{"id":44375,"date":"2016-06-08T21:14:58","date_gmt":"2016-06-09T00:14:58","guid":{"rendered":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/blogs\/sem-autor\/noticias\/807-2210-e-802\/"},"modified":"2026-06-16T22:50:13","modified_gmt":"2026-06-17T01:50:13","slug":"807-2210-e-802","status":"publish","type":"42wp_blog","link":"https:\/\/grandepremio.com\/br\/blogs\/flavio-gomes\/grande-premio\/807-2210-e-802\/","title":{"rendered":"807, 2210 E 802"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Por MARCOS J\u00daNIOR MICHELETTI*<br \/>\n<\/strong><br \/>\nNunca fui muito amigo dos n\u00fameros, sobretudo no calv\u00e1rio do colegial, em que fiz a tremenda burrada de, mesmo sendo afeito \u00e0s humanidades, ter optado por estudar na turma de exatas, porque diziam que o curso era mais forte.<\/p>\n<p>S\u00f3 n\u00e3o fui reprovado nos dois \u00faltimos anos do curso porque tive colegas e professores generosos. Os primeiros, por valiosas contribui\u00e7\u00f5es durante provas escabrosas; os segundos, por arredondamentos de notas absolutamente inimagin\u00e1veis.<\/p>\n<p>O pre\u00e2mbulo \u00e9 para justificar o t\u00edtulo da croniquinha, s\u00f3 de n\u00fameros, meus algozes de outrora, que preciso explicar.<\/p>\n<p>807 \u00e9 o n\u00famero do pr\u00e9dio onde trabalho, na Paulista. 2210, o n\u00famero do conjunto, a reda\u00e7\u00e3o do Portal Terceiro Tempo. E, por fim, 802 o local onde funcionou at\u00e9 recentemente, a reda\u00e7\u00e3o do &#8220;Grande Pr\u00eamio&#8221;, fundamental refer\u00eancia que tive antes de chegar aqui no site de Milton Neves. Refer\u00eancia atual, ainda, diga-se.<\/p>\n<p>Em 2009 (mais um n\u00famero!), aportei por aqui, sob olhares de desconfian\u00e7a, a convite do meu irm\u00e3o Rog\u00e9rio Micheletti, t\u00e3o generoso quanto meus colegas e professores do colegial.<\/p>\n<p>Sem experi\u00eancia em uma reda\u00e7\u00e3o, mas com uma trajet\u00f3ria de amor sincero e conte\u00fado honesto no automobilismo &#8211; e tamb\u00e9m ao futebol -, aos poucos fui ganhando a confian\u00e7a da pessoa mais importante da reda\u00e7\u00e3o: Milton Neves.<\/p>\n<p>Ao longo destes sete anos de trabalho, onde inicialmente fui respons\u00e1vel por mais de 80% das migra\u00e7\u00f5es da se\u00e7\u00e3o &#8220;Que Fim Levou?&#8221; em uma atualiza\u00e7\u00e3o do site, criei um programa de entrevistas, o &#8220;Bella Macchina&#8221;, que hoje \u00e9 o &#8220;bra\u00e7o&#8221; de automobilismo do Portal Terceiro Tempo.<\/p>\n<p>A primeira entrevista que fiz em v\u00eddeo, com Bia Figueiredo, foi tensa, eu bem nervoso, mas fluiu. A segunda, com Christian Fittipaldi, um papo delicioso, mais solta.<\/p>\n<p>E tantas outras. A emo\u00e7\u00e3o com Bird Clemente e Ingo Hoffmann, as audi\u00eancias arrebatadoras com as vindas de Roberto Pupo Moreno e Alex Dias Ribeiro, os jovens kartistas, a turma da Stock, do rali, da F3 e tantas outras categorias.<\/p>\n<p>Em 2015 trouxe Claudio Carsughi para ser meu entrevistado.<\/p>\n<p>Milton Neves costuma lembrar da emo\u00e7\u00e3o que teve quando viu Pel\u00e9 pela primeira vez, em um jogo do Santos contra o Comercial em Ribeir\u00e3o Preto, ocasi\u00e3o em que o Rei, por um r\u00e1pido instante, trocou olhares com o menino de Muzambinho, junto ao alambrado.<\/p>\n<p>N\u00e3o posso precisar se a emo\u00e7\u00e3o que tive ao lado de Carsughi foi igual a de Milton com Pel\u00e9. Sentimentos s\u00e3o dif\u00edceis de serem mensurados. Mas, certamente, foi intensa.