o desastre da Penske, Castroneves padeceu do mesmo mal de Power: andou um tempo com tr\u00eas rodas na pista.<\/p>\n<p>A\u00ed, na volta 165, a Ganassi agiu com coer\u00eancia: chamar Franchitti uma volta antes da largada para os boxes para completar o tanque \u2014 os demais n\u00e3o conseguiriam. Servi\u00e0 recebeu a primeira posi\u00e7\u00e3o, mas s\u00f3 por alguns instantes: Rahal o passou na relargada com a Ganassi \u2018B\u2019. Dixon veio na balada. E o incr\u00edvel Kanaan, idem. 170, e o brasileiro vinha em terceiro.<\/p>\n<p>O p\u00fablico come\u00e7ava a ficar em p\u00e9. Dixon foi para cima de Rahal e resgatou o primeiro lugar que obtivera no in\u00edcio. Kanaan tentou seguir o ritmo. Demorou at\u00e9 conseguir, mas Rahal devolveu na volta seguinte. Tudo isso pouco resolveu, afinal os tr\u00eas mais Servi\u00e0 se enfiaram nos pits para o splash &amp; go.<\/p>\n<p>Surgiu, ent\u00e3o, Danica na ponta, giro 179, em t\u00e1tica diferente e uma possibilidade remota de terminar a prova sem precisar ir aos pits, trazendo Baguette de longe. Mas logo o belga, que andou bem a prova toda, chegou \u00e0 primeira posi\u00e7\u00e3o na 189. Patrick n\u00e3o aguentou. Foi aos boxes. Baguette tinha exatamente a mesma estrat\u00e9gia. N\u00e3o vinha.<\/p>\n<p>190, 191, 192&#8230; Nada de Baguette parar.<\/p>\n<p>Foi na 196. A 196 derrubou Baguette. Pronto. A vit\u00f3ria era de Franchitti. Mas n\u00e3o. A jogada da Ganassi havia dado errado. Franchitti se arrastava de t\u00e3o lento na pista para tentar economizar etanol.<\/p>\n<p>Sobrou para Hildebrand, com tudo a favor. Tudo. P\u00fablico em p\u00e9, sala de imprensa em meio a gritos, Hildebrand \u00e9 um piloto bem querido nos EUA. Recebeu a bandeira da branca, e em vez de ficar em paz, abofou-se. Entrou na curva 4 e pam!, deu com uma viol\u00eancia que o fez ainda ir no embalo da reta principal. Mas vinda Wheldon logo atr\u00e1s \u2014 que vinha de dois segundos lugares seguidos aqui, justamente pela Panther, a equipe de Hildebrand.<\/p>\n<p>Natural, ent\u00e3o, o choro e a como\u00e7\u00e3o gerais. Wheldon n\u00e3o cabia em si por dar a vit\u00f3ria a um time que s\u00f3 faz esta prova na temporada, comandado por um amigo e seu ex-companheiro na Andretti. Mais ainda, o choro desconsolado de Hildebrand, cuja intelig\u00eancia e capacidade\u00a0\u00e9 propalada por estas terras. Mas depois de hoje, talvez seja visto de outra forma por um bom tempo.<\/p>\n<p>Uma pergunta ao car\u00edssimo internauta: o que foi mais impressionante, o final deste domingo ou a decis\u00e3o do t\u00edtulo da F1 em 2008, entre Hamilton e Massa?<\/p>\n<p>Eu j\u00e1 come\u00e7o a pender para o que vi aqui em Indy&#8230;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>INDIAN\u00c1POLIS | Santo paladino do \u00faltimo\u00a0giorno, o que foi este fim de prova? Indian\u00e1polis \u00e9 isso. N\u00e3o eram simplesmente todas aquelas voltas que a Ganassi ousou dominar a torto e a direito. 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