<\/p>\n<p>Hoje fa\u00e7o &#8220;tabelinha&#8221; com Claudio em outro programa que criei, o &#8220;Notas do Carsughi&#8221; e, apesar de estar me acostumando (j\u00e1 estamos na 20\u00aa edi\u00e7\u00e3o), o frio na barriga ainda \u00e9 inevit\u00e1vel quando lembro de tantas coisas que li de Claudio na &#8220;Quatro Rodas&#8221;, e ouvi, nos coment\u00e1rios da F1 pela Jovem Pan.<\/p>\n<p>O curioso, mais curioso para mim, \u00e9 que um epis\u00f3dio de 2001, quando eu j\u00e1 havia praticamente desistido de ser feliz nesta vida, tenha tido um papel t\u00e3o decisivo para aquilo que fa\u00e7o hoje.<\/p>\n<p>Por e-mail, encaminhei uma cr\u00f4nica ao meu irm\u00e3o Rog\u00e9rio, \u00e0 \u00e9poca redator do Portal Terceiro Tempo, sobre a ultrapassagem de Montoya em Schumacher no GP do Brasil de 2001. Chamava-se &#8220;Montoya e a bicicleta&#8221; o texto onde eu comparava a ultrapassagem do colombiano sobre o alem\u00e3o ao gol de um jogador do Juventus, Silva, de bicicleta, sobre o Corinthians no Pacaembu.<\/p>\n<p>Meu irm\u00e3o publicou a cr\u00f4nica no site. Eu, por e-mail, passei o link a Flavio Gomes.<\/p>\n<p>&#8220;Quem sabe ele l\u00ea, fala alguma coisa&#8221;, devo ter pensado.<\/p>\n<p>Em poucos minutos Flavio me respondeu, de forma curta e direta: &#8220;Gostei, voc\u00ea leva jeito para escrever&#8221;, comentou Flavio.<\/p>\n<p>Contei essa hist\u00f3ria ao Flavio em 2014, em um &#8220;Trof\u00e9u Ford Aceesp&#8221;. Est\u00e1vamos na &#8220;fila&#8221; para o jantar. Flavio, que hoje trabalha com meu irm\u00e3o Rog\u00e9rio na Fox, ficou com os olhos marejados com o que lhe resumi, assim como eu fiquei, ao lhe dizer que aquelas palavras dele em 2001 me tiraram do fundo de um po\u00e7o de onde eu jamais achei que sairia.<\/p>\n<p>Rog\u00e9rio, Milton, Carsughi e todos os Neves, F\u00e1bio Lucas, Netto Neves e Rafael Neves, foram fundamentais para que eu esteja fazendo isso que tanto amo hoje. Assim como o amigo querido Raul Drewnick, escritor dos mais talentosos, que sempre levantou minha bola.<\/p>\n<p>Mas aquelas poucas palavras do Flavio, quem sabe escritas no conjunto 802 da Paulista, foram salvadoras, redentoras.<\/p>\n<p>Nunca trabalhei no conjunto 802.<\/p>\n<p>Estive l\u00e1 algumas vezes, visitando Renan do Couto, Evelyn Guimar\u00e3es, Victor Martins, Flavio Gomes e toda sua afinada trupe.<\/p>\n<p>Mas, ao 802, devo muito do que sou hoje.<\/p>\n<blockquote><p><em><a href=\"http:\/\/flaviogomes.grandepremio.com\/br\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/arq_161863.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-165494\" src=\"http:\/\/flaviogomes.grandepremio.com\/br\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/arq_161863.jpg\" alt=\"arq_161863\" width=\"200\" height=\"124\" \/><\/a>* <strong>Marcos J\u00fanior Micheletti<\/strong>, ou simplesmente &#8220;J\u00fanior&#8221;, ou ainda &#8220;Marc\u00e3o&#8221; &#8212; j\u00e1 o chamei de tudo que \u00e9 nome &#8211;, n\u00e3o me deve absolutamente nada. J\u00e1 nosso of\u00edcio, que deveria ser executado com paix\u00e3o e dedica\u00e7\u00e3o por todos, deve, sim, algo a ele. O exemplo. Seu texto, no original, est\u00e1 <a href=\"http:\/\/terceirotempo.bol.uol.com.br\/noticias\/807-2210-e-802\" target=\"_blank\">aqui<\/a>. Al\u00e9m do mais, o cara fotografa pacas.<\/em><\/p><\/blockquote>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por MARCOS J\u00daNIOR MICHELETTI* Nunca fui muito amigo dos n\u00fameros, sobretudo no calv\u00e1rio do colegial, em que fiz a tremenda burrada de, mesmo sendo afeito \u00e0s humanidades, ter optado por estudar na turma de exatas, porque diziam que o curso era mais forte. 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